Açores aprovaram a maior rede de áreas marinhas protegidas do Atlântico Norte
A Região Autónoma dos Açores aprovou, recentemente, a criação de áreas marinhas protegidas em 30% do mar do arquipélago, sendo a maior rede do Atlântico Norte. Que impacto é que esta decisão terá?
Poucos dias antes da Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP16), que está a decorrer em Cali, na Colômbia, desde o dia 21 de outubro e até 1 de novembro, a Região Autónoma dos Açores aprovou a criação de áreas marinhas protegidas em 30% do mar do arquipélago.
Conforme a informação divulgada pelo jornal Público, o diploma determina a proteção de 30% do mar que circunda o arquipélago composto por nove ilhas vulcânicas, numa área total de 287 mil quilómetros quadrados. Por estar "totalmente protegida", não são permitidas atividades extrativas ou destrutivas em metade dessa área.
A aprovação do diploma pela Região Autónoma dos Açores impõe uma alteração à legislação existente, que estabelecerá "a maior Rede de Áreas Marinhas Protegidas do Atlântico Norte", segundo uma nota de imprensa da presidência do Governo Regional.
Mar dos Açores tem uma área de cerca de 1.000.000 quilómetros quadrados
A decisão regional vai ao encontro da meta 30x30, que prevê a proteção de 30% de áreas terrestres e marinhas relevantes até 2030.
A liderança dos Açores é inspiradora, considerando que menos de 3% do oceano do mundo está total ou altamente protegido.
Lê-se na nota de imprensa, conforme o órgão de comunicação social, que relembra que o mar dos Açores engloba uma área de aproximadamente 1.000.000 quilómetros quadrados, o que corresponde a mais de metade das águas territoriais portuguesas (e a cerca de 15% das águas europeias).
A moldura legal que determina a Rede de Áreas Marinhas Protegidas permite a criação de um santuário para espécies migratórias, peixes e corais de águas profundas e, por fim, os ecossistemas únicos de fontes hidrotermais.
Esta semana, o Governo da República anunciou que vai compensar a 100% os pescadores dos Açores pela quebra de rendimento devido à criação das áreas marinhas protegidas, segundo a Lusa.
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Muito bem!
Falta amis gente como esta entre os que nos (des)governam.
*mais, obviamnte
*obviamente!!! 🙂
«Esta semana, o Governo da República anunciou que vai compensar a 100% os pescadores dos Açores pela quebra de rendimento devido à criação das áreas marinhas protegidas, segundo a Lusa.»
Ó fachavor! Sai mais um imposto ou taxa para a mesa dos portugas.
… tá a sair, é só marinar mais um bocadinho!!! LOLOLOLOL
Quando souberem que agricultura e pescas sem apoios são insustentáveis…
Mas tudo bem, parece haver gente mortinha por pagar uma alface a 10€ ou um quilo de maçãs a 20€.
mas tudo bem.
Muito mau, a cultura anti desenvolvimento e anti economia continua em expansão.
E será que o oceano aguenta a pesca intensiva e sem escrúpulos? A natureza pode viver sem nós, mas nós nao podemos viver sem a natureza… e já agora… diga-me se 10€ dá para comer… falo mesmo da nota, do papel..
Onde estão os números que suportam esta decisão? alguma jornalistas os vai perguntar, algum jornalista vai fazer perguntas que devem fazer, ou seja escrutinar as decisões do poder politico?
E você como cidadão está satisfeito em só saber esta camada de propaganda? será que um area mais pequena (ou maior) num outro local da ZEE não seria mais importante para preservar o que importa preservar.
O que me choca é este engolir de tudo o que é dito como se fosse palavra sagrada e sem exigir escrutínio algum.
Nas áreas protegidas marinhas não há incêndios florestais, mas com portugueses nem isso está garantido.
E há meios – Marinha, Força Aérea – para vigiar e proteger essa area gigantesca, ou acham que basta declarar essas águas “area protegida” e isso chega para afastar pescadores, traficantes, petroleiros a lavar os tanques em alto mar, etc?