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Comandos Linux para Totós – Tutorial nº2

Depois da excelente participação e colaboração no tutorial nº1 (ver aqui), a motivação não poderia ser maior para escrever o tutorial nº2. Alguns utilizadores questionaram-me sobre a periodicidade  da rubrica e relativamente a essa questão devo dizer que é segredo (por agora).

Prontos para mais uma viagem no “terminal preto”?  Ora vamos lá.

terminal_00

Relembramos que para acompanharem estes tutoriais é necessário que possuam um terminal Unix/Linux para ir experimentando e aprendendo os comandos apresentados. Para os que já dominam a matéria, lanço desde já o desafio de colaborarem nesta rubrica (podem enviar os vossos artigos para mim).

Como já referimos em alguns artigos, a shell (terminal) do Linux permite introduzir comandos. Através dos comandos podemos realizar quase todas as tarefas possíveis num sistema como por exemplo copiar ficheiros, criar/apagar directórios, controlar serviços, etc.

whoami | pwd | id | who | date | cal … ainda se lembram? Se não, vejam aqui

Vamos então conhecer mais alguns comandos, apresentado para que serve e seguido de um exemplo.

man – permite aceder ao “manual” de um determinado comando. Na informação do comando é normalmente indicado o que o comando faz e que argumentos (opções) podem ser usados. Para sair do manual de um determinado comando deve pressionar a tecla ‘q’.

plware@pplware:~$ man who

hostname – permite saber o nome da nossa máquina

pplware@pplware:~$ hostname
pplware

uptime – basicamente este comando permite saber há quanto tempo o sistema está ligado. O uptime fornece também a informação sobre o número de utilizadores ligados ao sistema e a carga média do sistema no passado (1min, 5 min e 15 min).

pplware@pplware:~$ uptime
23:45:38 up 8 min,  2 users,  load average: 0.01, 0.52, 0.46

history – permite visualizar os últimos comandos que foram introduzidos no terminal. Saber mais sobre o history aqui.

pplware@pplware:~$ history
1  cd /media/
2  ls
3  cd VBOXADDITIONS_4.0.4_70112/
4  ls

Para executar de imediato um comando pode fazer !<numero>. Considerando que quer por exemplo executar o comando 2,pode fazer !2

uname – Permite saber algumas informações sobre o sistema como por exemplo a versão kernel, arquitectura do processador e do sistema, etc. Para ver todas as informação num só comando pode usar uname –a

pplware@pplware:~$ uname -a
Linux pplware 2.6.38-8-generic #42-Ubuntu SMP Mon Apr 11 03:31:50 UTC 2011 i686 i686 i386 GNU/Linux

lsb_release – Permite saber informações sobre a distribuição em uso. Para saber todas as informações deve usar o comando lsb_release –a

pplware@pplware:~$ lsb_release -a
Distributor ID:    Ubuntu
Description:    Ubuntu Natty
Release:    11.04
Codename:    natty

df – Permite saber o espaço ocupado por cada disco/partição no sistema de ficheiros. Para visualizar a informação no modo “humano” (em MB) deve usar o comando df –h

pplware@pplware:~$ df -h
Filesystem            Size  Used Avail Use% Mounted on
/dev/sda1             6.9G  2.5G  4.1G  38% /
none                  242M  644K  241M   1% /dev
none                  249M  300K  248M   1% /dev/shm
none                  249M   96K  248M   1% /var/run
none                  249M     0  249M   0% /var/lock
/dev/sr0               43M   43M     0 100% /media/VBOXADDITIONS_4.1.0_73009

Estes são mais alguns comandos básicos para quem se quiser iniciar no mundo do Linux, mais concretamente na linha de comandos. Numa próxima rubrica vamos trazer mais alguns exemplos e dicas de utilização. Esperamos que tenham gostado do tutorial nº2.

Como dica de hoje deixamos o link para um terminal Linux online. Para quem ainda não teve oportunidade de experimentar o seu próprio sistema, pode aceder ao cb.vu para testar os comandos.

Bom fim de semana! shutdown –r now

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42 Comentários

  1. Já conhecia a maioria dos comandos (faltou-me o lsb_release), mas o que desconhecia por completo era esse site do cb.vu, com um resumo dos comandos usados em diversos cenários. Excelente dica, já está nos marcadores!

    Cumps.

  2. Parabéns pela iniciativa!

    Muito bom mesmo. Continue o bom trabalho, Pedro Pinto.

  3. outros que uso bastante

    cat /proc/cpuinfo
    cat /proc/meminfo

    para ver os processos

    ps aux

    kill -9

    • Calma lá com o -9 !!
      Isso é mania.
      Primeiro faz kill. Se não deu…então dá-lhe com força (kill -9).
      Porquê ?
      Porque de repente enganas-te no processo e matas o errado.
      No problem…excepto que passados uns minutos o pessoal começa a ligar a dizer que não consegue fazer isto nem aquilo…oops…reboot
      Claro que é pior num servidor, mas no posto de trabalho é a mesma coisa.
      Best practice…kill…quando falha…kill -9
      ;)

      • Sempre usei o -9 e nunca tive problemas, mas também nao andava a matar o x ou daemons ou seja o que for de importante. Simplesmente terminava programas que nao respondiam ou que encravavam, e claro os que já tinha executado antes.
        Realmente vou começar a seguir o que dizes, é mais facil. Mas se queres que diga no inicio usava ubuntu e não sabia onde estava o gestor de tarefas,pesquisei e encontrei este comandos, de facto o kill vinha com -9 e pronto ficou-me. xD

      • Como costumo dizer, o kill -9 = “matar sem piedade”

        • exactamente, deve-se primeiro tentar “encerrar” o processo normalmente, existe info alojada no stack do processo,etc, que se vai perder se fizermos um hard kill, devemos primeiro tentar encerrar o processo normalmente…isso numa base de dados é muito perigoso!!

          cmps

      • “kill -9 0″ e mais nada!… ;)

    • tentei cat /proc/cpuinfo no mac e não deu (ja esperava), mas se alguem souber agradecia que em indicasse sff

  4. Nice gostei do fim

    shutdown –r now!!!!

    • Prefiro “halt”.
      É mais rápido.

      • Reinício (3 maneiras que conheço):
        1. reboot
        2. init 6
        3. shutdown -r now
        Desligamento (4 maneiras que conheço):
        1. halt
        2. poweroff
        3. init 0
        4. shutdown -h now

      • nunca usei o halt, mas cuidado com o shutdown/restart, pois alguns são muito rapidos, mas pura e simplesmente matam o processo á maluca , não o encerrando com deve ser, em bases de dados,dispositivos que estejam a escrever,etc, estes processos de encerrar/reeniciar a maluca são deveras muito perigosos…!!

  5. muito bom , mais uma vez parabéns

  6. goose@core64:~$ uname -r
    3.0.0-7-generic
    goose@core64:~$ uname -v
    #9-Ubuntu SMP Fri Jul 29 21:27:24 UTC 2011
    goose@core64:~$ uname -i
    x86_64
    goose@core64:~$ uname -o
    GNU/Linux

  7. devo já agradecer por finalmente um tutorial para basicamente me ajudar a continuar a utilizar o meu ubuntu. Pois estava a desesperar por achar tão difícil para mim, que é o terminal.

    O único que sei usar ainda é o sudo apt-get instal / uninstal

    continua meu

    abraço

  8. Tmb desconhecia o lsb_release -a.
    Legal falar do top, ps aux e grep.

    Abração Galera do Pplware.

  9. Comando #halt, também para desligar.

  10. deixo uma sugestão para quem faz estes tutoriais!!!
    e que tal no fim do tutorial estar terminado, compilar a informação no documento PDF?

  11. Se quiserem saber o estado da arte no que ao kernel diz respeito directamente do laboratório onde é produzido, experimentem o comando abaixo:

    james@darkstar:~$ finger @ftp.kernel.org

    The latest linux-next version of the Linux kernel
    is: next-20110805
    The latest linux-next version of the Linux kernel is: next-20110805
    The latest snapshot 3 version of the Linux kernel is: 3.0-git22
    The latest mainline 3 version of the Linux kernel is: 3.0
    The latest stable 3.0 version of the Linux kernel is: 3.0.1
    The latest stable 2.6.39 version of the Linux kernel is: 2.6.39.4
    The latest stable 2.6.38 version of the Linux kernel is: 2.6.38.8
    The latest stable 2.6.37 version of the Linux kernel is: 2.6.37.6
    The latest stable 2.6.36 version of the Linux kernel is: 2.6.36.4
    The latest longterm 2.6.35 version of the Linux kernel is: 2.6.35.14
    The latest longterm 2.6.34 version of the Linux kernel is: 2.6.34.10
    The latest longterm 2.6.33 version of the Linux kernel is: 2.6.33.16
    The latest longterm 2.6.32 version of the Linux kernel is: 2.6.32.43
    The latest longterm 2.6.27 version of the Linux kernel is: 2.6.27.59

    Têm que ter o finger instalado:
    finger – Programa de pesquisa de informação de utilizadores

  12. o cv.vu e´um espectaculo obrigado pessoal.

  13. Por que é que quando coloco o comando hostname aparece: nome_do_computador.lan? Desculpem a pergunta idiota mas não percebo porque não aparece somente nome_do_computador

  14. Se quisermos contar as linhas de um ficheiro de texto, basta ir para o directório onde está esse ficheiro e fazer:

    james@darkstar:~$ wc -l ficheiro_de_texto.txt

    Se quisermos ordenar o conteúdo de 2 ficheiros, lado a lado,
    usamos o comando paste. Por exemplo:

    Ficheiro1
    1
    2
    3
    4
    5

    Ficheiro2
    a
    b
    c
    d
    e

    o comando:

    james@darkstar:~$ paste Ficheiro1 Ficheiro2 > Ficheiro3

    vamos ter o Ficheiro3 assim:

    1 a
    2 b
    3 c
    4 d
    5 e

    Divirtam-se!

  15. Para quem não sabe existe uma potente calculadora para ser utilizada pela linha de comandos. Uns exemplos simples:

    james@darkstar:~$ bc

    bc 1.06.95
    Copyright 1991-1994, 1997, 1998, 2000, 2004, 2006 Free Software Foundation, Inc.
    This is free software with ABSOLUTELY NO WARRANTY.
    For details type `warranty’.
    4*3
    12
    1987-789
    1198
    12/4
    3

    Uma forma mais rápida de obter o resultado de um cálculo através da calculadora bc é usar o comando echo combinado com o comando pipe |

    Assim:

    james@darkstar:~$ echo 4*3 | bc
    12

  16. Resumindo: pode fazer-se tudo ou quase tudo através da linha de comandos. Uso o Linux desde 1995/1996 e foi por causa da linha de comandos que nunca mais o larguei. Entretanto, fui envelhecendo e à medida que ia envelhecendo fui deixando a linha de comandos e fui passando para os gráficos mas na mesma medida que o Debian. Isto é, o Debian é a distribuição que me tem acompanhado desde mais ou menos essa altura e mesmo envelhecido nunca me adaptei aos Ubuntus e coisas que tais…

    • Desculpa lá James Bond
      Não gostei desses termos envelhecido, envelhecendo. Nós não somos velhos, somos “jovens idosos” enquanto a cabeça funcionar. Portanto foste-te tornando menos jovem idoso. Eu também estou por aí…

      E já agora eu sempre fui um windowsista, fiz uma experiência há tempos de instalação do Ubuntu mas desisti por não ter estimulos. Mas tenho-o numa pen. Hoje coloquei-o a funcionar a partir da pen e funcionou bem em ambiente de janelas (não windows) ligou à internet, actualizou um driver, etc. Mas não consegui pôr a consola ecrã preto a funcionar. Como se faz isso? Como se vai para a consola?
      Obrigado e desculpa o primeiro à parte.

      • Para já estou a experimentar numa consola android dum tablet. Com o Terminal Emulator aparece o $ para meter comandos tal como nos exemplos acima. Com o Root System Tool aparece /# . Qual a diferença?
        O tablet tem acesso à root.
        Mas o Android não conhece uma boa parte dos comandos.

        • A dierença entre $ e # é:
          quando estás “logado” no sitema como utilizador normal aparece $;
          quando estás “logado” no sistema como root (administrador do sistema) aparece #.
          É importante esclarecer isto e dizer que só se deve “logar” no sistema como root quando se querem realizar tarefas de administração tais como instalar programas, etc. Para todas as restantes tarefas, nomeadamente experimentar os comamndos, estudar, etc., deve-se logar sempre como utilizador normal.
          Nunca fazer experiências com comandos quando se está logado como root.

          • Obrigado
            Então tenho que ter cuidado com o Root System Tool no Android que entra directamente em root por esta estar desbloqueada. De qualquer maneira como este SO é limitado em cmd Linux vou instalar num pc o Ubuntu que tenho numa pen.

      • Para abrir uma consola no Ubuntu pressione as seguintes teclas: [Ctrl]+[Alt]+[T]

  17. O.K. Obrigado
    Assim já gosto. Tenho a consola de côr ( não é preta) na metade esq. do ecrã e o firefox com a lição para Totós do lado direito e esta não foge como no windows, enquanto estou a digitar na consola.
    Vamos lá a essa continuação.

    E para nabos era preciso dizer logo no início do curso, “fazer ctrl+alt+t” para entrar em consola. Ah Ah !!!

  18. Pessoal, estou aqui com duas situações complicadas :)
    Primeiro, instalei o Ubuntu recentemente através do site “Download Ubuntu installer for Windows”. Começou a fazer o download, etc. Fui dar uma volta e quando regressei já estava 5 estrelas. Depois de muitas voltas, acabei por descobrir, através deste Tutorial (uname -m), que tinha sido instalado a versão 64 bits:( Há alguma possibilidade de reverter esta situação sem ser necessário instalar tudo de novo??
    Outra questão: alguem sabe como podemos configurar a barra lateral do Ubuntu?
    Agradeço a v/ ajuda.
    Excelente trabalho :D

  19. Boa iniciativa, bom artigo :D.

    Quero deixar aqui duas sugestões:

    1 – Explicar como se usa e funciona o “tab”, o maravilhoso e típico autocomplete do terminal linux.

    2 – Experimentarem o comando “fortune” :P

  20. P.S. – Como é que envio uma mensagem para ti PPinto ?

  21. as coisas que eu estou a aprender…estao de parabens…abr

  22. Ao criador dos tutoriais os meus parabéns uma barreira para se utilizar SO Linux é que não pensa-se que não existe software disponível depois encontra-se o código fonte e agora como faço para o compilar. Outro caso é aceder ao terminal e não saber o que fazer pis os comandos que outrora se aprendeu no MS-DOS não fazem sentido aqui. Continuem o excelente trabalho até por o poder está todo no terminal.

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