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Carteira de criptomoedas: o que é e como escolher a sua


Tomás Santiago

Tenho 19 anos, sou do Porto e adoro tecnologia! Estudo Ciência de Computadores na faculdade de Ciências da Universidade do Porto e escrevo para o Pplware.

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38 Respostas

  1. eu says:

    OK, tenho um txt com a conta corrente e o saldo é o que eu tenho disponível.
    Posso transferir ou receber unidades monetárias, incrementando/decrementado o txt e o mesmo acontece no txt remoto da outra entidade.
    Saindo do jogo do monopoly virtual e transpondo para o mundo real e prático, o que é que eu posso fazer com isto em Portugal ?
    Posso ir ali ao hypermercado pagar as compras ?
    Posso pagar a prestação da casa ?
    Posso pagar uma refeição ?

    • Eduardo Mota says:

      Já é possível usar criptomoedas para pagamentos em alguns estabelecimentos, aqui em Portugal! São cerca de 40, salvo erro.

    • fd says:

      Sim podes. Vendes as tuas moedas e usas os euros como quiseres. 🙂

    • Correia says:

      tens um conceito errado do que é o dinheiro.
      Em vez de pretenderes enriquecer o teu conhecimento, desdenhas daquilo que desconheces.
      O que posso fazer com o Iene?
      (…)
      Posso ir ali ao hipermercado pagar as compras ?

    • João Roberto de Oliveira Furtado says:

      Sim já paguei 2 dos 3 itens com o que chamas de dinheiro do “jogo do monopoly”.
      Através do cartão de debito visa do BitPay que aprovisionei com bitcoins (ou como lhes chamas “unidades monetárias do monopoly virtual”) pago as compras do hipermercado e restaurantes (qualquer comerciante que aceite visa)
      A prestação da casa não paguei, no entanto vou adquirir casa com o produto resultante da venda de algum do dinheiro do “jogo do monopoly”, serve?

      • GM says:

        Para mim, Não! Até porque é comercialmente aceite, é a moeda corrente em cada país, ou eventualmente doutro, como seja dólares. Claro, nesta última situação, fica dependente de se fazer de imediato o câmbio, pois corre-se o risco do contra-valor à data/hora da transacção, ser inferior uns dias depois. O contrário também pode acontecer, é claro. O correcto, na minha opinião, são as transacções serem feitas com a moeda nacional, não em “géneros”, que é o que considero as criptomoedas. É, noutra vertente de pensamento, como se pagássemos com barrinhas de ouro.

    • João Roberto de Oliveira Furtado says:

      Não percebo a dificuldade de muitas pessoas em compreender que as cryptomoedas são tão virtuais como o dinheiro no banco ou impresso em papel

      • Sujeito says:

        Ora aí está.

      • GM says:

        São sim senhor. A maneira de obter o dinheiro no banco ou impresso em papel, é que não é virtual. É com suor e trabalho, não da forma virtual como as cryptomoedas são obtidas. Que no fundo, não existem!

        • Correia says:

          Caro amigo, o meu “suor” é pago por transferência bancária, e a única coisa que altera é um valor numérico do saldo da minha conta bancária. Através desses valores digitais bancários, pago a electricidade, o gás, a agua, as compras da mercearia….
          Não percebo porque insistem que para ser dinheiro, tem de ser papel impresso.

          • GM says:

            Concordo perfeitamente com o que diz. Mas esses esses valores digitais, podem ser traduzidos SEMPRE na mesma unidade monetária física, sem qualquer dependência de conversão monetária, com variação diária. Portanto, imaginando que recebeu 1000€ digitais na sua conta hoje, amanhã serão os mesmos 1000€, e que os pode traduzir em moeda física, em euros. Já as criptomoedas…..é o que se tem visto. No meu entender, face ao que se rem constatado, as criptomoedas são um bem com determinado valor, que sobe e desce, como se fosse na bolsa. As unidades monetárias correntes, são a unidade de medida com que são valorizados os bens e serviços. A diferença, para mim e de forma simplista, é como medir determinado objecto. Se medir com fita métrica, aqui e na China, hoje e daqui a um ano, o objecto mede sempre Xcm. Se for a palmo, eu meço o objecto e dá Ypalmos, ao parceiro do lado dará Z palmos. Mas, resumindo é expeculativo. Com a agravante que só podem existir determinadas quantidades de moeda.

          • João Roberto de Oliveira Furtado says:

            @GM é falacioso pensar que o EUR mantém sempre o mesmo valor. 1€ hoje valerá cerca de 2% menos em 2019 devido à inflação. Neste momento tenho este problema que é o de evitar esta desvalorização para as bitcoins que converti em EUR. As contas a prazo têm uma taxa de juro muito proxima dos 0%. Houve apenas 1 banco que me ofereceu 0,3 % para um depósito a prazo de 6 meses com um valor de 100.000€. As alternativas são investimentos com um maior risco, nomeadamente fundos de investimento, mas neste caso a somar ao risco inerente aos fundos tenho ainda o risco de insolvencia do banco.
            Resumindo – dizer que 1000 € serão sempre 1000 € é como dizer que 1000 bitcoins serão sempre 1000 bitcoins. No entanto o valor de cada unidade irá mudar.
            Para quem pretende estabilidade recomendo investigar as cryptomoedas “stablecoins” que através de mecanismos como posições de débito colateral conseguem manter uma reduzida volatilidade (Ex (ligada ao USD): https://coinmarketcap.com/currencies/dai/ ). No limite será possível criar uma stablecoin indexada à taxa de inflação mundial por exemplo

    • Hugo Nobre says:

      Podes pagar tudo o que quiseres.
      Bastar trocar por euros ou utilizar um cartão de débito.

  2. Redin says:

    Para acompanhar…

  3. eu says:

    Como é que apareceram as primeiras unidades monetárias ?
    O que é minerar (imagino que esteja relacionado com a questão anterior) ?

  4. Mf3rRo says:

    Neste momento existe esta wallet/exchanger:
    https://uphold.com

    Com um dos responsáveis português de braga. Excelente carteira com opção USD/EUR e com a hipótese de Exchange várias cryptos… e com baixos fees…

    Eu utilizo e adoro, e a publicidade é porque é muito fiável… Mas tenho outras (freewallet, coinbase, cryptopay, payeer, blockchain), mas esta é a melhor pelo menos por website, a app não sei porque tenho telemóvel rot e a app não funciona com rot… 🙂

    • Sujeito says:

      Tlefones com root não funcionam moedas virtuais devido à insegurança. Se tiveres um Samsung e fizeres root, o Samsung Pay também não funciona.

  5. Eliezer Cardoso says:

    Artigo muito bom.

  6. Jonas Tadeu says:

    E uma pen de Tails com uma partição encriptada, para guardar a carteira em software?

  7. Rui says:

    Começo por dizer que tenho poucos conhecimentos sobre criptomoedas contudo fiquei algo confuso com os esclarecimentos dados relativamente ao funcionamento das carteiras virtuais.
    1- Na carteira estão guardadas as chaves digamos que estas permitem o acesso a uma conta que pode ser consultada através da chave publica. Esta consulta permite ver o número de moedas? Quando é feita uma transacção as chaves permanecem as mesmas? Cada moeda tem as suas contas ou cada broker ou exchange tem várias contas para cada tipo de moedas que dão suporte?
    2- Uma vez que as criptomoedas são descentralizadas então a carteira guarda também a morada para este conta correto? O que acontece se a morada ficar inválida? Na realidade estamos a guardar vários acessos a diversas moedas ou a bancos (brokers)?
    3- O montante apresentado pelos dispositivos de hardware (como na imagem) refere-se ao montante existente na altura da gravação, podendo este estar desactualizado no caso de por exemplo do utilizador ter mexido na conta através de um backup correto?
    4- O suporte a vários tipos de moeda esta relacionado com a moeda em si ou com a encriptação utilizada pelo broker/exchange?
    Agradeço desde já a quem me possa esclarecer.

    • Bom dia,

      As chaves não permitem o acesso a uma conta. As chaves privadas estão guardadas na carteira de cada utilizador. Essas chaves privadas têm uma chave pública que lhes corresponde e que estão associadas a uma certa quantia de criptomoeda no blockchain. O blockchain é uma espécie de base de dados onde são guardadas todas as transferências.

      Aqui não existem “contas”. Existe uma carteira a que as criptomoedas estão associadas. As carteiras suportam várias criptomoedas quando conseguem comunicar com as várias criptomoedas que existem.

      Abraço,

      • Rui says:

        Então segundo o que estas a dizer:
        – Se mudares a quantia muda o par de chaves?
        – cada moeda tem uma blockchain (por exemplo, uma vez que pode mudar o tipo de encriptação usada) centralizada?
        – Caso compres duas vezes a mesma moeda tens de ter dois pares de chaves uma vez que correspondem a duas localizações diferentes da blockchain?

        • Pode não mudar. É te atribuído outro par. Depende da fração da moeda que compras e do endereço da transação no Blockchain (no caso da Bitcoin).

          Apesar de grande parte das criptomoedas usar o Blockchain, existe já vários projetos de criptomoedas que não pretendem usar o blockchain.

          Abraço,

        • Como assim comprar duas vezes a mesma moeda? Deves estar a falar em comprar duas frações da mesma moeda. Cada transação tem o seu código que está aguardado no blockchain. Se são transações diferentes vais ter que ter um par de chaves diferente para cada transação. Esse par de chaves por sua vez esta ligado à quantia associada a essa transação.

          Qualquer dúvida diz! Abraço

        • No fundo, a chave privada é utilizada para “assinar” as transações constitui uma prova matemática que mostra que uma certa quantia de bitcoins foi, de facto, transferida da carteira em questão.

          Ou seja, mesmo que transfiras as Bitcoins, a tua carteira terá sempre a chave privada associada a essa transação. Lembra-te que a ideia por detras do Blockchain é permitir conhecer sempre o rasto das Bitcoins. Assim sabe-se sempre que aquela quantia de Bitcoins esteve na tua posse.

          • Redin says:

            Conhecer o rasto das Bitcoins, não quer dizer necessariamente que se sabe a quem pertence (pessoa identificável) mas sim ao detentor da mesma que na maioria dos casos (situação condenável nos crimes) serão desconhecidas (o lado negro da crypto-moeda [não do blockchain]).
            Aliás, bancos vêm com muito bons olhos à tecnologia por detrás da blockchain mas sobre a cryptomoeda, já condenam, como seria de esperar, porque ficam sem controlo.
            Eu se conseguir colocar toda a minha grande fortuna com transacção moeda (não transferência numa exchange) num repositório Bitcoin, estou a fugir ao fisco criando um paraíso fiscal sem detecção possível.
            Alguém que me ajude a perceber se estou correto no meu raciocínio, por favor. TKS

          • Exato, mas conhecer o rasto significa conhecer a carteira a que as Bitcoins estão/estiveram associadas. O Blockchain é uma excelente ferramenta porque não permite desvio de fundos. Ou seja, é possível seguir o rasto de determinada quantia, mesmo que não se saiba a quem pertence determinada carteira.

  8. Clemente says:

    Era bom que existissem centros de explicações para criação de moeda virtual.

  9. GM says:

    Ao comentário do João Roberto de Oliveira Furtado das 11:17:
    1000€ serão sempre 1000€, tal como 1000 BTC serão sempre 1000 BTC. O que esses 1000€ ou 1000 BTC conseguem comprar, ou o respectivo contravalor, aí já é outra história. Evidente que com a inflação, o que os 1000€ conseguem comprar será diferente. Mas, dentro da zona Euro, uma nota de 100€ será sempre uma nota de 100€ (quem diz nota diz conta bancária com saldo de 100€). Aonde quero chegar, é que não vale a pena andar-se com a história das criptomoedas como meio de pagamento, pois as unidades válidas nos países são as moedas nacionais. Se quiserem dizer que funcionam como um investimento, tal como quem compra acções, ou barras de ouro, ou libras de ouro, ou diamantes, e vende quando o mercado está em alta, obtendo com isso (ou não)mais valias na unidade monetária corrente, posso aceitar, se bem que não concorde com o conceito. E não concordo e não “compro” o conceito, porque do pouco que já li sobre o tema, nomeadamente nos diversos artigos aqui no PPLWARE, não me convence. Aliás, quanto mais leio sobre o tema, mais me convenço que é simplesmente um esquema, nada mais. Não tem qualquer fundamento (para mim). Menos fácil ainda de aceitar, é a utilização das ditas carteiras de moedas virtuais. Como disse noutro comentário acima, para mim comprar com criptomoedas é como comprar com géneros, uma troca de um bem por outro. Ninguém vai comprar o que quer que seja e leva no bolo acções, ou barrinhas de ouro, para a troca. Ao contrário das unidades monetárias, no nosso caso, Euros. Só para aclarar ainda mais a ideia. Lembra-se de quando, à cerca de 20 anos, ainda viviamos sob a alçada do Escudo, e começou a era do Euro? Em que podiamos comprar com escudos, se bem que já podiamos também transacionar virtualmente com Euros (não existia ainda a moeda física, só em 2002/2003)? A conversão de Escudos para Euros ficou determinada na razão 1EURO = 200,482 Escudos. Mas sempre, durante o período de transição, e após. Ainda hoje, em determinados estabelecimentos, aparece o valor da factura, em Euros, e o respectivo contravalor em Escudos, mediante o factor de conversão 200,482 (valor mencionado meramente indicativo, saudosista talvez).

    • PedroC says:

      Desculpa lá GM mas acho que não consegues convencer ninguém com essa linha de pensamento. Tu quando pagas com um cartão rectangular que deverás ter na carteira estás a pagar em que??? Sabes? A transacção é em Euros se for aqui e se for na china? Sabes lá o que se passa por trás desse teu movimento. Sabes sim o que te dizem, que os teus Euros saem da tua conta virtual (sim, a tua conta bancaria não é nada mais do que isso), e aparecem na conta virtual de outro. Seja em Euros, USD, Yenes, Bitcoins ou seja o que for. Ou és daqueles que não tem cartão e só paga em notas????? Boa sorte para os teus pensamentos.

      • GM says:

        Desculpa lá PedroC. Por acaso, até sei! Quando pago com o cartão rectangular que tenho na carteira, pago em Euros, porque a conta é em Euros, e em transações em Portugal, o montante que sai da conta, é exactamente o da aquisição. Não tem qualquer custo associado a conversão de unidade monetária. Já se for na China, também sai da conta em Euros, depois de devidamente convertido o montante de Yuan para Euros. Com os custos associados das comissões bancárias. Queres tu convencer quem com essa conversa?? As criptomoedas, apesar de estarem a começar a ser aceites pela comunidade(restrita), é como transacionar com géneros, pois no final tem sempre que haver uma equiparação à unidade monetária nacional, aqui, na China e nos EUA. Pois o circuito não é abrangente, é limitado. E muito. Já viste por acaso, no comércio em geral, algum bem valorizado em alguma criptomoeda, a não ser eventualmente em alguma loja/empresa muito específica?? Eu não! Soube que recentemente uma empresa portuguesa lançou a sua criptomoeda. Fixe. Quando sair do seu circuito, entre a empresa e os seus clientes, cai na realidade e tem de converter em Euros. Fim da história.

      • GM says:

        Desculpa lá, PedroC. Por acaso até sei. Quanto utilizo um cartão rectangular que tenho na carteira e faço uma transferência de um montante, por ex. 1000€, se for em Portugal, do “outro lado da linha”, aparecem 1000€, da minha conta sai apenas 1000€. Se for para a China, lá aparece em Yuan, o correspondente convertido na moeda chinesa, da minha conta sairam os 1000€ e os custos associados à conversão monetária. Quando viajas para o estrangeiro e precisas de levar dinheiro vivo na moeda do país para onde vais, desde que não seja zona Euro, que fazes?? Vais a uma casa de câmbio, convertes o montante na local e pagas a comissão. Se quiseres reconverter em Euros , já não obtens o valor inicial. O mesmo se passa com as criptomoedas.
        Além de que , se eu necessitar de notas para pagar o que seja, com o cartão rectangular que tenho na carteira consigo converter a conta virtual em moeda física, na mesma unidade monetária, desde que tenha saldo suficiente para o montante pretendido. Já nas criptomoedas…..pois, não dá. Tem mesmo de ser convertido na unidade monetária corrente. Lá está. Fim da história. Pode ser muito bom, dar milhões e tal, mas no momento da verdade …..

  10. GM says:

    Desculpa lá, PedroC. Por acaso até sei. Quanto utilizo um cartão rectangular que tenho na carteira e faço uma transferência de um montante, por ex. 1000€, se for em Portugal, do “outro lado da linha”, aparecem 1000€, da minha conta sai apenas 1000€. Se for para a China, lá aparece em Yuan, o correspondente convertido na moeda chinesa, da minha conta sairam os 1000€ e os custos associados à conversão monetária. Quando viajas para o estrangeiro e precisas de levar dinheiro vivo na moeda do país para onde vais, desde que não seja zona Euro, que fazes?? Vais a uma casa de câmbio (banco, o que seja…), convertes o montante na moeda local e pagas a comissão. Se quiseres reconverter em Euros , já não obtens o valor inicial. O mesmo se passa com as criptomoedas.
    Além de que , se eu necessitar de notas para pagar o que seja, com o cartão rectangular que tenho na carteira consigo converter a conta virtual em moeda física, na mesma unidade monetária, desde que tenha saldo suficiente para o montante pretendido. Já nas criptomoedas…..pois, não dá. Tem mesmo de ser convertido na unidade monetária corrente. Lá está. Fim da história. Pode ser muito bom, dar milhões e tal, mas no momento da verdade …..

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