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A solução de Donald Trump para o TikTok foi… voltar a prolongar o prazo para a venda

A data estava marcada para hoje e seria o dia em que o destino do TikTok teria de ser decidido nos EUA. Afinal, e sob uma ordem de Donald Trump, a rede social da ByteDance tem mais 75 dias para encontrar um comprador. Assim, a solução encontrada parece ser simples, mas, na verdade, não resolve o problema, simplesmente adiando-o por mais 75 dias.


Donald Trump encontrou solução para o TikTok

Numa nova reviravolta numa saga repleta de drama, Donald Trump assinou uma ordem executiva que prolonga em 75 dias o prazo dado à ByteDance, dona do TikTok, para vender as suas operações americanas. Se o grupo chinês não encontrar comprador, o TikTok será proibido no país. Uma ameaça na maioria hipotética, dado como o presidente norte-americano está a lidar com esta questão.

Esta é de facto a segunda vez que o novo presidente americano concede uma extensão à ByteDance. O TikTok deveria estar proibido em solo americano desde 19 de janeiro, mas logo após a sua tomada de posse no dia seguinte, Donald Trump assinou uma ordem executiva para conceder uma prorrogação de 75 dias. Esta deveria terminar neste sábado, 5 de abril, mas que assim fica sem efeito.

Trump explicou que o tema do TikTok “ainda precisa de trabalho para obter todas as aprovações necessárias”. Este período adicional permite que a rede social continue a funcionar por mais 75 dias. “Esperamos continuar a trabalhar de boa-fé com a China, que, pelo que percebi, não está muito satisfeita com as nossas tarifas recíprocas”, continuou.

Tarifas podem ser problema para prazo da venda

Pequim respondeu de facto às tarifas alfandegárias anunciadas esta semana pelo presidente norte-americano. Impôs impostos de 34% sobre as importações de produtos americanos para a China. Este é o mesmo valor que incide sobre os produtos chineses importados para os Estados Unidos.

A aquisição das operações do TikTok nos EUA atrai o interesse de vários compradores. Oracle, AppLovin, Amazon, bem como fundos de investimento mostraram vontade de comprar esta rede social. Mas a China não parece interessada em abdicar deste seu ativo muito importante, que poderá em breve ser usado como moeda de troca para reduzir as tarifas.

Resta assim aguardar, novamente, por novas movimentações e por ações por parte das empresas americanas e por Donald Trump. A China parece decidida a manter a sua rede social e isso poderá criar uma frcção entre os dois países, até que o novo prazo seja esgotado.

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