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Satélite Starlink desintegra-se e espalha detritos em órbita

Um satélite da constelação Starlink desintegrou-se de forma inesperada, levantando preocupações sobre a segurança orbital e possíveis riscos para missões espaciais em curso.


Satélite partiu-se inesperadamente no espaço

Um satélite Starlink desintegrou-se inesperadamente no dia 29 de março de 2026, enquanto orbitava a cerca de 560 km acima da Terra.

O satélite, identificado com o número 34343, estava em órbita há menos de um ano. Tinha sido lançado a partir da base Vandenberg Space Force Base, na Califórnia, a 27 de maio de 2025.

A SpaceX afirmou que está a investigar a causa do que descreve como uma “desintegração rápida não programada” (RUD).

Segundo a empresa:

Análises mais recentes mostram que o evento não representa qualquer novo risco para a estação espacial, a sua tripulação, ou para o próximo lançamento da missão Artemis II da NASA.

Há dúvidas sobre o risco real

Nem todos partilham desta avaliação. Parte dos detritos resultantes da desintegração deverá reentrar na atmosfera terrestre nas próximas semanas.

A informação é da LeoLabs, que utiliza radares globais para monitorizar satélites e lixo espacial em órbita baixa da Terra.

Fragmentos maiores poderão demorar vários anos a regressar à Terra. A LeoLabs indica que a causa da explosão terá sido interna ao satélite e não resultado de uma colisão.

Caso se confirme, levanta questões sobre a possibilidade de o problema se repetir em mais de 10.000 satélites Starlink atualmente em órbita.

Os radares da empresa detetaram:

… dezenas de objetos nas proximidades do satélite após o evento.

A LeoLabs comparou ainda este incidente com outro ocorrido a 17 de dezembro de 2025, quando o satélite Starlink 35956 também sofreu uma desintegração semelhante.

Risco de reação em cadeia no espaço

A presença inesperada de detritos em órbita baixa pode levar a colisões com outros satélites, desencadeando uma reação em cadeia conhecida como Síndrome de Kessler.

Este cenário é considerado um dos maiores riscos para a sustentabilidade das atividades espaciais.

Missão Artemis II pode ser afetada?

O lançamento da missão Artemis II está agendado para amanhã, 1 de abril de 2026. Será a primeira missão tripulada à Lua em mais de 50 anos.

A questão que se coloca é se estes detritos representam perigo para os astronautas. A SpaceX afirma que não, mas há especialistas que pedem mais esclarecimentos.

O astrofísico Jonathan McDowell, antigo membro do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, afirmou à Scientific American:

Não vejo como os riscos possam ser nulos. São baixos porque se espera que todos os detritos reentrem rapidamente. Mas gostaria de perceber melhor porque é que avaliam o risco como zero.

O especialista acrescenta ainda que, caso estas falhas estejam relacionadas com um problema de conceção, então os riscos aumentam, e muito!

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