IRS Jovem ou devolução de propinas: como escolher o melhor apoio
A obrigatoriedade de optar entre o prémio salarial e o benefício do IRS Jovem coloca muitos trabalhadores perante um desafio financeiro relevante. Portanto, deixamos as diferenças entre estes incentivos para que possa tomar a decisão mais rentável para o seu percurso profissional e pessoal.
O dilema da exclusividade entre IRS Jovem e devolução de propinas
A valorização salarial, comummente designada por devolução de propinas, foi implementada com o intuito de recompensar financeiramente os jovens que concluem o ensino superior e permanecem no mercado de trabalho nacional. Este mecanismo prevê o pagamento de um montante anual durante um período idêntico à duração do ciclo de estudos terminado.
- Assim, um licenciado terá direito ao apoio durante três anos.
- Um mestre beneficiará do mesmo pelo período correspondente ao seu mestrado.
Contudo, as diretrizes governamentais estipulam agora uma barreira: a exclusividade. Os jovens até aos 35 anos são confrontados com a necessidade de selecionar apenas uma das modalidades. Ao optar pelo IRS Jovem - que oferece uma redução significativa na taxa de imposto sobre o rendimento -, o beneficiário abdica automaticamente do prémio salarial, e vice-versa.
Esta decisão exige uma análise cuidadosa dos valores brutos anuais auferidos.
Salário mínimo e licenciatura
Para os trabalhadores que recebem o Salário Mínimo Nacional, a análise é simplificada. Uma vez que este nível remuneratório se encontra isento de retenção de IRS, o mecanismo do IRS Jovem não produz qualquer efeito prático no rendimento líquido.
Nestas circunstâncias, a escolha deve recair invariavelmente sobre a devolução das propinas, garantindo assim a entrada de um capital extra que, de outra forma, seria inexistente.
Para quem detém uma licenciatura, o prémio salarial fixa-se nos 697 euros anuais. Com base nas projeções das tabelas de retenção na fonte para 2025, os dados sugerem que o ponto de equilíbrio se situa perto dos 1000 euros brutos mensais.
- Até 1000 euros brutos: a devolução das propinas revela-se mais vantajosa, dado que a poupança fiscal no primeiro ano de IRS Jovem (cerca de 688 euros) fica aquém do valor do prémio.
- Entre 1000 e 1680 euros: este é um terreno variável. No caso de um salário de 1250 euros, o IRS Jovem compensa largamente até ao sétimo ano de benefício. No entanto, se o jovem terminar o curso quando já se encontra nos últimos anos de elegibilidade do IRS Jovem (onde o desconto é menor), o prémio salarial pode tornar-se mais atrativo.
- Acima de 1680 euros: neste patamar, o IRS Jovem é quase sempre a opção mais lucrativa. Mesmo no cenário de menor benefício fiscal, a poupança de imposto tende a superar os 697 euros garantidos pela devolução das propinas.
O impacto da decisão para detentores de mestrado
Quando o cenário envolve um mestrado, os valores em jogo aumentam consideravelmente, pois o prémio salarial sobe para os 1500 euros anuais. Este montante elevado faz com que o IRS Jovem só comece a ser verdadeiramente competitivo para salários mais altos.
De acordo com as simulações, o prémio salarial é preferível ao IRS Jovem nos seguintes casos:
- Para salários brutos até 1261 euros, independentemente do ano do benefício.
- Para salários até 1753 euros, quando comparado com o quinto ano de IRS Jovem em diante.
- Para rendimentos até 2481 euros, se o jovem já estiver a usufruir dos últimos três anos do regime fiscal.
Apenas a partir de um ordenado bruto de 2482 euros é que o IRS Jovem se torna a escolha logicamente superior em qualquer circunstância para um mestre. É fundamental reiterar que estas estimativas dependem da manutenção das políticas fiscais previstas, podendo sofrer ajustes consoante as atualizações legislativas futuras.
Leia também:






















