As taxas impostas por Donald Trump, bem como as restantes mudanças que tem implementado, desde que tomou posse, abalaram os mercados globais. Entretanto, os novos direitos aduaneiros parecem ter despertado a fera que há dentro de alguns consumidores, com os Estados Unidos da América (EUA) a assistirem a uma corrida aos iPhones.
Conforme avançámos, o dedo de Donald Trump agitou verdadeiramente os mercados, com as sete maiores empresas de tecnologia do mundo – Apple, Nvidia, Microsoft, Amazon, Alphabet, Meta e Tesla – a sofrerem uma desvalorização colossal.
De tal forma, que o conhecido Mark Gurman afirmou que a política de preços de longa data da empresa de Cupertino enfrenta atualmente o seu teste mais difícil até à data.
Os americanos poderão ter de enfrentar o primeiro aumento de preços dos modelos iPhone Pro desde 2017, com o iPhone X a fixar o preço base em 999 dólares.
De acordo com a Bloomberg, as novas taxas estão a causar frenesim nas lojas da Apple, com os clientes a procurarem comprar um iPhone antes de potenciais aumentos de preços.
Quase todos os clientes me perguntam se os preços vão subir em breve.
Disse um funcionário da Apple, numa entrevista.
Testemunhas oculares terão comparado a corrida às lojas Apple à Black Friday ou ao lançamento de um novo modelo de iPhone, com as vendas do modelo a dispararem nos dias 5 e 6 de abril, em comparação com os dias normais de saldos e, também, com o período homólogo.
Apesar do medo relativamente ao preço dos iPhones, parece que, a curto prazo, a Apple conseguiu compensar o impacto das taxas, adiando qualquer aumento de preços, pelo menos por alguns meses.
Apple tem plano para sustentar as taxas recíprocas de Donald Trump
Segundo a imprensa, desde que as taxas foram anunciadas, a Apple estará a trabalhar num plano para compensar quaisquer potenciais problemas.
Trata-se de uma estratégia em quatro partes que visa combater potenciais problemas na cadeia de abastecimento e aumentos de preços, bem como transferir parte da produção para países que não são afetados pelas mudanças aduaneiras.
O The Times of India noticiou que a empresa tem estado a armazenar iPhones, mencionando cinco aviões cheios de iPhones e outros dispositivos a serem enviados da Índia para os EUA durante a última semana de março.
De acordo com o The Wall Street Journal, por sua vez, a Apple estará a planear aumentar a importação de iPhones da Índia, uma vez que o impacto das taxas será inferior ao da importação da China (26% contra 54%).
Apesar do impacto significativo das novas taxas na indústria tecnológica, é improvável que a Apple transfira a produção para os EUA – ainda que este seja, alegadamente, o principal objetivo de Donald Trump.
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