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ESET Portugal: Relatório ThreatSense.Net Janeiro 2010

12 Comentários

A análise global do ThreatSense.Net, um sistema sofisticado de relatórios e alertas antecipados, mostra que o mais elevado número de detecções este mês, com cerca de 9,90% do total, foi alcançado pela classe de ameaça Win32/Conficker.

Existem duas novas entradas na classificação de ameaças ThreatSense.Net em Janeiro. O JS/TrojanDownloader.Agent (0,90%) em 8º lugar é um trojan que normalmente é executado de websites maliciosos. Descarrega ficheiros adicionais para um computador infectado e executa-os sem o conhecimento ou consentimento do utilizador. Este trojan, quando está em execução, esconde a sua janela do utilizador. Este tipo de malware executa-se como parte da fase de download e instalação de uma vasta gama de malware.

O conselho geral para os utilizadores é a desactivação de Javascript. Os utilizadores de Firefox poderão usar a extensão NoScript para reduzir o risco de infecção ao visitar websites infectados. Os administradores Web, se possível, poderão limitar o acesso FTP aos seus servidores a computadores provenientes apenas do seu próprio país para ajudar a reduzir o número de tentativas de ataque.

O 10º malware mais propagado em Janeiro foi o Win32/Packet.AutoIT (0,69%). Esta é uma detecção heurística associada a malware criado com a linguagem de scripting AutoIT.

EUROPA, MÉDIO ORIENTE E ÁFRICA (EMEA)

O Win32/Conficker é a ameaça de topo nesta região. O Win32/Conficker é um worm de rede originalmente propagado para se aproveitar de uma recente vulnerabilidade no sistema operativo Windows. Esta vulnerabilidade está presente no sub-sistema RPC (Remote Procedure Call) e pode ser remotamente aproveitado por um atacante sem credenciais de utilizadores válidas. Dependendo da variante, poderá também propagar-se através de pastas partilhadas sem segurança e dispositivos de armazenamento amovíveis (ex.: discos USB, pendrives).

As aplicações de spyware denominadas como Win32/Spy.Ursnif.A propagam-se maioritariamente na Europa de Leste. Esta etiqueta descreve aplicações de spyware que roubam informação de PCs infectados e enviam-na para locais remotos, criando uma conta de utilizador escondida permitindo a comunicação através de ligações Remote Desktop.

Em Portugal, o malware de tipo Win32/Autorun continuou em primeiro lugar em Janeiro passado. Esta etiqueta de detecção é usada para descrever o ficheiro autorun.inf como forma de comprometer a segurança de PCs. Este ficheiro contém informações de programas que podem executar-se automaticamente quando dispositivos de armazenamento amovível (normalmente pendrives USB ou discos externos) são acedidos pelo utilizador de Windows.

O software de segurança ESET identifica heuristicamente malware que se instala ou modifica ficheiros autorun.inf como Win32/Autorun, a não ser que sejam identificados como membros de uma família específica de malware.

Homepage: ESET

Autor: Pplware
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Comentários

12
  1. DA
    dajosova

    Em 1º lugar só tenho a dizer que a ESET tem sido a minha melhor experiência nos últimos tempos no combate aos vírus e ameaças provenientes da net.

    É de salientar que as extensões como o NoScript de facto ajudam e muito.

    Recomendo 😉

    1. JC
      João Costa

      Eu uso e não abuso =)
      Muito bom, gosto porque resolvem-me os problemas mais comuns e digo mais uso o pago (hacker) porque tem mais funções e sempre é uma mais valia, o free só detecta e elimina parcialmente.

  2. AL
    Alguém

    A corrigir, logo no início: “(…) um sistema sofisticado sistema de relatórios (…)”

    Muito bom artigo! Mas vou continuar com o meu Avira…

  3. NM
    nuno-mc

    Não sabia da existência do NoScript mas vou usar 😉

    1. BI
      Biz

      Tambem já fui grande fan do NoScript, mas sempre que entrava num site novo, tinha de andar a fazer Allow a tudo e mais alguma coisa para que o site funcionasse como deve ser. Agora estou a usar o Sandboxie, que vem juntamente com alguns AV’s (Kasperksy e Avast). Vi reviews na net e fiquei surpreendido.

      http://sandboxie.com/

  4. ZÉ

    O que eu vejo mais por aí é pens com Autoruns maléficos!

    Felizmente, o Kaspersky detecta quase sempre e lá tenho de ouvir o grito…

    1. AR
      avlis rotiv

      Eu quando tenho “incidentes” desses, faço questão de ir lá cuscar… 😀
      Aprendemos sempre qualquer coisinha… 😆
      E o Kaspersky normalmente pergunta se quer fazer um scan ao disco quando inserido…
      E, o melhor é mesmo desactivar o autorun.inf das drives…

  5. NU
    Nuno

    em suma…
    O windows é uma BOSTA e é já tempo de mudar
    CHEGA de monopolio mafioso

    1. TD
      the duke

      presumo que estejas a criticar tudo o que é grandes corporações, excluindo o linux. Porque de resto, são todas gananciosas.

  6. TF
    Tiago Ferreira

    Boas. Bem que podiam falar aqui do Ninja Pen Disk que serve precisamente para nos protegermos de virus naspens e nos discos externos.
    É freeware e portable. http://ninjapendisk.com/

  7. JF
    José Fonseca

    Do top verifiquem as ameaças que afectam Windows vs Linux vs Mac
    De facto usando SOs como Linux ou Mac OS torna a utilização de computadores muito mais segura

  8. 3B
    3biz

    A ESET devia era fazer um relatorio de intrusion, ou seja, aqueles virus todos que deixa escapar e só mais tarde é detectado

    Aí sim, a ESET é campeã

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