Nos últimos dias, a expressão “ciclone-bomba” tem surgido associada à mudança do estado do tempo prevista para os próximos dias em Portugal. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) veio agora prestar esclarecimentos.

Segundo revela o IPMA, o que está previsto é a ocorrência de uma ciclogénese explosiva no Atlântico Norte, durante a terça-feira, 29 de setembro. O sistema deverá desenvolver-se a oeste da Irlanda, a uma distância significativa do território português.
Portugal vai sentir os efeitos da depressão
Embora o núcleo do sistema permaneça afastado, Portugal continental deverá sentir efeitos indiretos associados à depressão.
Segundo o IPMA, já na segunda-feira, 28 de setembro, a aproximação do vale depressionário poderá provocar aguaceiros e trovoada, sobretudo durante a tarde e com maior probabilidade nas regiões do interior.
A mudança será mais evidente entre a tarde de 29 de setembro e o dia 30, quando uma superfície frontal fria associada à depressão atravessar o território continental.
Nessa altura são esperados períodos de chuva, que poderão ser temporariamente mais intensos nas regiões Norte e Centro.
No Sul, a previsão apresenta ainda maior incerteza e, de acordo com o IPMA, é menos provável que se registe precipitação significativa.

Temperaturas vão descer
A passagem desta estrutura meteorológica também deverá marcar uma mudança nas temperaturas.
Depois dos valores elevados registados durante os últimos dias, as máximas deverão baixar, ficando, segundo o IPMA, entre 20 e 26 ºC no Norte e Centro e entre 25 e 32 ºC no Sul.
Ou seja, apesar de o chamado “ciclone-bomba” não atingir diretamente Portugal, a sua influência será suficiente para pôr fim ao período de tempo mais quente e estável que marcou grande parte de setembro.
IPMA nega “ciclone bomba” em Portugal
O esclarecimento do IPMA é particularmente relevante porque, nos últimos dias, algumas previsões e notícias associaram diretamente o fenómeno a Portugal.
A situação prevista é diferente: a ciclogénese explosiva ocorrerá no Atlântico Norte, enquanto Portugal será afetado sobretudo pelas frentes associadas à depressão.
Assim, a partir do início da próxima semana, o cenário deverá mudar para um tempo mais instável, com chuva, aguaceiros, possibilidade de trovoada e temperaturas mais baixas, especialmente no Norte e Centro.
Para já, portanto, não há motivo para falar na chegada de um “ciclone-bomba” a Portugal. O fenómeno existe e deverá ocorrer no Atlântico Norte, mas o seu centro ficará bastante afastado do território português.

















