WARDOGS, uma guerra onde cada decisão pode custar caro
WARDOGS prepara-se para levar ao PC, em Acesso Antecipado (no Steam) uma nova abordagem aos FPS táticos de grande escala. A guerra está a chegar... venham conhecê-la.
Os shooters multijogador já nos habituaram a grandes mapas, combates intensos, veículos e centenas de jogadores. Ainda assim, há projetos que procuram introduzir novas ideias numa fórmula que, apesar de extremamente popular, começa a ser difícil de reinventar. É precisamente esse o desafio a que a BULKHEAD se propõe com WARDOGS, um FPS tático que coloca 100 jogadores frente a frente, divididos por três equipas, num campo de batalha onde o dinheiro pode ser tão importante como as balas.
Depois de vários testes e apresentações de jogabilidade, WARDOGS já ultrapassou uma marca particularmente interessante: mais de 800 mil jogadores adicionaram o jogo à sua lista de desejos no Steam. Agora, o projeto aproxima-se de uma nova fase, com a chegada ao Acesso Antecipado marcada para 10 de setembro de 2026, permitindo entrar antecipadamente no campo de batalha e tomar o sabor do conflito.
Uma guerra com três equipas
WARDOGS coloca 100 jogadores numa enorme zona de combate, distribuídos por três equipas rivais. No centro da experiência encontra-se a Control Zone, uma área que terá de ser conquistada e controlada enquanto os jogadores tentam obter dinheiro e, mais importante ainda, sobreviver tempo suficiente para o conseguir guardar.
A ideia parece simples, mas rapidamente se percebe que há aqui algo mais do que um tradicional modo de conquista de território.
Em WARDOGS, o dinheiro não é apenas uma pontuação. É um recurso que influencia diretamente a forma como cada jogador pode participar na batalha. Quanto dinheiro tem uma equipa? Quanto está disposta a arriscar? Que equipamento pode adquirir? Será que vale a pena comprar um veículo ou será preferível guardar os recursos para uma situação mais complicada?
Efetivamente, até o simples facto de morrer traz consequências. Cada morte, compra de veículo, deslocação e decisão tomada durante uma partida vai ter impacto na conta do jogador. O dinheiro determina aquilo que pode ser feito e, consequentemente, o nível de risco que cada jogador está disposto a assumir.
É uma mecânica que poderá dar uma dimensão estratégica particularmente interessante às partidas, sobretudo porque nem todos os jogadores terão necessariamente de abordar o combate da mesma forma.
Uma das lições que WARDOGS vai dar é que nem tudo se resolve a premir o gatilho.
A BULKHEAD pretende que o jogo seja muito mais do que um FPS baseado na capacidade de eliminar adversários. O jogo combina combate de infantaria, veículos, construção e destruição, criando um campo de batalha onde a coordenação entre jogadores poderá ser determinante.
A versão que chegará ao Acesso Antecipado contará inicialmente com três mapas, cada um com três variantes diferentes. Os cenários foram pensados para receber tanto confrontos entre tropas como combates envolvendo veículos, criando diferentes possibilidades para atacar ou defender posições.
Esta mistura de elementos poderá ser uma das características mais interessantes do projeto. Num jogo com 100 participantes, uma batalha dificilmente ficará confinada a um único ponto do mapa. Enquanto alguns jogadores poderão estar envolvidos diretamente no combate, outros poderão assumir funções de suporte, transporte ou logística.
E, num cenário em que os recursos têm valor real dentro da partida, essas funções poderão ser tão importantes como conseguir uma longa sequência de eliminações.
Três equipas também significam três vezes mais imprevisibilidade...
Se a presença de 100 jogadores já é suficiente para criar situações caóticas, a existência de três equipas rivais promete complicar ainda mais as coisas.
WARDOGS inclui comunicação por voz através de proximidade, permitindo que os jogadores ouçam outros participantes que estejam nas imediações. E há um detalhe importante: essa comunicação pode ser ouvida entre elementos das três equipas.
Na prática, isto significa que o campo de batalha poderá ser tão importante como o próprio sistema de comunicação. Ouvir uma voz atrás de uma parede, perceber que existem adversários nas proximidades ou simplesmente acompanhar uma conversa entre jogadores poderá fornecer informações valiosas.
... mas também poderá gerar alguns momentos inesperados.
Uma equipa pode estar concentrada num confronto quando um terceiro grupo aparece no meio da batalha. Um jogador pode tentar perceber quem está do outro lado antes de abrir fogo. Ou duas equipas podem acabar envolvidas num confronto enquanto a terceira aproveita para conquistar o objetivo.
É este tipo de situações emergentes que a BULKHEAD quer criar.
WARDOGS assume que ainda está em construção
A chegada ao Acesso Antecipado será também um momento importante para perceber se todas estas ideias funcionam quando colocadas nas mãos de uma comunidade muito maior.
E a BULKHEAD não parece querer esconder o facto de que WARDOGS ainda está longe de ser um produto acabado.
Para assinalar o anúncio da chegada ao Acesso Antecipado, o estúdio publicou inclusivamente um vídeo com “10 razões para não comprar WARDOGS”, no qual aborda de forma bastante direta questões relacionadas com o estado atual do jogo, desempenho, preço, monetização e suporte para comandos.
A abordagem é pouco habitual, sobretudo num momento em que a maioria dos estúdios procura destacar apenas os pontos fortes dos seus próximos lançamentos.
Joe Brammer, CEO da BULKHEAD, reconhece precisamente essa questão. Segundo o responsável, pedir aos jogadores que façam a pré-compra de um jogo que ainda está em desenvolvimento é uma decisão pouco convencional. No entanto, a proposta do estúdio passa por permitir que esses jogadores tenham acesso ao Closed Beta e possam experimentar o projeto antes de decidirem se querem continuar a acompanhá-lo.
Ou seja, em vez de pedir um voto de confiança, a BULKHEAD quer que os jogadores experimentem primeiro.
O preço também pode vir a mudar
WARDOGS será lançado no Acesso Antecipado por 39,99 dólares, mas o preço não deverá permanecer necessariamente inalterado durante todo o período de desenvolvimento.
A BULKHEAD optou por um sistema de preços progressivo, com o objetivo de recompensar aqueles que decidirem apoiar o projeto numa fase mais precoce. À medida que forem sendo adicionadas funcionalidades e conteúdos importantes, o preço deverá acompanhar a evolução do jogo até à versão final.
Durante o Acesso Antecipado, a prioridade estará na estabilidade, desempenho, equilíbrio e correção de bugs, mas a equipa pretende também continuar a desenvolver os sistemas de longo prazo que deverão fazer parte da versão 1.0.
É uma estratégia que coloca o foco no desenvolvimento acompanhado pela comunidade, algo cada vez mais habitual nos grandes projetos multijogador.
Sem micro transações durante o Acesso Antecipado
Outro ponto que poderá despertar a atenção dos jogadores está relacionado com a monetização. A BULKHEAD compromete-se a não introduzir monetização dentro do jogo durante o Acesso Antecipado, existindo apenas uma exceção: uma Supporters Edition opcional com itens cosméticos destinada a quem quiser apoiar adicionalmente o desenvolvimento.
Elementos particularmente importantes para a economia de WARDOGS, como o dinheiro utilizado durante as partidas, barras de ouro ou camuflagens associadas ao estatuto dos jogadores, não poderão ser comprados com dinheiro real.
A decisão ganha ainda maior importância tendo em conta que o dinheiro é uma das mecânicas fundamentais da experiência. Evitar que os jogadores possam simplesmente comprar recursos que influenciam diretamente a sua capacidade de combater ajuda a manter a economia do jogo separada da monetização.
Primeiro teste já em agosto
Quem estiver curioso para perceber como tudo isto funciona na prática não terá de esperar até setembro.
O próximo Closed Beta Weekend acontece entre 21 e 23 de agosto, com acesso garantido para todos os jogadores que fizerem a pré-compra de WARDOGS no Steam.
Será uma oportunidade para experimentar o jogo antes da chegada ao Acesso Antecipado e, simultaneamente, ajudar a BULKHEAD a testar os seus servidores e sistemas com uma quantidade maior de jogadores.
É um teste particularmente importante para um título que pretende colocar 100 pessoas no mesmo campo de batalha. Manter a estabilidade, o desempenho e a fluidez de uma experiência desta dimensão será provavelmente um dos maiores desafios técnicos do projeto.
Depois, a 10 de setembro de 2026, WARDOGS chega finalmente ao Steam Early Access.
A proposta é ambiciosa. Cem jogadores, três equipas, veículos, destruição, construção, economia, comunicação por proximidade e um sistema em que cada decisão pode ter consequências financeiras. É uma combinação que poderá resultar numa experiência caótica e difícil de dominar, mas também numa experiência capaz de criar histórias diferentes em cada partida.
Resta agora saber se WARDOGS conseguirá transformar todas estas ideias numa experiência suficientemente sólida para conquistar os jogadores.
A resposta começará a surgir já em agosto, quando os primeiros jogadores regressarem ao campo de batalha para descobrir se, neste jogo, sobreviver é apenas metade da guerra.























