Jogar Angry Birds faz bem à saúde mental

E previne Alzheimer!

Existe uma enorme variedade de jogos disponíveis para os nossos smartphones e tablets, mas um que se destacou foi, sem dúvida o Angry Birds da Rovio Mobile. O divertido jogo das aves que inclui uma diversidade de etapas, demonstrou ser não só excelente para o entretenimento, mas também, como sugere um recente estudo, para a saúde mental, e prevenir problemas como o Alzheimer.

Angry_Birds


Todos gostamos de jogar no nosso smartphone, e a grande maioria já jogou o famoso Angry Birds ou similares. E estes jogos são bons para a nossa saúde mental!

O estudo da revista de medicina americana, Archives of Neurology vem indicar que jogar jogos que sejam estimulantes, pode promover uma melhoria na nossa memória, assim como um atraso e prevenção de doenças como o Alzheimer.

Para a realização deste estudo foi utilizada uma amostra de 65 idosos voluntários com uma média de idade de 76,1 anos; 10 pacientes com Alzheimer com uma média de idade de 74,8 anos; e 11 jovens para o grupo de controlo com média de idades entre os 24,5 anos. Toda esta amostra foi acompanhada entre 31 de Outubro de 2005 e 22 de Fevereiro de 2011

O estudo concluiu que jogos como o Angry Birds, que necessitam de foco, atenção e concentração, são benéficos para o cérebro, dando-lhe mais saúde e diminuindo o crescimento da amilóide, uma proteína que causa várias doenças, inclusivé a perda de memória. Jogos como o Angry Birds são desenvolvidos para estimular as actividades cognitivas o que promove, assim, o aumento significativo da memória do jogador.

Para além de jogar, outras actividades mais tradicionais como ler e escrever são também fulcrais para a estimulação cerebral e retardamento do Alzheimer.

Em entrevista à ABC News, a Associação Alzheimer referiu que o estudo “contém alguns novos e valiosos dados sobre uma possível relação entre os factores modificáveis de risco relacionados com o estilo de vida, e as mudanças do cérebro que indicam doença de Alzheimer.” [ArchivesOfNeurology]

Kathleen-Connell_1

Um exemplo desses resultados é a norte-americana Kathleen Connell (imagem acima) com 100 anos de idade que, após passar várias horas por dia a jogar jogos que estimulam o cérebro na Nintendo DS, manteve a sua mente jovem. Segundo Kathleen “A Nintendo tem sido uma grande ajuda para mim, é absolutamente incrível. […] Se há algum segredo para uma vida longa, é pensar positivo e manter a mente activa.”

Os jogos preferidos de Kathleen são ‘Art Academy’, ‘Scrabble’, ‘Brain Trainer’, entre outros e referiu que este último calculou a sua idade mental em 64 anos. [Mashable]

Todas as actividades que incluam exercício mental e cognitivo estimulam o nosso cérebro, promovendo um aumento e melhoria das nossas capacidades e competências. No mercado das aplicações móveis existem uma variedade imensa de jogos, exercícios, etc, que nos possibilitam fazer um exercício diário de 5 a 15 minutos, o essencial para manter o nosso cérebro cada vez mais activo.

Se não tem smartphone, pode jogar já Angry Birds no Chrome.

Costuma jogar jogos para treinar o cérebro? Que jogos recomenda para esse efeito?


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12 Comentários

  1. Marisa ,

    Bom dia excelente artigo como sempre , é sem dúvida um dos problemas que actualmente é muito pertinente falar-mos , com a esperança de vida cada vez a ser maior , se a nossa saúde mental não estiver em forma , é mau para o próprio , mas também para todos que estão a volta .

    Sintomático é sem dúvida o declínio da capacidade mental após a reforma , ou a inacção total que faz rapidamente as capacidades cognitivas desceram para níveis alarmantes , por isso este artigo é extremamente pertinente .

    Os meus cumprimentos

    Serva

  2. Interessante. Só que por outro lado a edição Angry Birds Seasons tem alguns níveis que me fizeram muito mal à cabeça… Solução até +- óbvia, mas se não acertam no pixel certo… Try Again… :p

  3. jogo tetris e super mario e FF :P , mas li não me lembro aonde que tetris e super mario fazem bem a memoria, e ainda existe um jogo online em flash que mistura mario com tetris, é fixe

  4. Também é recomendado o Sudoku. Do qual também sou um viciado :)

  5. Há imensos jogos e videojogos que fazem bem ao cérebro e à nossa concentração, aliás o necessário para nos mantermos jovens é simplesmente continuarmos activos tanto mentalmente como fisicamente.

    Muitos desportos também implicam essa actividade, mas infelizmente muita gente em idade avançada simplesmente não têm corpo para desporto, ou ficam rapidamente sem energia. Nesses casos, o melhor a fazer é de facto videojogos ou jogos de mesa. Ou até quem sabe, jogos de palavras, hehe!

  6. Se Angry Birds faz bem à saúde mental, Portal 2 cura o Alzheimer.

  7. Além dos jogos, existem simples “exercícios” que ajudam as conexões do cérebro a manterem-se ativas. Um muito simples é ir trocando o sítio das coisas que colocamos no bolso.
    O cérebro memoriza onde colocamos as chaves, o telemóvel, etc. e, ao fim de um tempo o gesto é automatizado (sem pensar), se trocarmos regularmente as coisas de posição obrigamos o cérebro a “pensar” e a sair da rotina. :D

  8. Boa tarde, obrigado pelo artigo e pelo empenho que têm em manter as pessoas atualizadas. No entanto, não posso deixar de reparar que o artigo terá sido escrito por uma pessoa não especialista na área e que, como tal, deveria ter mais algum cuidado. Sendo concreto e olhando para este parágrafo que é um pouco mais “técnico”:

    “O estudo concluiu que jogos como o Angry Birds, que necessitam de foco, atenção e concentração, são benéficos para o cérebro, dando-lhe mais saúde e diminuindo o crescimento da amilóide, uma proteína que causa várias doenças, inclusivé a perda de memória. Jogos como o Angry Birds são desenvolvidos para estimular as actividades cognitivas o que promove, assim, o aumento significativo da memória do jogador.”

    A “amilóide” não é uma proteína. É, sim, um tipo de estrutura supramolecular que já agora não é, de todo, específica do Alzheimer nem sequer da proteína que lhe dá origem. No caso do Alzheimer, pensa-se que o péptido A-beta agregue e essa agregação origine a doença. Nem sequer se sabe tão pouco se são as fibrilhas “amilóides” que originam os sintomas mais graves. Inclusivamente, pensa-se que sejam alguns agregados quando os mesmo ainda são solúveis, ou seja, num estadio um pouco «antes» das fibrilhas amilóides. Como tal, não é garantido que estas fibrilhas causem perda de memória.

    Um segundo ponto, e sobre este não tenho a certeza pois só li o artigo original por alto, é que não me parece que que exista um “aumento significativo da memória do jogador”. Ou melhor, isto não é a novidade do artigo. Isto já se sabe/pensa-se há muito tempo: que este tipo de jogos estimula o cérebro/memória. O que aconteceu neste caso foi que houve alguma diminuição da quantidade de fibrilhas amilóides no cérebro dos pacientes com Alzheimer o que é muito diferente e bastante mais interessante até.

    Finalmente, queria apenas deixar claro que não me sinto ofendido se este comentário não for publicado mas queria apenas deixar um alerta para se ter mais algum cuidado quando se escreve sobre matérias que o autor do artigo não domina. Se o autor quiser algumas referências para suportar o que disse, sinta-se à vontade para me pedir.

    • Caro Diogo Vila Viçosa, antes de mais obrigado pelos esclarecimentos. O que sugeriu será obviamente tido em conta, claro que sim, nós aceitamos sempre uma boa critica, ainda mais quando esta está fundamentada como o Diogo Vila Viçosa o fez.

      O artigo tem como base um estudo e nesse estudo estão as conclusões que enunciamos, mas vamos aprofundar o que nos apontou, achei interessante “corrigir” esses pontos.

      Obrigado pela atenção.

    • Boa tarde Diogo,
      Por acaso até sou Psicóloga, e tenho bastante experiência no trabalho com idosos que sofrem de Alzheimer e outras demências [assim como a sua reabilitação].

      No entanto, admito que não sou especialista ao ponto de conhecer as “fibrilhas amilóides” e agradeço-lhe a explicação.

      Cumprimentos,

      Marisa Pinto

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