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Kit de desenvolvimento Sun SPOT – A Internet das coisas


Pedro Pinto

Pedro Pinto é Administrador do site. É licenciado em Engenharia Informática pelo Instituto Politécnico da Guarda (IPG) e obteve o grau de Mestre em Computação Móvel pela mesma Instituição. É administrador de sistemas no Centro de Informática do IPG, docente na área da tecnologia e responsável pela Academia Cisco do IPG.

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27 Respostas

  1. Quadrado says:

    Acho que a grande pergunta que fica no ar é mesmo “Onde se compra?” e outra pergunta não mais pequena “Quanto custa?”

    Acho que de resto ficou tudo dito… 😀

    Cumps…

  2. Marcelo Lebre says:

    Queria apenas focar dois aspectos, o primeiro, IPV6 _não_ é fundamental, de forma alguma. Na verdade, o próprio IP não é sequer necessário no IoT. O segundo, o 802.15.4 não é necessáriamente ZigBee, tanto não o é que a Sun implementou uma stack proprietária de 802.15.4, não garantindo que esta mesma possa comunicar com outras implementações mesmo ao nível MAC.

    So mais um pormenor, quanto ao consumo energético, estes equipamentos correm JVM, os consumos, quando comparados com o que existe em Wireless Sensor Networks, são muito elevados mesmo. Trabalho com 10 kits de Sunspots, e não me duram mais de 7/8 horas.

    A ultima vez que vi custavam a volta de 300 euros, e podem-se comprar na online store da ORACLE.

    • Pedro Pinto says:

      Viva Marcelo,

      Obrigado pelo comentário.
      O meu ponto de vista:

      1) IPv6 não é fundamental? Então como endereçar todos os dispositivos para comunicarem entre eles?

      2) o IEE802.15.4 representa a camada 1 e 2 do modelo OSI…o Alguns protocolos de comunicação assentam nesse modelo (tal como o Zigbee, ou Xbee)

      3) Consumo energético, nessa base de comparação é necessário fazer nanobenchmarking. Quando se refere que é de baixo consumo energético compara-se com os dispositivos “tradicionais”. Falas de que dispositivos em concreto nas WSN?

      • Marcelo Lebre says:

        1) IPv6 é demasiado oneroso para equipamentos que lidam com dificuldades ao nível do consumo energético. Isto foi provado em vários artigos ciêntificos. E a barreira que o IPv4 encontrou, o IPv6 encontrará com a nanotecnologia também. A solução para um prazo futuro, é contextual definition, you are what you represent and who you interact with. Com o suporte de sistemas hibridos com uma gateway, algures entre ad-hoc e infraestrutura.
        2) O que assenta em cima de 15.4 é Zigbee ou outro Protocolo qualquer isto é irrelevante. O sunspot nao implementa Zigbee em cima de 802.15.4. (está nas FAQs da SunSPOTs) Além disso a camada MAC de 802.15.4 utilizada não é “standard”, eles optaram por modificar as frames à sua maneira.
        3) Se comparares com equipamentos semelhantes, Waspmotes, TelosB, Iris, podemos verificar que o processador é superior, para poder suportar a JVM, e juntando isto aos perifericos com que se faz acompanhar, os consumos energéticos não são agradáveis, mesmo utilizando sleepmodes. Este equipamento é de facto algo engraçado, e muito bom para prototipagem e desenvolvimento de conceitos, nada mais.

        • Pedro Pinto says:

          Comparando os Sunspots aos Waspmotes, TelosB, Iris, podemos dizer que o Sunspots não são tão flexíveis e poderosos. No entanto também não necessitamos de trabalhar a baixo nível. Eu trabalhei bastante com os Tmote com TinyOS…aquilo é potente mas também é muito baixo nível.

          Quanto aos 802.15.4 eu nao referi que isso é Zigbeee: “Antena de rádio Integrada na placa, standard IEEE 802.15.04 de 2.4 GHz”

          Marcelo Lebre, és Brasileiro? Em tempos foi apresentar um artigo a Brasília em 2007 sobre esta questão “IPv6 em redes de sensores” – 6lowPan

          Abraço

          • Marcelo Lebre says:

            Está na imagem a dizer zigbee. Nao sou brasileiro mas estou a trabalhar em IoT. 6lowpan e zigbee implicam mecanismos de traduçao, nao queria muito entrar por aí mas qd falei em ipv6 em sensores referia-me a 6lowpan claro. Mas mesmo estas soluçoes ja foram dadas como não suficientes e insatisfatoriamente incapazes não so academicamente como por grandes empresas, como a Telenor, etc.

          • Simões says:

            Estás a trabalhar em algum projecto conhecido ou é informação confidencial?
            Estou interessado em aprender mais sobre “micro mesh networks”…

      • Marco Mendes says:

        Eh pah, claro que o ipv6 não é fundamental. Daqui a nada tas a dizer que é fundamental teres fibra. Ou electricidade.

        • Pedro Pinto says:

          Comentário típico de quem não pesca nada da coisa!!!! OMG!

          • João Melo says:

            Concordo com o Marco Mendes, IPV6 não é fundamental! A não ser que cada um destes sensores se ligue directamente a internet, não passando por qualquer tipo de dispositivo de gestão de redes locais, o que me parece não fazer muito sentido(mesmo não pescando nada do assunto).

            Pedro, sou assíduo do pplware à alguns anos, e nunca vi ninguém a ser “insultado”, e logo vindo de ti que sempre me pareceste uma pessoa ponderada. Acho que assim só incentivas o medo de comentar, pois caso digas algo de menos correcto serás posto na cruz.

            Abraço e continuem com o excelente trabalho

          • Pedro Pinto says:

            Boas João,

            Desde já obrigado pelo teu comentário. No entanto, a minha posição deve-se a este comentário do Marco Mendes:

            “Eh pah, claro que o ipv6 não é fundamental. Daqui a nada tas a dizer que é fundamental teres fibra. Ou electricidade.”. Não sei qual foi a tua interpretação, mas a minha não foi muito boa. Penso que este é um excelente espaço de debate, partilha de ideias, know how e experiências.

            Eu trabalhei durante cerca de 2 anos com redes de sensores e IPv6..E essa é a minha visão (relativamente ao IPv6 e sensores), no entanto também sou da opinião que o IPv6 nao é certamente o melhor protocolo para redes de sensores…temos logo o problema dos “grandes endereços”. Se “insultei” (parece-me que não o fiz, não foi esse o sentido e peço desculpa se alguém interpretou dessa forma. Ao comentário anterior, carece uma justificação.

            Abraço

          • Pedro Pinto says:

            Já agora João Melo, voltei a ler o teu comentário e acho que tocaste no ponto fundamental: “A não ser que cada um destes sensores se ligue directamente a Internet”… Ora eu estou a falar nesse sentido. Para rede “locais” o IPv6 não é fundamental.

  3. Simões says:

    Parece um kit interessante, mas vindo de quem vem, será caro!

    Já agora, alguém anda envolvido em algum projecto de rf mesh?

  4. S Pimenta says:

    O Arduino é muuuuito mais barato
    mesmo comprando à parte xbee, e sensores e acelarometros.

  5. João Tavares says:

    Boas,

    este artigo é interessante, visto que estou a fazer uma cadeira de Computação Móvel e Ubíqua e estou a abordar estes temas.

    Em relação ao IPv6 e IPv4, é verdade que o número de endereços IPv4 disponíveis está a “esgotar-se” muito devido à explosão do número de dispositivos móveis ligados à Internet.
    O IPv6 vem resolver a situação, na minha opinião, apenas temporariamente. Mantendo-se a tendência do crescimento do número de dispositivos ligados à Internet, eventualmente esgotar-se-ão também os endereços IPv6.

    A meu ver, a solução deveria passar por algo diferente. Parece que anda-se a investigar IP’s móveis (Mobile IP), mas não conheço muito do que já foi feito, por isso não consigo adiantar grande coisa, nem se poderá ser uma solução para o problema. Talvez o âmbito disto seja mais para a utilização de VoIP em telemóveis.

    De qualquer modo, parece-me que a comunicação entre sensores, por exemplo, numa WSN, deve ser feita com base em endereços fixos, tipo MAC, e não em IP, devido ao número elevado de dispositivos. Não precisam de comunicar necessáriamente por Internet, também porque o Wi-Fi não é própriamente eficiente (a nível energético).

  6. Rui Campos says:

    Super interessante 😛
    Obrigado

  7. JohnCN says:

    Vi recentement que a Google lançou um kit de desenvolvimento (ADK) baseado em Android e Arduino. A placa custa de cerca de 50€.

  8. Miguel Sequeira says:

    Está interessante no entanto não posso deixar de dar a minha achega…

    Em primeiro, olhando para os videos e pensando um pouco, tudo o que temos alí são emulações de joystick ou “input” para os jogos. Isso podíamos fazer com qualquer micro e até mais fácil, fazendo forwarding dos novos dados para a porta que está À escuta por um joystick.

    Segundo, não vejo ali redes de sensores ou seja o que for ipv6. Voces com redes de sensores tão a falar de 6 sensores ligados a um micro ? ou mesmo um micro para cada sensor e depois comunicam ? é que parece um nome tão kitado… e além disso pq dar isso em computação móvel ?! já agora isso de tratar da comunicação é outra coisa. Há que separar as águas: uma coisa são sensores e sotware low-level bit e byte outra coisa são redes e comunicação wireless ou o que quiserem. Sinceramente juntar os dois temas num vai contra a maior regra do bom inventor: Dividir para Reinar.

    Conclusão: É muito caro, e de certeza que trás librarias limitadas com suporte limitado e sorte se não for software proprietário. É uma boa placa para experrimentar e fazer brincadeiras, mas aconselho qq um a comprar as coisas separadas e a fazer separado, visto que se depois tiverem problemas ou quiserem kitar, não tenham problemas de demasiado abstracionismo.

    Bom Artigo ! Venham Mais 🙂

  9. Miguel Sequeira says:

    No entanto, claro, são prioridades,

    acredito que para desenvolvimento mais rápido e sem demoras com projectos que necessitem de sensores bem distribuidos espacialmente tal que seja preciso comunicação wireless em grande força parece me bem.
    para qq outro caso, não.

  10. Guilherme Pereira says:

    Eu já fiz o jogo da batalha naval com uns sensores desses 😀

    podem ver os videos aqui:

    https://www.youtube.com/watch?v=wPdanvGsSMk

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