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Dicas do Microsoft Excel é ao Domingo…no Pplware – 55


Autor: Pedro Pinto


  1. n_lippe says:

    Que informaçao consegue ter a A.T. com o Saf-T?

    • Luís Costa says:

      Em primeiro lugar o SAF-T PT é uma recomendação da OCDE, em que a Alemanha e Portugal adaptaram.

      Existem vários tipos de SAF-T, de acordo com a Portaria 1192/2009:
      o C de contabilidade, o F de facturação, o I Integral, o P Parcial (facturação parcial, ex: de um POS apenas), entre outros.
      Existem dados comuns a todos os SAF-T, que são os dados da empresa, dados das tabelas de Impostos(IVA e Imposto Selo) e de Clientes (todos os clientes existentes).

      Depois caso seja de Contabilidade, acrescem os dados das contas SNC, Fornecedores e os movimentos contabilisticos

      Caso seja de Facturação junta-se apenas os produtos (serviços/portes/para-impostos, etc), Clientes e obviamente os documentos de Facturação (incluindo Guias, antigos talões, etc)

      Neste último houve alterações recentes, em especial com a especificidade da obrigatoriedade de Software de facturação certificado.

      Mas isto está tudo na Lei (mais ou Menos explicito).

      • Nelson Gonçalves says:

        Boa Tarde Sr. Luís Costa,
        Só uma pequena questão: As Guias de entrada, ou seja, aquelas que são relativas as guias que os fornecedores nos passam e que são introduzidas por nós no software de facturação para ter um controlo das guias e facturas dos fornecedores também vão referenciadas no ficheiro SAF-T??

        Grande abraço e muito obrigado pela ajuda e ao Pplware pelo fantástico site!

        • Luís Costa says:

          Caro Nelson Gonçalves,
          Com tanta legislação avulsa, muita das vezes impraticável, pelo menos em tempo útil, é uma pergunta para a AT.
          No entanto, como informático e curioso nesta matéria, a minha interpretação da lei em vigor (portaria 1192/2009 – http://info.portaldasfinancas.gov.pt/NR/rdonlyres/15D18787-8AA9-4060-90D5-79F168A927A4/0/Portaria_11922009.pdf) é que se os movimentos de compras devem ser extraídos pela sua contabilização (tabela de registos de contabilidade), contudo se for uma transferencia de armazem, não tenho a certeza que seja dessa forma.
          Por outro lado, pela nova lei que irá entrar em vigor a 1 de Maio de 2013, e que irá revogar esta estrutura, a situação irá mudar, pois, pelo que parece, até os documentos de confirmação assinados pelos clientes têm de ser extraídos.
          Mas sobre isso ainda aguardo que seja disponibilizado o xsd, com as regras bem definidas.
          Uma coisa é certa, vai haver trabalho para os informáticos e novos custos para as empresas.

  2. cau says:

    Tutorial para execl 2007, ou umas dicas

    • Luís Costa says:

      Bem, é uma Grande dica, mas fundamentalmente é um serviço Publico por excelencia.
      Esta informação deveria ter sido disponibilizada pela AT e não é.
      Aliás se questionarmos a AT (e eu já questionei várias vezes), dizem-nos para enviar um email, aos quais por norma não respondem (pela experiencia propria).

  3. Pedro says:

    Como se faz o download do site das finanças? copy e paste?
    se for, guarda-se o ficheiro como word, excel, bloco notas?

    • Luís Costa says:

      O ficheiro de esquema (Schema File) tem de ter a extensão xsd.
      O ficheiro SAF-T PT, deverá ter a extensão xml.

      Ambos são ficheiros com uma estrutura muito semelhante ao html, com tags de abertura e fecho, com valores e atributos.

      Ao fim ao cabo, o xml é a nossa base de dados, o xsd é algo que define as regras e que campos e tipos de dados podem existir num xml.

      A ideia principal do XML, a meu ver, é criar um ficheiro que permita quer às máquinas, quer aos humanos lerem os seus dados independentemente do software que utilize.

    • Luís Costa says:

      O xsd gravas como .xsd
      O SAF-T, que é um ficheiro xml, gravas como .xml

      dica:
      clicas com botão direito e fazes “salvar ligação como”

  4. João says:

    É um ficheiro XML e permite à AT ter o apuramento normalizado das contas! Pedro: guarda-se como xml se for o SAF-T ou xsd se for o de esquema

  5. João says:

    Ao fim ao cabo estamos a falar de nada mais nada menos que webservices. Podem dar aqui uma vista de olhos: http://www.sistemasideais.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=5%3Afacturacao-certificada&catid=3%3Aartigos&Itemid=33&lang=pt

    • Luís Costa says:

      Nop, estamos a falar de estruturas de ficheiros, que são passiveis de serem extraídos para um suporte qualquer (disco, pen, etc), e que todos os sujeitos a IRC são obrigados a extrair desde 2008, com os dados de facturação e de contabilidade, quando solicitados pela AT (ex: inspeção das tributária) e para dados de um determinado período fiscal.

      É sobre a sua estrutura, e não webservices.
      Um webservice engloba mais coisas, por exemplo servidores e clientes, onde há pedidos e respostas num determinado formato (com base no XML), ou seja utilizam o formato XML.

      Os ficheiros xml, por si só são legíveis, sem estarem sujeitos a uma tecnologia.

      É como um carro. Um carro não é uma roda, mas sim utiliza a invenção da roda… é mais isso!

  6. Pedro says:

    Obrigado Luís Costa.

  7. Luís Costa says:

    Resumindo e baralhando,

    Quando temos de partilhar informação entre sistemas, em vez de utilizarmos tecnologias como o csv, txt ou outras do genero, que têm as suas limitações, podemos faze-lo através de um ficheiro xml.
    Da mesma forma que conseguimos abrir o SAF-T PT, também podemos abrir um outro ficheiro.

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    • Luís Costa says:

      pois este ultimo post falhou…. os elementos foram-se … é uma questão de tags …

      ah e tal…..

      sempre tag de inicio, valor e tag de fim….
      também há outras formas, mas esta, para mim é a mais limpa e perceptivel ao olho humano.

  8. Ricardo Simões says:

    Caros,

    Como faço para exportar um XML saft depois de importado para o excel?
    Quando o tento fazer tenho sempre um erro que diz “Não é possível guardar ou exportar dados XML. Os mapas XML deste livro não são exportáveis.”

    Quando faço “Verificar mapa para exportação” tenho:

    AuditFile_Mapa não é exportável porque contém o seguinte:
    -Listas de listas
    -Dados não normalizados
    -Não é possível preservar a relação do elemento mapeado com outros elementos

    • Luís Costa says:

      Não podes, não só pq o Excel não permite diretamente, mas tb porque é ilegal. Só o software que regista as faturas é pode extrair.
      No entanto, para abrirmos xml há vários softs como por exemplo o xml notepad da Microsoft, é gratuito.

  9. Ricardo Simões says:

    Caro Luís Costa,

    Vou trabalhar com uma aplicação online de faturação que permite o upload de um ficheiro saft para carregar listas de clientes produtos e serviços.
    O que pretendia era organizar os meus clientes produtos e serviços em excel e exportar um xml em formato saft para depois o poder carregar.

    À primeira vista não me parece haver nenhuma ilegalidade nesta manipulação de um saft uma vez que não estou a alterar nenhum parâmetro de facturação, ou a lei é tão abrangente que não permite toda e qualquer utilização deste, que não seja a de exportar do software de faturação e importar nas finanças?
    E quanto aos desenvolvedores de software de facturação? Serão todos uns fora da lei?

    • Luís Costa says:

      Calma. A manipulação é ilegal para reporte às finanças. Se usarmos o SAF-T como reporte de integração é somos inteligentes e usamos uma potencialidade que eu vi logo desde a primeira versão em 2008.
      Quando à exportação, o vba ajuda muito, só tens de seguir as regras da portaria e do auditdile, xsd.
      Para faturação é fácil. Já fiz um módulo para um erp que foi certificado. Para sistemas integrados a coisa complica.

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