Segurança em viagem: o retrato do viajante português e as novas proteções em 2025
Como viajam os portugueses em 2025 e como se protegem quando algo corre mal? A resposta passa por hábitos consolidados - mais viagens internas, planeamento digital no telemóvel - e por uma consciência crescente de que a segurança começa antes do embarque, com informação, coberturas adequadas e uma gestão realista de riscos.
Em 2024, os residentes em Portugal realizaram 22,9 milhões de viagens, no País e ao estrangeiro. A despesa média por viagem subiu 14,1% face a 2023, atingindo 276,60 €; nas deslocações internacionais, o gasto médio chegou aos 843,80 €. O retrato confirma um viajante mais ativo, com maior capacidade de consumo e, por isso, mais exposto a riscos financeiros e logísticos.
Um viajante mais ativo e consciente
O crescimento mantém-se em 2025: no primeiro trimestre, as viagens dos residentes aumentaram 16% em relação ao período homólogo, com o turismo interno a liderar o ritmo. Em 2024, 85% das deslocações foram feitas dentro do território nacional, o que reduz parte da complexidade logística, mas não elimina imprevistos como cancelamentos, interrupções de transporte ou problemas de saúde.
A importância do setor é visível também na balança de serviços. O saldo de “viagens e turismo” manteve-se em níveis historicamente elevados e com tendência positiva, revelando não só o vigor da procura, mas também a necessidade de proteger financeiramente milhões de deslocações todos os anos.
Seguros de viagem como parte do planeamento
É neste contexto que os seguros de viagem deixam de ser um complemento opcional e passam a integrar o planeamento padrão, sobretudo em trajetos internacionais ou com múltiplas ligações. Segundo os especialistas da Heymondo, “o custo de uma apólice é residual quando comparado com o potencial impacto financeiro de um atraso prolongado, de uma bagagem extraviada ou de uma consulta médica fora da rede. O objetivo é transformar um risco incerto num custo previsível.”
A prevenção começa antes da partida: a escolha do destino deve ser acompanhada da leitura atenta das exclusões e limites da apólice. Fora da União Europeia, é fundamental verificar cobertura de despesas médicas, franquias e requisitos sanitários. Já nas viagens domésticas ou europeias, as coberturas mais úteis são as que compensam perturbações operacionais como reprogramações, greves ou perdas de ligação.
A equipa médica da Heymondo sublinha: “O seguro deve alinhar-se com o itinerário real, não com uma viagem ideal. Se há escalas sucessivas, atividades desportivas ou equipamentos caros, isso precisa de estar refletido nas coberturas.”
Cancelamento de viagem: uma proteção em crescimento
A subida do gasto médio por viagem aumentou também a relevância dos seguros de cancelamento. Bilhetes intercontinentais, hotéis com tarifas sem reembolso e experiências pré-pagas representam riscos financeiros elevados em caso de doença, imprevistos familiares ou motivos laborais. Os especialistas notam “procura consistente por proteção de despesas não reembolsáveis, sobretudo em promoções com regras rígidas”. O seguro de cancelamento de viagem garante liquidez e evita que um contratempo resulte numa perda total.
Três recomendações práticas para 2025:
- Mapear riscos do itinerário. Voos com múltiplas ligações, épocas de pico e destinos com infraestruturas congestionadas têm maior probabilidade de atrasos. Um seguro com indemnização por atraso e cobertura de alojamento temporário reduz o impacto operacional e emocional do contratempo.
- Documentar tudo. Para acionar coberturas, é necessário apresentar comprovativos: cartões de embarque, declarações da companhia aérea, recibos de despesas e relatórios médicos. Manter uma pasta digital partilhada entre viajantes acelera os reembolsos.
- Usar assistência 24/7. A aplicação móvel permite abrir sinistros, localizar clínicas parceiras e contactar a equipa médica sem custos de chamadas internacionais. Quanto mais cedo se aciona a assistência, mais opções há para resolver o problema.
Cibersegurança e prevenção fora do seguro
A segurança em viagem não se limita às coberturas. Há medidas simples que fazem diferença: autenticação forte nas reservas online e nos cartões usados em apps de mobilidade, cópias dos documentos em formato encriptado e atenção às políticas de privacidade em redes Wi-Fi públicas. Mesmo em viagens internas, estas precauções são relevantes: um fim de semana prolongado com reservas pré-pagas pode exigir as mesmas salvaguardas que uma escapadinha internacional.
Viajar com confiança
Em 2025, o perfil do viajante português é mais informado, planeado e digital. A segurança deixou de ser um detalhe e passou a ser uma vantagem competitiva, para viajantes, operadores e destinos. Viajar bem significa planear com dados, proteger o essencial e garantir que os canais de apoio funcionam quando é preciso. O seguro certo não limita a espontaneidade da viagem, oferece liberdade e margem de manobra para aproveitar cada momento sem receios.


























Eu faço todos os anos uma grande viagem tiro as minhas ferias todas de uma só vez e vou o tempo todo para um país, faço sempre pelo menos uma semana de voluntariado e o resto em ferias propriamente ditas.
Eu adoro viajar sem nada marcado, só levo a viagem de ida e volta e a primeira noite reservada no destino escolhido.
Alugo mota no local e conheço tudo ao redor, depois parto para outra cidade / região de transportes públicos e ao chegar volto a alugar mota e parto ao conhecimento.
Utilizo VPN SurfShark e como compro as viagens com Visa tenho o seguro do cartão, bem sei que estou a ariscar e sou doente crónico é tenho sempre uma recaída nas ferias, até parece que faz parte do pacote turístico 🙂
Todas as reservas são feitas por mim, para viagens utilizo o Skyscanner e para as estadias o Booking.
Já me aconteceu estar num país e o tempo estar tão mau que apanhei um voo para o país ao lado como não tenho nada reservado posso fazer isto.
Estou a dias de ir para as minhas merecidas ferias anuais este ano vou 5 semanas.
E faz hoje precisamente que um ano das minhas últimas ferias no ano passado foi a 22 de Outubro 6 semanas por ilhas da Tailândia, em particular Ko Mak e Ko Kood, que recomendo simplesmente adorei.
PS, adoro viajar e dou preferencia a quantidade de dias ao invés de luxo.