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CIA diz que as agências chinesas forneceram fundos à Huawei

O clima de desconfiança entre os Estados Unidos da América e a Huawei já não é novidade, porém, temos agora um novo desenvolvimento nesta narrativa. Com efeito, a CIA avisou, já no início do ano, que a fabricante de smartphones foi financiada pela Comissão Central de Segurança Nacional do Partido Comunista da China.

O relato foi, entretanto, divulgado pela publicação britânica, The Times, dando-nos conta dos detalhes.


Assim, de acordo com a peça, uma fonte anónima no Reino Unido afirma que os detalhes foram partilhados “apenas com os agentes de mais alta patente“. Ainda de acordo com a mesma fonte, a CIA atribuiu-lhe uma certeza “forte mas não férrea às afirmações”. Os motivos do alegado financiamento não são referidos.

A CIA estará convencida do financiamento à Huawei

Com efeito, a agência norte-americana de segurança, que tem investigado a Huawei, está convencida deste envolvimento. Em causa está o financiamento da fabricante de smartphones pela CCSN do Partido Comunista da China. A peça do Times cita ainda “um terceiro ramo dos órgãos de informação estatal na China”.

Entretanto, a Huawei nega perentoriamente qualquer ligação, ou favorecimento, pelo governo da China. Nesse sentido, a fabricante de smartphones afirma que iria “rejeitar categoricamente” qualquer pedido de informações por parte das entidades governamentais. Ao mesmo tempo, diz que “se recusa a comentar aquilo que são alegações sem substância”.

Os receios norte-americanos nasceram com Ren Zhengfei, o fundador da Huawei e antigo militar no exército chinês. A partir daí, as agências de segurança nacional norte-americanas tomaram uma postura de desconfiança perante esta, e outras, fabricantes chinesas de smartphones e dispositivos móveis.

Os receios da CIA perante a fabricante de smartphones

Apontando o dedo à possível utilização da infraestrutura de redes para possíveis recolhas de dados, nos EUA a empresa está completamente barrada. Assim sendo, o terceiro maior mercado global de smartphones voltou-lhe as costas. Aliás, não há indícios de que este clima de desconfiança, ou retorno da abertura, se materialize.

Estas preocupações com a rede global de redes, especialmente preparadas para o 5G, fazem-se sentir de ambos os lados do Atlântico. No nosso caso, a Huawei é de vital importância na prossecução e implementação da infraestrutura necessária para este novo padrão.

Já nos Estados Unidos da América, as preocupações, acusações e desconfiança são diárias. Desde que os seus equipamentos foram banidos de todo o território norte-americano. Até mesmo das várias bases militares espalhadas pelo mundo. Até mesmo a entidade federal das comunicações (FCC) fomentou este boicote.

As tensões entre a China e os EUA

Ainda assim, os fundamentos das agências norte-americanas de segurança formam sempre dúbios, na melhor das hipóteses. Já, por outro lado, as fabricantes de smartphones como a Huawei, ZTE, entre outras, afirmam que tudo isto não passa de uma guerra política. Maioritariamente baseada em rumores convenientes.

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