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8 mitos, desmentidos, sobre os carros elétricos

Os carros elétricos têm vindo a ganhar popularidade, principalmente aqui na Europa. Contudo, ainda existem muitos mitos que geram dúvidas entre os consumidores. Desde preocupações com a autonomia até ideias erradas sobre o impacto ambiental, muitas dessas crenças não correspondem à realidade. Neste artigo, vamos analisar alguns dos mitos mais comuns sobre os veículos elétricos e revelar os factos, ajudando a esclarecer o que é verdade e o que não passa de desinformação.


Mitos, mentiras e vídeo

Apesar dos avanços na tecnologia e da crescente adoção dos carros elétricos, ainda persistem várias ideias erradas que podem afastar potenciais utilizadores. Muitos destes mitos resultam de informações desatualizadas ou de comparações injustas com os veículos a combustão.

Para esclarecer a realidade, analisamos alguns dos equívocos mais comuns e explicamos porque não correspondem aos factos.

1 – Os automóveis elétricos não têm autonomia suficiente

Um dos mitos mais difundidos é o de que os automóveis elétricos não podem percorrer longas distâncias. No entanto, muitos modelos modernos oferecem uma autonomia real de mais de 400 quilómetros com um único carregamento, mesmo a velocidades de autoestrada. Além disso, a infraestrutura de carregamento rápido está a crescer rapidamente, tornando as viagens longas cada vez mais fáceis.

A evolução é imparável e, por exemplo, há 10 anos, um automóvel elétrico percorria em média (de acordo com os dados do Departamento de Energia dos EUA) 135 km. Hoje em dia, esse valor é de 455 km em média. Onde estaremos dentro de 5 a 10 anos?

São já ofertas ao mercado elétricos que em autoestrada fazem 500 km, o que permite ultrapassar em ambiente urbano os 700 km. Não podemos esquecer que em média, um condutor português percorre aproximadamente 16.795 quilómetros por ano, o que equivale a cerca de 46 quilómetros diários.

2 – As baterias dos carros elétricos tem poucos anos de vida

As baterias dos automóveis elétricos são um dos principais alvos da desinformação. Na realidade, são concebidas para durar: a maioria dos fabricantes oferece garantias de 8 a 10 anos ou mais.

Os resultados de estudos recentes, como o realizado pela organização alemã Dekra, que efetuou mais de 25000 testes a baterias de automóveis elétricos para determinar a sua saúde após uma utilização intensiva, mostram que, mesmo com quilometragens elevadas, superiores a 100.000 km, na maioria dos casos os veículos conseguiram manter mais de 90% da sua capacidade original.

3 – O carregamento de um veículo elétrico é demasiado lento

É verdade que o carregamento de um automóvel elétrico demora mais tempo do que o reabastecimento de um modelo a combustão, mas os carregadores rápidos estão em constante evolução.

Um automóvel médio pode recarregar 80% da sua bateria em 20-40 minutos. Além disso, a maioria dos utilizadores carrega os seus veículos em casa durante a noite, pelo que os tempos de carregamento não são normalmente um problema no dia a dia.

Este aspeto está a melhorar constantemente e as arquiteturas de 800V já permitem tempos de carregamento inferiores a 20 minutos para atingir 80%. Na prática, isto significa poder fazer uma paragem rápida para ir ao WC ou tomar um café.

4 – Os carros elétricos são demasiado caros

Embora o preço inicial de um automóvel elétrico possa ser superior ao de um modelo a combustão, os custos de funcionamento e o custo total de propriedade são significativamente inferiores. Além disso, muitos governos oferecem incentivos fiscais e subsídios que reduzem o custo de aquisição, encurtando o tempo de espera para compensar a diferença em relação a um automóvel de combustão semelhante.

Um estudo da Jato Dynamics mostra que o preço dos carros elétricos está a baixar. Levando em conta a inflação, entre 2018 e 2024, o preço médio de venda dos elétricos caiu 15%. Enquanto isso, o preço dos modelos térmicos subiu 7%.

5 – Os automóveis elétricos não são realmente ecológicos

Alguns argumentam que os automóveis elétricos não são tão ecológicos devido às emissões geradas durante a produção das baterias e a produção de eletricidade. No entanto, mesmo tendo em conta estes fatores, os automóveis elétricos são muito mais eficientes e menos poluentes ao longo da sua vida útil do que os veículos de combustão.

Além disso, esta procura por mais energia, tem “obrigado” os países a apostar mais nas plataformas que geram energia “limpa”. Em 2024, Portugal alcançou um marco significativo na sua transição energética, com as energias renováveis a representarem 71% do consumo elétrico nacional, atingindo as emissões de CO₂ mais baixas desde 1990.

Este avanço coloca Portugal como líder na transição energética no sul da Europa.

6 – Não há pontos de carregamento suficientes

As infraestruturas de carregamento estão a crescer a um ritmo acelerado. Em muitos países, já existem extensas redes de carregadores públicos, e tanto as empresas como os governos estão a investir na sua expansão. Além disso, a maioria dos utilizadores carrega os seus veículos em casa, reduzindo a dependência dos carregadores públicos.

Portugal tem registado um crescimento significativo na sua rede de carregamento para veículos elétricos, refletindo o compromisso do país com a mobilidade sustentável. Até janeiro de 2025, o país conta com 5.767 postos de carregamento público, que albergam 10.713 pontos de carregamento e 12.104 tomadas de carregamento.

Desta infraestrutura, 57% são de carregamento semirrápido, 33% de carregamento rápido, 5% de carregamento normal e 5% de carregamento ultrarrápido.

7 – Os carros elétricos não são divertidos de conduzir

Uma afirmação feita por alguém que nunca experimentou um carro elétrico. Os automóveis elétricos oferecem uma aceleração instantânea e um centro de gravidade baixo, o que proporciona uma experiência de condução emocionante, mesmo nos modelos menos potentes.

Além disso, o aumento da potência não implica um maior consumo de energia, como acontece com os automóveis de combustão, permitindo desfrutar de um elevado desempenho sem sacrificar a eficiência.

A condução silenciosa e suave, sem vibrações nem ruído do motor a combustão, proporciona uma experiência mais relaxante e refinada.

8 – No inverno, os elétricos não funcionam bem

Embora o frio afete a eficiência da bateria, a tecnologia atual inclui sistemas de gestão térmica para minimizar o impacto. Além disso, os motores elétricos funcionam bem em qualquer temperatura.

E, claro, este mito não tem grande cabimento em Portugal, pois o nosso clima é relativamente ameno no inverno, sem temperaturas extremas que afetem gravemente o desempenho das baterias dos carros elétricos.

Conclusão…

Não temos dúvidas e os dados dizem-nos isso, que as dúvidas e os mitos sobre os carros elétricos estão a desaparecer à medida que a tecnologia evolui e a adoção destes veículos cresce.

A realidade é que são práticos, eficientes, divertidos de conduzir e mais sustentáveis do que os veículos a combustão. Com infraestruturas de carregamento em expansão e melhorias contínuas na autonomia e desempenho, os elétricos já são uma escolha viável para muitos condutores.

O futuro da mobilidade é elétrico, e cada vez mais pessoas vão descobrir as vantagens desta revolução silenciosa e sustentável.

 

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