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Países Baixos recomendam que crianças menores de 15 anos não usem redes sociais

Temos assistido a uma onda de alertas sobre a utilização de redes sociais pelos mais novos, bem como efetivas proibições por alguns países. Agora, o Governo dos Países Baixos recomendou que crianças menores de 15 anos não usem redes sociais, em particular o TikTok e o Instagram.


Recentemente, informámos que o Presidente de França Emmanuel Macron avisou que iria pressionar a União Europeia para proibir as redes sociais a menores de 15 anos, após a Austrália proibir as plataformas e a Suécia desenhar planos para fazê-lo.

Entretanto, o Governo holandês aconselhou os pais a não permitirem que crianças menores de 15 anos usem plataformas de redes sociais como o TikTok e o Instagram.

O argumento é o mesmo que outros países já deram: problemas psicológicos e físicos entre as crianças que as utilizam, incluindo ataques de pânico, depressão e dificuldades para dormir.

Reunido a pedido do parlamento holandês, um grupo de especialistas descobriu que o tempo de ecrã intenso e o uso das redes sociais podem, de facto, resultar em problemas físicos e psicológicos nas crianças.

Por isso, segundo Vincent Karremans, vice-ministro interino da Juventude e do Desporto, numa carta ao parlamento, a recomendação recente procura dar “às crianças tempo para desenvolverem ainda mais a resiliência digital e a literacia mediática”.

Citadas pela imprensa, as recomendações distinguem entre sites de “redes sociais”, como o TikTok e o Instagram, e “plataformas de interação social”, como os serviços de mensagens WhatsApp e Signal.

As chamadas redes sociais têm “características de design significativamente mais aditivas”, com um impacto negativo nas crianças.

Por sua vez, as crianças podem usar os serviços de mensagens a partir dos 13 anos, altura em que a maioria começa o chamado ensino secundário.

 

Médicos e especialistas apelam à proibição das redes sociais pelas crianças

Além das recomendações do Governo dos Países Baixos, o Ministério da Saúde incentivou os pais a adotarem algumas estratégias:

Em maio, cerca de 1400 médicos e especialistas em bem-estar infantil dos Países Baixos assinaram uma carta pública, apelando ao governo que proibisse as crianças menores de 14 anos de terem telemóveis e restringisse o uso das redes sociais até aos 16 anos.

Entretanto, as escolas holandesas já proibiram os alunos de usar tablets, telemóveis e relógios inteligentes, com algumas exceções, como aulas sobre literacia mediática.

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