A Qualcomm anunciou esta semana a próxima geração de sensores de impressão digital ultrassónicos. Esta nova versão permitirá que os fabricantes possam colocar os sensores de impressões digitais por baixo dos seus ecrãs.
Com a suspeita de que esta tecnologia chegará com o novo iPhone 8, os restantes fabricantes começam a preocupar-se em colocar no mercado esta tecnologia antes da Apple.
Os sensores de impressões digitais da Qualcomm poderão ser usados na parte frontal ou parte traseira dos equipamentos, ”por baixo” de metal ou vidro. Estes também conseguirão lidar perfeitamente mesmo com a presença de água, podendo ser inclusive usados para desbloquear o dispositivo debaixo de água.
Uma das novidades deste novo sensor é o seu possível uso para a saúde, pois ao que tudo indica este também poderá ter a utilidade para detetar a frequência cardíaca e o fluxo sanguíneo.
O funcionamento dos sensores de impressões digitais ultrassónicos funciona com recurso à emissão de ondas sonoras que penetram no vidro ou metal para determinar o padrão do dedo. No entanto, a principal limitação atual é a espessura do material utilizado.
O novo sensor de impressões digitais da Qualcomm consegue detetar (em smartphones de nível superior), sob ecrãs OLED, até 1200µm. Na parte traseira, em vidro ou metal, este sensor consegue “ler” até 800 µm (no vidro) ou 650 µm quando sob o alumínio.
Espera-se que os primeiros dispositivos a utilizar estes novos sensores de impressões digitais cheguem já no primeiro semestre de 2018.
VIVO poderá estar na frente
Contudo, esta tecnologia não é a pioneira. Segundo todos os rumores que o mercado foi referindo associados ao novo iPhone, este deverá já em setembro próximo trazer a tecnologia biométrica essencial para o seu novo ecrã. Mas isso não fará da Apple a primeira a usar efetivamente, mesmo que tenha sido lá atrás a primeira a patentear algo, um sensor deste tipo.
Como podemos ver no vídeo e como já demos a conhecer, a marca chinesa VIVO apresentou esta tecnologia na MWC (Mobile World Congress) Shanghai 2017.
Pese o facto da apresentação da empresa parecer em quase tudo com o aspecto Apple, desde os ícones até a outros jogos de imagem, a verdade é que a VIVO poderá colocar no mercado chinês smartphones com esta tecnologia e a Apple, já com o iPhone 8, em todo o mundo. Nasce assim mais um avanço tecnológico naquele que é o elemento diferenciador de segurança que mudou a forma como interagimos com o smartphone.