A Rússia está a criar uma instalação em grande escala de inteligência de sinais (em inglês, SIGINT) no seu território de Kaliningrado, por forma a expandir as capacidades de vigilância eletrónica perto da fronteira oriental da Organização do Tratado do Atlântico Norte (em inglês, NATO).
De acordo com a emissora ucraniana TSN e o site de análise militar Tochnyi, imagens de satélite mostram uma extensa rede de antenas dispostas em formações circulares, dando forma ao que os especialistas dizem que pode tornar-se num dos centros de interceção mais poderosos da Europa.
Analistas alertam, conforme citado, que a posição estratégica da instalação permitirá à Rússia intercetar uma ampla gama de comunicações militares e civis nos países vizinhos da NATO, incluindo Polónia, Lituânia e Alemanha.
A Rússia estará a desenvolver uma instalação em grande escala de inteligência de sinais no seu território de Kaliningrado, por forma a expandir as capacidades de vigilância eletrónica perto da fronteira oriental da NATO.
🧠 Sigla para signals intelligence, SIGINT é uma das disciplinas centrais da inteligência, focada na recolha e análise de sinais que contêm dados ou informações.
Esses sinais podem incluir comunicações (como chamadas telefónicas e e-mails) e emissões eletrónicas (como radar). Por via de técnicas analíticas sofisticadas, estas informações são, então, convertidas em inteligência acionável.
Esforço da Rússia para monitorizar a NATO
Segundo a Tochnyi, a partir deste local, a Rússia poderá monitorizar transmissões táticas, redes de radar e até mesmo elementos da infraestrutura civil.
Além da recolha de informações, especialistas em defesa afirmam que o local poderia reforçar a capacidade da Rússia de interromper o comando, o controlo e as comunicações da NATO em caso de conflito.
O local onde o país está a erguer a nova instalação é um território fortemente militarizado, situado entre territórios da NATO, e já abriga uma densa rede de sistemas de mísseis e instalações de radar.
Leia também: