A SpaceX estreou-se no mercado bolsista com uma avaliação histórica de 1,75 biliões de dólares, impulsionada pela sua capacidade sem precedentes de reduzir drasticamente os custos de exploração espacial. A empresa conseguiu reduzir o custo de lançamento de um foguetão de 14 milhões de dólares para apenas 5 milhões.
A importância da reutilização total
A empresa liderada por Elon Musk destaca-se sobretudo pelo seu papel pioneiro na reutilização de foguetões. Se o Falcon 9 já permitia recuperar o primeiro estágio, a Starship promete uma revolução ainda maior ao possibilitar a recuperação total de ambos os estágios do veículo.
Esta evolução elimina a necessidade de fabricar novos componentes a cada missão, o que reduz drasticamente as despesas associadas.
Em termos práticos, enquanto um lançamento do Falcon 9 para cargas pesadas ronda os 14 milhões de dólares, a utilização da Starship poderá fazer esse valor cair para valores entre os 3 e os 5 milhões de dólares.
O impacto financeiro da rede Starlink da SpaceX
Outro pilar fundamental para o sucesso económico da SpaceX é a constelação de satélites Starlink. Em 2024, a empresa alcançou pela primeira vez um saldo positivo na relação entre o EBITDA e o investimento em capital (capex).
Os analistas estimam que, até ao ano de 2030, a empresa poderá atingir uns impressionantes 90 mil milhões de dólares de EBITDA.
Apesar do entusiasmo inicial que levou as ações a iniciarem a sua rotação nos 135 dólares, muitos analistas de mercado recomendam cautela. Algumas consultoras financeiras, como a Morningstar, sugerem que o valor real por ação não deveria ultrapassar os 63 dólares.
Isto deve-se ao facto de a SpaceX continuar a ser uma empresa com elevados custos de desenvolvimento e que consome bastante capital líquido.
Avaliar a SpaceX a 135 dólares por ação significa avaliar a tecnológica em mais de 90 vezes as suas vendas anuais, um rácio muito superior ao de gigantes consolidadas como a Apple.
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