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Internet descentralizada é um mito: um terço dos centros de dados mundiais está num só país

                                    
                                

Autor: Rui Neto


  1. Pedro says:

    Por questões de soberania, e segurança todos os mecanismos Públicos devem estar em território Nacional, e com replicação entre vários datacenters locais.
    com ligação ás embaixadas externas, de forma isolada, e é só.

    Imaginem vocês a quantidade de pontos de falha que existem na actualizade, conseguem conta-los??
    Aposto que devido ao massivo numero dos mesmos, nem é possivel preve-los, porque estão fora, e são demasiados.
    Desde o fulano da rede, ao sys admin, que recebem um x, para passar informação a alguém, e por ai a fora, com tanto nó, na qual não temos controlo.

    O mundo está demasiado louco para brincadeiras.
    E depois ao colocar os nossos serviços fora, estamos a destruir a nossa industria, e a favorecer a de outros países.

    Comecem a ser Portuguêses.

    • Zé Fonseca A. says:

      Ensina-me lá, qual é região PT em azure, aws ou gcp?
      Soberania de dados em território europeu ou de UE é uma coisa, mesmo assim não tão simples quanto possa parecer, em PT é literalmente impossível sem perder flexibilidade e com isso competitividade

      • LMR says:

        És o maior. Ainda está para nascer quem te ensine alguma coisa.

      • Pedro says:

        Não sejas aldrabão Zé,
        Poupa-me.

        E desde quando é que precisas da azure ou aws?
        Porque não criar nós próprios uma?
        Portugal é um País de 10M, e não de 100 ou 1000 pessoas

        Tu não precisas de 50% sequer, daquilo que existe nessas nuvens.
        Tu precisas é de segurança, coisa que nenhuma nuvem te dá.

        Agora que já deste a propaganda que te pediram, vai lá buscar o cheque que te prometeram.

        • Zé Fonseca A. says:

          não precisas?
          vai lá criar PaaS, SaaS, DaaS, FaaS com o nivel de complexidade e integração que precisas, e vai lá arranjar um IaaS mais barato..
          nem a UE nem a alemanha conseguiram criar uma alternativa aos 3 grandes cloud providers, vai ser portugal…
          depois como trabalhas de forma rapida, integrada e flexivel sem 365, Teams, Zoom, Webex, Jira, slack, entre dezenas de outros que já só funcionam sobre cloud..
          como é que vais fazer hosting de websites sem teres um CDN..
          até SAP e Oracle estão a matar os seus ERPs on-prem, SAP Rise até escolhes Azure, AWS ou GCP conforme preferencia do freguês..
          vocês têm uma falta de noção daquilo que é IT por isso gostam de comentar como campeões.. trabalhassem a sério na área e não diziam tanta asneira

          • Bruno says:

            Já existem soluções inclusive portuguesas para IaaS, e tens ainda bons providers europeus inclusive, a OVH sendo um deles.
            FaaS, SaaS, em tipo de cloud, são facilmente substituíveis com desenvolvimento próprio, principalmente SaaS com licenças locais, sem validação à cloud, e não existe a Microsoft para o fazer.
            Já não existem Srs Engenheiros que tinham de fazer as coisas todas em plataforma local, agora tudo depende da cloud e depois se for 1 localização como a AWS teve nos EUA, abaixo, fica tudo a chuchar no dedo.

          • Zé Fonseca A. says:

            IaaS sim, até em portugal, mas compara os valores, serviço e resiliência.. é giro para PMEs
            “facilmente substituiveis com desenvolvimento proprio” sim, maioria corre em qualquer lado em cima de kubernetes mas e redundancia geografica e baixo custo? ou vais para os hyperscalers ou xuxas no dedo..
            isso que aconteceu a algumas empresas é claramente má gestão ou redução de custos, enfiam tudo numa AZ e está feito.. é amadorismo, tudo tem que ser redundante e todos os hyperscalers permitem redundancia de AZs, é só os engs se darem ao trabalho

      • Bruno says:

        Acho que não entendeste o objetivo da notícia.
        O objetivo é não depender de datacenters de empresas externas, como disseste, Google, Amazon e Microsoft.
        Criar um datacenter em Portugal é totalmente possível, e ainda criar replicação de dados a nível regional; basta querer, não é meios físicos, é bastar querer.

        • Zé Fonseca A. says:

          tens uns 10 datacenters em portugal para hosting, de ISPs ou de revendedores de datacenter.. de que te valem eles se não tiveres cloud services dos hyperscalers?
          vais lá enfiar uns servidores e depois? o que fazes com isso?
          vocês têm noção do que uma empresa precisa para ser flexivel e competitiva em IT?
          precisam de muito estudo

          • Bruno says:

            Sim, eu próprio sei porque eu trabalho numa empresa que não tem assim tão poucos servidores locais quanto parece.
            Ter infra própria, cloud própria, é sim possível, se a implementação for bem ajustada e dimensionada.
            Em Portugal, datacenters como da ONI, REN, Altice para quem quiser, Equinix Lisboa, Claranet também.
            Opções existem, agora queremos ver entre pagar mais um bocado vs controlo de dados maior.

          • Zé Fonseca A. says:

            os dados sensiveis da minha empresa estão todos encriptados, quero lá saber onde andam, são 40k de objectos só entre servidores e containers.. fora outros serviços..
            se tivessemos de gerir datacenters e hardware para isso tudo eram mais umas 100 cabeças e vários milhões em despesa adicional.. fizemos bem as contas quando há 10 anos tomámos este rumo, aos dias de hoje seria ainda pior.
            mais giro deve ser correr LLMs on-prem.. acordem lá para a realidade

    • Corina says:

      E está tudo ligado á “Cloudflare” porquê?? É portuguêsa?

      • Zé Fonseca A. says:

        cloudflare é o melhor CDN que existe, podem escolher outros mas são todos americanos..
        estares online sem um CDN é suicidio, talvez para hospedar o site do talho lá do bairro, para uma empresa não

        • Bruno says:

          Suicídio é quem pensa que é necessário uma CDN para tudo no dia de hoje.
          Se existir proteção de trânsito IP, mais filtragens volumétricas, inclusive em parceria com rede europeia, é sim possível. A única exceção será o pessoal no outro lado do mundo, que possa notar mais lentidão, e mesmo assim não deverá impactar significativamente.
          Agora… não são soluções baratas

          • Zé Fonseca A. says:

            IP transit para websites? esse é suicidio financeiro.. boa sorte algum CIO aprovar uma dessas

          • Vitor P. says:

            Concordo contigo Bruno,
            Suicidio é pensar que a soberania e segurança do País, pode ser vendida, a um preço irrisório.

            Vejam o caso da Guimabus, que em que os autocarros estão ligados á Alemanha, vê lá tu.
            Agora imagina tudo o que é processos do estado, ás mãos de semear por meio mundo.

            O Zé, tem essa posição, porque caso contrário, não ha guito.
            Há uns que se não se vende, ha outros que a se venderem tem que ser por valores absurdos, e depois tens aqueles que se vendem por tuta e meia, sendo eles “a quinta coluna” do País.

          • Zé Fonseca A. says:

            Guito? Primeiro não trabalho para nenhum hyperscaler, depois o mercado nacional nem interessa aos hyperscalers de tão ridículo que é a dimensão das empresas tugas e tão pouco evoluídas que a maioria ainda usa VMs para tudo..
            Gostava de saber então quem me estaria a pagar para comentar num fórum tuga sem nenhuma visibilidade corporativa?

            Se nem conseguem usar a cabeça para fazer essa análise como poderiam ter alguma opinião válida sobre o tema..

  2. Oh says:

    Atenção a “internet pública” é de facto como diz o artigo (e bem) mas existem alguns serviços que é possível fazer self hosting e partilhar.

    O pplware podia começar a ensinar aqui o pessoal a depender o mínimo possível destes serviços 😉 Fica a dica!

    • Zé Fonseca A. says:

      Antigamente ensinavam, tens aí muitos tutoriais para cenas self hosted.
      A questão não é fazeres isso para as tuas faturas da luz, o desafio é fazer isso para uma empresa global

  3. Alejandro says:

    Estou a achar a discussão aqui nos comentários interessantíssima, pois estão aqui diferentes pontos de vista colocados. pergunto: Se nós na UE conseguíssemos já ter uma cloud de tamanho respeitável como as americanas, o que ia acontecer com questões de interoperabilidade, intercompatibilidade etc? É que não é interessante termos ilhas de clouds, bem como de soluções de produtividade, ou até mesmo sistemas operativos. Sim eu gostaria que cá na Europa tivéssemos um concorrente do Windows, com acessibilidade que rivalizasse com as soluções americanas, mas a realidade não se coaduna com isso. Ou então quem estaria disposto a ceder parte do processamento, armazenamento e memória das suas máquinas para viabilizar servidores descentralizados?

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