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Rover da NASA está a escalar uma montanha em Marte há 12 anos. E enviou um vídeo do topo!

O rover Curiosity, da NASA, continua a sua missão de mais de uma década em Marte. Recentemente, partilhou um novo vídeo panorâmico que oferece uma perspetiva deslumbrante das encostas do Monte Sharp.


Um olhar privilegiado sobre Marte

O rover Curiosity enviou para a Terra um novo registo videográfico de Marte que é, verdadeiramente, uma preciosidade: uma panorâmica imersiva de 30 segundos que nos transporta diretamente para as vertentes do Monte Sharp.

À primeira vista, as imagens captadas pelo veículo da NASA poderiam remeter para uma paisagem desértica do Chile ou do sudoeste dos Estados Unidos. Contudo, é crucial não nos deixarmos iludir: a “cordilheira” que se avista ao longe é, na realidade, a orla da gigantesca Cratera Gale, formada pelo impacto de um asteroide há milhares de milhões de anos.

O Curiosity, um laboratório sobre rodas com dimensões comparáveis às de um Mini Cooper, encontrava-se, no momento da captação, a ascender pelas encostas do Monte Sharp, uma imponente formação montanhosa com quase 5 quilómetros de altura, esculpida pelo tempo no interior da própria cratera.

Desde a sua chegada em 2012, o rover Curiosity percorreu cerca de 32 quilómetros sobre o solo marciano, onde explorou incansavelmente a Cratera Gale.

Vídeo mostra vestígios de um passado aquático

A área onde estas imagens foram obtidas, conhecida formalmente como “unidade portadora de sulfatos”, é abundante em minerais salinos. Os cientistas acreditam que estes minerais são o legado de ribeiros e lagoas que secaram há anos, antes de Marte transitar de um mundo potencialmente semelhante à Terra para o deserto gelado que hoje conhecemos.

A NASA convida-nos a um exercício de imaginação: “pode imaginar-se o vento silencioso e ténue, ou quiçá mesmo as ondas de um lago há muito desaparecido a embater numa antiga margem”.

Apesar de acumular quase treze anos em Marte, a expedição do Curiosity não acaba. Deixou para trás o canal Gediz Vallis, onde há aproximadamente um ano descobriu, de forma inesperada, enxofre elementar (um achado intrigante, dado que na Terra está frequentemente associado a gases vulcânicos ou atividade bacteriana).

Atualmente, dirige-se para uma região com formações geológicas curiosas, denominadas “boxwork”.

Estas estruturas, visualizadas a partir do orbitador Mars Reconnaissance Orbiter, assemelham-se a uma espécie de teia de aranha, com cristas que se estendem por vários quilómetros e que, provavelmente, necessitaram de água subterrânea tépida para se formar.

💧 E onde existe água, como se sabe, reside o potencial para encontrar pistas de vida passada. Os investigadores questionam-se se estas formações “boxwork” poderiam ter albergado antigos microrganismos unicelulares.

 

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