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Asteroide 2025 FA22 passa perto da Terra e deixa os astrónomos em alerta

Um asteroide com mais de 200 metros de diâmetro aproximou-se da Terra, num sobrevoo que manteve os telescópios atentos e levantou preocupações sobre possíveis riscos no futuro. Será que asteroide 2025 FA22 poderá voltar ainda mais perto?


Asteroide 2025 FA22: a passagem recente

O asteroide 2025 FA22 cruzou a vizinhança do nosso planeta a uma distância de cerca de 842 mil quilómetros, pouco mais do dobro da separação média entre a Terra e a Lua. O momento de maior proximidade aconteceu às 07h41 (hora de Lisboa), segundo o Laboratório de Astronomia da Academia de Ciências da Rússia.

Com um tamanho estimado entre 130 e 290 metros, o 2025 FA22 é considerado um objeto potencialmente perigoso. Embora não haja risco imediato, astrónomos já preveem novas aproximações, nomeadamente a 20 de agosto de 2036.

Para essa data a distância deverá ser segura, mas projeções mais distantes, como as de 2089 e 2173, são monitorizadas com maior cautela.

Contexto e impacto potencial

A escala do 2025 FA22 ajuda a perceber a preocupação da comunidade científica. Este asteroide é mil vezes maior do que o meteorito que explodiu em Cheliabinsk (Rússia, 2013), cuja onda de choque feriu milhares de pessoas.

Além disso, é significativamente superior ao objeto que criou a famosa Cratera Barringer, no Arizona, há cerca de 50 mil anos.

Os astrónomos acreditam ainda que o 2025 FA22 segue uma órbita sincronizada com a Terra, o que explica porque regressa com regularidade à nossa vizinhança.

Há registos de que já terá passado por perto em 17 de setembro de 1940, reforçando o padrão cíclico deste corpo celeste.

Hoje, 18 de setembro de 2025, às 08:42 (horário de Portugal continental), o objeto passou a cerca de 0,00563 UA.
Isso equivale a cerca de 841.900 quilómetros, mais longe do que a Lua. Nos dias 18 e 19 de setembro, o asteroide atingirá a magnitude 13, tornando-se potencialmente visível para observadores com um pequeno telescópio.

O que dizem as entidades espaciais

Conclusão

Apesar de não existir risco imediato de colisão, o 2025 FA22 mostra porque a vigilância constante de asteroides é crucial. Objetos desta dimensão, caso atingissem a Terra, poderiam provocar destruição regional e consequências ambientais significativas.

A monitorização feita por entidades como a NASA e a ESA assegura que cada aproximação é acompanhada de perto e que a humanidade terá tempo para reagir a uma eventual ameaça futura.

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