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Entrada da Huawei nas operadoras vetada pelo governo americano

A Huawei continua a crescer e a expandir-se pelo mundo, estando agora prestes a chegar ao mercado americano.

No entanto, a entrada nas operadoras dos Estados Unidos poderá estar a ser dificultada pelo governo, que tem levantado algumas questões de segurança.


A Huawei é uma das empresas que mais tem evoluído no mercado dos smartphones, tendo passado de uma marca desconhecida para o pódio das marcas que mais dispositivos envia para o mercado num curto espaço de tempo.

Embora os seus dispositivos tenham feito sucesso em vários países da Ásia e Europa, a Huawei continua a ter o mercado americano como um alvo prioritário para alavancar ainda mais o seu crescimento. Para iniciar a sua presença, a marca chinesa introduziu silenciosamente o seu Mate 9 o ano passado no mercado americano e pretende atacar em força este ano com o novo Mate 10 Pro.

Para isso, além da presença na CES 2018 com os seus produtos-chave, a marca chinesa planeava iniciar a comercialização de alguns dos seus smartphones já em fevereiro, tanto no mercado livre, como nas operadoras. No entanto, este plano poderá estar para sofrer um revés, depois das operadoras terem sido pressionadas para não comercializar os produtos desta marca.

 

Governo americano tenta bloquear vendas da Huawei nas operadoras

No mercado americano, grande parte dos smartphones são comprados através das operadoras. Conhecendo esta tendência, além da venda dos seus modelos livres, a gigante chinesa estava também a negociar com duas operadoras, a AT&T e a Verizon, para que também vendessem o seu Mate 10 Pro.

Embora o acordo estivesse bem encaminhado, o acordo com a AT&T falhou devido a alegadas pressões do governo para que a operadora não comercializasse os smartphones da Huawei.

Esta decisão foi tomada após ser entregue uma carta no regulador por parte de 18 membros do senado e da inteligência americana a mostrar a sua preocupação pela entrada de empresas chinesas no mercado das telecomunicações. Nesta carta, são levantados alguns receios sobre a espionagem do governo chinês e de como a Huawei poderia ter um papel central nestas operações.

Depois da AT&T recuar, foi também noticiado que a Verizon estaria a receber a mesma pressão para tomar a mesma posição que a sua concorrente.

Apesar dos percalços, a Huawei não irá desistir do mercado americano

Do lado da Huawei, Richard Yu, CEO da Huawei, não quis comentar as razões que estão a levar as operadoras a recuar, mas refere que é uma grande perda para os consumidores, visto não terem a melhor escolha nos dispositivos. Além disso, afirma que o mercado americano é um grande desafio para a Huawei e que, mesmo sem o apoio das operadoras, irá manter a aposta neste mercado.

 

The US market presents unique challenges for Huawei, and while the Huawei Mate 10 Pro will not be sold by US carriers, we remain committed to this market now and in the future

Este não é o primeiro problema que a marca chinesa enfrenta nos Estados Unidos, tendo a guerra começado há algum tempo. Além de membros do congresso já terem afirmado, em 2012, que as marcas ZTE e Huawei deviam ser proibidas de comprar empresas americanas devido a ameaças de segurança, houve também problemas com os seus routers e a informação sensível que transmitem para a Internet.

Além da Huawei, também já existe um historial contra outras marcas chinesas, depois de recentemente o governo americano ter bloqueado a venda do MoneyGram por 1,2 mil milhões de dólares à Ant Financial, uma subsidiária da Alibaba.

Depois deste percalço, a marca chinesa não vai desistir da aposta nos Estados Unidos e manterá a venda do seu Mate 10 Pro desbloqueado na Amazon, BestBuy, Microsoft, NewEgg e B&H.

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