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A Xiaomi tem muito a aprender com a Huawei, admite CEO da Redmi

A Redmi adquiriu a sua independência face à Xiaomi no início de 2019. Após vários anos como linha de smartphones Android de gama média / baixa sob a alçada da casa mãe, este ano tornou-se numa empresa satélite. Estamos já no quarto mês desta “nova vida”, mas há muitas lições a aprender, inclusive com a Huawei.

Ainda que seja mais independente, a Redmi mantém laços fortes com a Xiaomi e o seu diretor, Lu Weibing, reconhece o longo percurso pela frente, além da necessidade de aprender com quem tem mais experiência.


A Redmi mantém-se como uma subsidiária da Xiaomi. Em contrapartida, tem já uma equipa de gestão, encarregue de definir a estratégia de abordagem e implementação no mercado. Ao mesmo tempo, assistimos ao lançamento de vários smartphones Android sob a sua alçada como, por exemplo, os Redmi Note 7, entre outros.

Da Xiaomi até à jovem Redmi

Lu Weibing, atual CEO da Redmi, subiu dentro da estrutura e organização da Xiaomi. Fê-lo até merecer o voto de confiança de Lei Jun (na foto acima), o atual CEO e cofundador da Xiaomi. Neste momento, Weibing é, certamente um dos executivos com um cargo de maior responsabilidade dentro de toda o grupo Xiaomi.

Weibing tem-se revelado um líder dinâmico, sem receio de apostar em fórmulas peculiares para promover os seus smartphones Android. Já recentemente, em jeito de resposta a um utilizador da rede social chinesa Weibo, Lu Weibing foi inquirido quanto às dificuldades encontradas pela Xiaomi e Redmi face à Huawei e Honor.

A Huawei é uma excelente empresa com 32 anos de história e muitas conquistas. A Xiaomi é uma empresa jovem, com apenas 9 anos de idade. Portanto, somos ainda novos, mas continuaremos a aprender com a Huawei em todos os aspetos, afirmou o CEO da Redmi.

Aprender com a Huawei e os seus smartphones Android

O CEO da Redmi foi claro e direto. Uma constatação de que as empresas têm também que aprender umas com as outras, e não só com os seus produtos e consumidores. Aliás, nas entrelinhas pode ver-se uma admiração pelo modelo de negócios da Huawei. Mais concretamente, pelo equilíbrio conseguido entra a Huawei e a sua Honor.

Lu Weibing foi mais longe ao afirmar o seguinte:

Acreditamos que o mundo precisa da Huawei, bem como da Xiaomi. Cada empresa satisfará um tipo diferente de utilizador, com diferentes necessidades e utilizando modelos de negócio diferentes. É um mundo variado, com as necessidades dos utilizadores a serem igualmente diversas, mas no fim, são estes que mais beneficiam com uma diversidade também presente no seio das empresas.

Lu Weibing, na imagem acima, reconhece assim o valor e o legado da Huawei, não só como uma concorrente, mas também como mentora. A empresa chinesa foi fundada por Ren Zenghfei em 1987, estando prestes a completar 32 anos. Neste momento, é uma das empresas mais valiosas do mundo e quer liderar o mercado de smartphones Android, estando cada vez mais próxima de alcançar a atual líder, Samsung.

Por sua vez, a Xiaomi foi fundada em 2010, sendo, portanto, extremamente jovem. Ainda assim, a sua estratégia é consideravelmente distinta da Huawei, embora também a tenha conduzido ao sucesso. Seja como for, para o atual diretor-geral da Redmi, a Xiaomi e a sua empresa ainda têm muito a aprender com a conterrânea.

A Xiaomi (e a Redmi) querem tornar-se em empresas globais, e qual melhor exemplo a seguir do que a Huawei?

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