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WhatsApp quebra promessa após 15 anos: pela primeira vez, a sua app terá anúncios

O WhatsApp prepara-se para uma mudança significativa na sua política de monetização. Após anos a garantir uma experiência livre de publicidade, a Meta, empresa-mãe, confirmou a introdução de anúncios na plataforma.


Promessa quebrada 15 anos depois

O WhatsApp, que se sobressaiu pela ausência, até agora, de publicidade, passará em breve a exibir anúncios. Esta informação foi confirmada pela Meta, pondo fim a 15 anos de promessas de que a plataforma se manteria isenta de anúncios.

Contudo, numa publicação no seu blogue oficial, o WhatsApp revelou que o intuito de apresentar anúncios é permitir que os mais de 1,5 mil milhões de utilizadores diários possam “descobrir mais canais e empresas no WhatsApp”.

Por este motivo, os anúncios serão exibidos unicamente no separador ‘Atualizações’. Assim, os utilizadores não encontrarão banners ou qualquer outro formato publicitário, nem sequer na página principal do separador ‘Conversas’ e, reitera-se, muito menos dentro das próprias conversas.

Dentro do separador ‘Atualizações’, os utilizadores poderão visualizar anúncios nos Estados, mais concretamente ao transitar entre um Estado e outro. O WhatsApp apresentará publicidade de empresas que utilizam os seus serviços, com opções para que os utilizadores possam contactá-las e iniciar conversas.

Na secção ‘Canais’, a publicidade também marcará presença através de canais promovidos. Os utilizadores poderão descobrir novos canais, enquanto os administradores terão a possibilidade de aumentar a sua visibilidade através de investimento publicitário no WhatsApp.

Novas funcionalidades no WhatsApp: subscrições pagas em canais

Paralelamente, a empresa confirmou a implementação de uma nova ferramenta de subscrições para canais. Através desta, os utilizadores poderão pagar uma mensalidade para aderir a um canal e, desse modo, aceder a atualizações exclusivas.

O WhatsApp fez questão de sublinhar que as mensagens pessoais, as chamadas e os Estados permanecem protegidos com encriptação ponto a ponto, o que significa que a plataforma não poderá aceder a estes dados para fins publicitários. Também não utilizará nem partilhará o número de telefone dos utilizadores com os anunciantes.

A empresa confirmou que a segmentação se baseará nos canais que uma pessoa segue, bem como em informações sobre o país ou idioma, e na forma como os utilizadores interagem com os anúncios visualizados.

A Meta adiantou ainda que será utilizada informação de outras contas da empresa (como Instagram ou Facebook), caso o utilizador as tenha associado à sua conta WhatsApp ou se existirem dados coincidentes, como o número de telefone.

 

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