A Meta anunciou a expansão global das suas contas dedicadas a adolescentes para as plataformas Facebook e Messenger. Este lançamento procura reforçar a segurança e o controlo parental – cada vez mais necessário hoje em dia – para os utilizadores mais jovens.
Meta quer proteger os adolescentes
A Meta está a implementar uma nova fase na sua estratégia de proteção de menores, tornando as “contas para adolescentes” uma funcionalidade global no Facebook e Messenger.
Esta iniciativa, que já se encontrava em vigor no Instagram há cerca de um ano, começou por ser lançada no início deste ano nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Austrália, e chega agora aos restantes mercados.
A empresa refere que “centenas de milhões” de jovens já utilizam estas contas nas suas diversas plataformas. A adesão a este tipo de conta é agora obrigatória para todos os utilizadores identificados como adolescentes. Para garantir a aplicação desta política, a Meta utiliza sistemas de inteligência artificial (IA) para detetar utilizadores que possam ter fornecido uma idade falsa no momento do registo.
Maior controlo parental e proteção acrescida
O principal objetivo destas contas especializadas é oferecer aos pais e encarregados de educação ferramentas mais robustas para supervisionarem a atividade online dos seus filhos. As funcionalidades permitem monitorizar o tempo de ecrã e visualizar a lista de contactos com quem os jovens comunicam.
Para os adolescentes mais novos (entre os 13 e os 15 anos), a Meta impõe uma camada adicional de segurança: é necessária a permissão parental para alterar configurações essenciais de segurança e privacidade. Adicionalmente, estas contas vêm com definições de privacidade mais restritivas por predefinição, com o intuito de limitar o contacto com adultos desconhecidos.
Programa de parceria com escolas em expansão
Em paralelo, a Meta está também a expandir uma iniciativa no Instagram, focada no ambiente escolar. O programa, que permite a escolas de ensino básico e secundário nos Estados Unidos acelerar o processo de denúncia de casos de bullying e outros comportamentos problemáticos, vai ser alargado.
Até agora, o “programa de parceria com escolas” esteve em fase de testes com um número limitado de instituições. Segundo a Meta, o feedback positivo das escolas participantes motivou a decisão de abrir as inscrições a qualquer escola sediada nos EUA que pretenda aderir.
Seria interessante que a gigante expandisse também esta funcionalidade globalmente.
Uma resposta à pressão regulatória e social
Estas atualizações não surgem no vácuo. Nos últimos anos, a gigante tecnológica tem vindo a intensificar o desenvolvimento de funcionalidades de controlo parental e a tentar colmatar falhas evidentes nas suas políticas de segurança para os mais novos.
Esta aposta surge num momento em que a empresa enfrenta inúmeros processos judiciais e investigações relacionadas com o seu historial na proteção de menores, tornando estas medidas importantes para a sua imagem e conformidade legal.
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