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Porsche não está convencida que o futuro são carros totalmente elétricos

A Porsche vai adiar o lançamento de veículos totalmente elétricos, reforçando o seu investimento em modelos com motores de combustão, especialmente híbridos plug-in.


Panamera e o Cayenne continuarão a ser vendidos com motores de combustão

Vários sinais antecipavam essa mudança: entre eles, a suspensão do desenvolvimento de baterias de alto desempenho e o atraso no lançamento das versões elétricas dos modelos 718 Boxster e Cayman.

Um caso emblemático é o novo SUV com nome de código K1. Planeado para ocupar uma posição acima do Cayenne, este modelo deixará de ser lançado primeiro como elétrico, passando a ser disponibilizado inicialmente com motorização híbrida plug-in.

De acordo com o plano de desenvolvimento da marca, modelos emblemáticos como o Panamera e o Cayenne continuarão a ser vendidos com motores de combustão pelo menos até meados da próxima década. A

lém disso, a criação de uma nova plataforma elétrica exclusiva da Porsche foi adiada para o final dos anos 2030, uma decisão que implicará custos adicionais na ordem dos 1,8 mil milhões de euros.

Apesar desta mudança de estratégia, a fabricante não vai abandonar os projetos elétricos em andamento. O Taycan, bem como as futuras versões elétricas do Macan, Cayenne e 718, continuam nos planos da marca.

O abrandamento da procura global por veículos elétricos, a desaceleração do mercado automóvel de luxo na China e as novas tarifas de importação nos Estados Unidos são alguns dos fatores que levaram a Porsche a reajustar o seu plano.

Este reposicionamento vai implicar custos extraordinários de cerca de 3,1 mil milhões de euros já em 2025 e uma revisão em baixa da margem operacional prevista para esse ano, agora estimada em apenas 2%, significativamente abaixo dos 5% a 7% inicialmente esperados.

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