A transição energética dos automóveis não é uma corrida com um único vencedor: trata-se de uma paisagem com várias pistas. Para decidir qual delas escolher convém olhar para o custo real de utilização (o que custa por km), a autonomia e a conveniência. Felizmente, a Renault tem opções para todos os estilos de vida.
Como comparar – o que conta no custo de utilização
O custo operacional depende de três grandes incógnitas: o preço do “combustível” (litro ou kWh), a eficiência do veículo (litros/100 km ou kWh/100 km) e os custos fixos (seguro, impostos, manutenção).
Estudos europeus recentes mostram que o custo total de propriedade (Total Cost of Ownership, TCO) pode já favorecer os elétricos em alguns segmentos, mas o resultado varia com incentivos, quilometragem anual e preço da energia. Para consumidores com baixas quilometragens ou sem acesso a carregamento doméstico, híbridos e soluções como o GPL continuam a ser muito competitivos.
Preços de referência em Portugal
Para termos um quadro consistente usamos preços médios recentes:
- Gasolina: cerca de €1,71 / litro (Portugal, atualização semanal).
- GPL (autogás): cerca de €0,88 / litro (valores de fim de novembro 2025).
- Eletricidade doméstica: ~€0,20-0,24 / kWh (média residencial, dependendo da tarifa e do fornecedor).
Esses números são a base para as comparações que seguem – os valores flutuam com o mercado e tarifas.
Comparação simplificada por perfil de uso (Renault cobre tudo)
1️⃣ Quem faz pouco (até 10-12k km/ano) e não tem garagem
Para condutores com quilometragem baixa e sem possibilidade de wallbox, uma motorização eficiente a gasolina ou um híbrido self-charging (full hybrid) costuma ser a opção mais prática.
O Clio E-Tech full hybrid exemplifica esta categoria: oferece economia no uso urbano (regenera energia nas travagens e circula muito tempo em modo elétrico a baixa velocidade) sem a obrigação de carregamento doméstico. Assim, obtém-se a “sensação” elétrica na cidade sem ter de instalar nada em casa.
2️⃣ Quem faz muitos km
Aqui entram os bi-fuel (gasolina + GPL) e os térmicos muito eficientes. O GPL reduz fortemente o custo por km – em Portugal o preço por litro é tipicamente bem inferior ao da gasolina, e muitos modelos Bi-Fuel somam a autonomia dos dois depósitos, ultrapassando frequentemente os 1000 km de autonomia combinada. Para quem faz muitos km anuais, a poupança em combustível compensa rapidamente.
3️⃣ Quem tem garagem e pode carregar em casa
Quando existe carregamento doméstico, o carro elétrico passa a ser a opção com o menor custo por km (kWh x consumo/100 km), sobretudo se o proprietário conseguir tarifação favorável (noite ou horário de excedentes).
Modelos como o Megane E-Tech mostram autonomias reais que tornam as viagens confortáveis quando se combina carregamento doméstico com paragens rápidas na estrada. A adoção de LFP e melhoria nas baterias (redução de custos pela estratégia Ampere) deverá tornar os elétricos mais acessíveis no preço de aquisição nos próximos anos.
4️⃣ Frotas e profissionais
Para frotas, o TCO manda. Estudos europeus apontam que, dependendo de quilómetros anuais, incentivos e preço da energia, os elétricos já conseguem TCO competitiva em vários segmentos – mas, onde a logística exige autonomia alta contínua e pontos de reabastecimento rápidos, híbridos e bi-fuel ainda são soluções válidas até a rede se tornar omnipresente.
Ferramentas TCO, como a calculadora da Renault, ajudam a comparar cenários.
O novo Renault Clio: por que é relevante para “mobilidade acessível”
O novo Clio foi desenhado para ser um produto de massa com múltiplas motorizações: versões gasolina, E-Tech full hybrid e ECO-G (Bi-Fuel).
Essa pluralidade faz do Clio um exemplo perfeito de como um único modelo pode servir vários perfis de condutor: um mesmo carro pode ser opção para famílias urbanas (hybrid), para viajantes de longa distância (Bi-Fuel) e para quem procura preço/valor (gasolina).
A Renault oferece as versões Bi-Fuel de fábrica no mercado português, com homologação e garantias – isto simplifica a decisão para quem quer autonomia e baixo custo por km sem conversões aftermarket.
Exemplo ilustrativo
Para calibrar expectativas: um elétrico médio consome entre 14-18 kWh/100 km (dependendo do modelo e condições). Com uma tarifa doméstica de 0,22€/kWh, isso equivale a 3,08€-3,96€ / 100 km (ou 0,030€-0,040€ / km). Um carro a gasolina que faça 5-6 L/100 km com gasolina a 1,71€/L custa 8,55€-10,26€ / 100 km (ou 0,085€-0,103€ / km).
O GPL reduz esse custo significativamente: mesmo que o consumo em L/100 km seja um pouco maior em modo GPL, com o preço por litro cerca de 0,88€, o custo por 100 km costuma ficar bem abaixo da gasolina. Estes cálculos são indicativos (valores reais dependem do consumo específico do modelo).
Critérios finais para a escolha (prático)
- Se não tem garagem: híbrido full-hybrid (Clio E-Tech) – melhor compromisso entre economia e conveniência.
- Se faz muitos km e quer baixo custo por km: Bi-Fuel (Clio ECO-G/GPL) – autonomia e custo operacional muito competitivos em Portugal.
- Se pode carregar em casa e valoriza menor custo por km e zero emissões locais: elétrico (onde o preço de aquisição e incentivos encaixem no seu orçamento).
Se é frota/empresa: faça o TCO com quilometragem real; elétricos podem já ser a escolha económica em muitos casos, mas híbridos/bi-fuel continuam válidos onde a infraestrutura ou exigências operacionais impedem a eletrificação imediata.
A mobilidade acessível em Portugal passa por oferecer opções reais para perfis diferentes. O novo Clio é um bom exemplo: a mesma plataforma, várias motorizações, soluções de fábrica (ECO-G) e híbridos (E-Tech) que permitem ao consumidor escolher a energia que faz sentido para o seu dia a dia.
A transição não é “um tamanho serve para todos”: é um conjunto de soluções que, combinadas com infraestrutura e políticas, permitem que ninguém fique fora da mobilidade do futuro.
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