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6 mitos sobre os veículos elétricos para deixar em 2025

A mobilidade elétrica deixou de ser uma promessa distante para se tornar uma realidade frequente nas estradas europeias e, também, portuguesas. À medida que a tecnologia evolui e a infraestrutura acompanha esse progresso, muitos dos receios associados aos veículos elétricos vão perdendo fundamento. Ainda assim, alguns mitos persistem. Com 2026 à porta, deixamos-lhe seis mitos que precisa de deixar em 2025!


Mitos urbanos & Carros elétricos

O futuro da mobilidade é, para muitas empresas e até governos, elétrico, ainda que o caminho deva ser percorrido de forma paulatina e sustentada.

Apesar da evolução clara da tecnologia dos veículos elétricos, algumas ideias predefinidas continuam a circular, adensando-se com teorias que nem sempre refletem a verdade.

Com o novo ano à porta, a Hyundai deu destaque aos factos, enumerando os seis mitos sobre os veículos elétricos que devemos deixar em 2025.

Deixe estes mitos em 2026

#1 – Os veículos elétricos não têm autonomia suficiente

Durante muitos anos, a autonomia foi apontada como a principal limitação dos veículos elétricos. Essa realidade mudou.

Em 2024, a autonomia média dos novos veículos elétricos ronda os 450 km, um valor plenamente ajustado à condução quotidiana e à maioria das viagens, mesmo com apenas uma paragem planeada.

Com sistemas de navegação inteligentes que têm em conta desnível, temperatura exterior e pontos de carregamento disponíveis, a distância deixa de ser uma incerteza e passa a ser um percurso previsível.

Na prática, são raras as situações em que é necessário percorrer mais de 450 km sem qualquer pausa.

#2 – Carregar demora demasiado tempo

Segundo a Hyundai, o carregamento deixou de ser uma questão de espera e passou a integrar o ritmo natural da rotina. Muitos condutores começam o dia com a bateria carregada graças ao carregamento doméstico ou no local de trabalho.

Em viagens mais longas, o carregamento rápido em corrente contínua permite recuperar autonomia durante uma pausa para café ou descanso.

Veículo e infraestrutura trabalham em conjunto, com pré-condicionamento da bateria, otimização da potência e orientação automática para postos disponíveis. O resultado é um processo simples, planeado e sem frustração.

#3 – A rede de carregamento é insuficiente

Momentos de maior afluência em períodos festivos não refletem a realidade global.

Em 2024, o número de pontos de carregamento públicos na Europa cresceu mais de 35%, ultrapassando a marca de um milhão. Este crescimento manteve-se em 2025.

Todos os meses surgem dezenas de milhares de novos postos, especialmente nas zonas onde a procura é mais elevada. A rede europeia não está parada, está a acelerar, com equipamentos cada vez mais rápidos e eficientes.

#4 – As baterias degradam-se rapidamente

Desmontando um receio com dados concretos, sabe-se que a perda média de capacidade das baterias ronda apenas 1,8% por ano, o que significa uma redução progressiva e controlada da autonomia, e não uma falha súbita.

Quando deixam de servir a utilização automóvel, as baterias entram numa segunda vida como soluções de armazenamento estacionário.

Mais tarde, são recicladas para recuperar materiais essenciais, reforçando uma abordagem circular e responsável.

#5 – Os veículos elétricos não são realmente mais ecológicos

A avaliação correta deve considerar todo o ciclo de vida do veículo. Na Europa, estudos demonstram que os automóveis 100% elétricos vendidos atualmente emitem cerca de 73% menos gases com efeito de estufa do que modelos a combustão, mesmo incluindo a produção da bateria.

Com uma rede elétrica cada vez mais limpa e processos industriais que incorporam mais materiais reciclados, esta vantagem ambiental continuará a aumentar.

#6 – Os veículos elétricos têm maior risco de incêndio

Casos isolados ganham visibilidade, mas os dados globais são claros. Os veículos elétricos não apresentam maior risco de incêndio do que os automóveis convencionais, havendo estudos que apontam para um risco inferior.

A evolução no design dos packs de baterias, na química das células e nos sistemas de segurança contribui para reduzir ainda mais esta probabilidade, reforçando a confiança na tecnologia.

Infraestrutura e autonomia dos veículos elétricos estão a evoluir

Os mitos que durante anos acompanharam os veículos elétricos vão sendo desconstruídos pela evolução tecnológica e pela experiência diária de quem já conduz um modelo elétrico.

A tecnologia evoluiu, a autonomia responde às necessidades reais, o carregamento integra-se cada vez melhor na rotina e a rede pública continua a crescer de forma lenta, mas consistente.

Aos poucos a experiência substitui as dúvidas. Com uma transição energética em curso e objetivos climáticos claros, os veículos elétricos afirmam-se como uma solução credível, segura e sustentável.

O caminho – ou, pelo menos, um deles – está traçado, a infraestrutura acompanha e a mudança já acontece, diariamente.

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