A corrida global pela supremacia em inteligência artificial (IA) poderá ganhar um novo ímpeto nos Estados Unidos. Relatos indicam que Donald Trump se prepara para lançar uma série de ordens executivas destinadas a acelerar drasticamente o desenvolvimento desta tecnologia no país.
A competição EUA-China pela IA
A administração de Donald Trump estará a preparar uma vasta ofensiva regulatória com o intuito de promover a IA nos Estados Unidos. Segundo a Reuters, baseada em fontes que preferiram manter o anonimato, está a ser montado um conjunto de ordens executivas para aumentar significativamente o fornecimento de energia destinado à expansão da IA.
Esta intenção já tinha sido manifestada por Trump em janeiro, quando afirmou:
Com as políticas governamentais certas, podemos solidificar a nossa posição como líder global em IA e garantir um futuro mais brilhante para todos os americanos.
A sua declaração sublinhava o objetivo de reduzir obstáculos regulatórios para permitir um desenvolvimento sem entraves no setor.
Esta iniciativa surge num contexto de intensa rivalidade entre os Estados Unidos e a China pela liderança no campo da IA. Para que as empresas americanas possam competir e inovar ao ritmo desejado pela administração, é essencial expandir a infraestrutura de suporte. A administração planeia, alegadamente, divulgar um “plano de ação para a IA” e agendar eventos públicos para promover os seus esforços contínuos nesta área.
Infraestrutura como prioridade máxima
Os centros de dados, essenciais para a IA, são conhecidos pelo seu consumo energético intensivo e por processos de construção demorados. Para contornar estes desafios, as medidas de Trump poderão passar pela disponibilização de terrenos geridos pelo Departamento de Defesa ou pelo Departamento do Interior aos promotores de projetos de IA.
As fontes da Reuters indicam ainda que as ordens executivas poderiam “facilitar a ligação de projetos de geração de energia à rede elétrica”.
Uma outra medida transformadora seria a implementação de uma licença nacional ao abrigo do Clean Water Act, permitindo que as licenças de construção deixassem de ser analisadas estado a estado, o que agilizaria consideravelmente o arranque dos projetos.
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