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Microsoft declara apoio à Anthropic e apresenta “amicus brief”

A Microsoft manifestou o seu apoio à Anthropic, afirmando que um juiz deveria emitir uma ordem de restrição que bloqueasse a designação da empresa de Inteligência Artificial (IA) pelo Pentágono como risco para a cadeia de fornecimento “para todos os contratos existentes”.


Na terça-feira, a Microsoft manifestou o seu apoio à Anthropic, afirmando que um juiz deveria emitir uma ordem de restrição que bloqueasse a designação da empresa norte-americana como um risco para a cadeia de fornecimento.

Importa recordar que, nos Estados Unidos da América (EUA), tal designação é normalmente reservada a empresas ligadas a países adversários, e significa que o Governo do país considera que ela pode representar uma ameaça à segurança nacional ou à fiabilidade de produtos críticos.

A classificação permite que o Governo dos EUA imponha restrições, supervisione de perto ou mesmo obrigue a empresa a adaptar os seus produtos para fins militares, podendo dificultar contratos futuros ou parcerias estratégicas.

Aplicá‑la a uma empresa tecnológica norte-americana, especialmente uma cujo software está integrado em sistemas militares confidenciais, representa uma ruptura sem precedentes com a abordagem habitual.

O Departamento de Defesa dos EUA colocou a Anthropic na lista negra dos EUA, declarando-a um risco para a cadeia de fornecimento e proibindo o uso da sua IA em contratos com o Pentágono. A empresa processou o governo dos EUA, alegando que a decisão é ilegal e ameaça contratos de centenas de milhões de dólares. Leia mais.

Outras tecnológicas poderão precisar de rever acordos com o Pentágono

Na perspetiva da Microsoft, uma ordem de restrição que bloqueasse a designação da empresa de IA “permitiria uma transição mais organizada e evitaria perturbar o uso contínuo de IA avançada pelas forças armadas americanas”, de acordo com um documento apresentado no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Norte da Califórnia, em São Francisco.

Conforme alertado pela empresa tecnológica, sem essa ordem, ela própria e outras empresas do setor teriam de “agir imediatamente para alterar as configurações atuais de produtos e contratos” utilizados pelo Departamento de Defesa dos EUA.

Afinal, “isso poderia potencialmente dificultar a atuação dos militares norte-americanos num momento crítico”.

Acreditamos que todos os envolvidos partilham objetivos comuns e precisamos de tempo e de um processo para encontrar um terreno comum. O Departamento da Guerra precisa de acesso fiável à melhor tecnologia do país. E todos querem garantir que a IA não é utilizada para vigilância doméstica em massa nem para iniciar uma guerra sem controlo humano.

Afirmou um porta-voz da Microsoft, num comunicado.

Os comentários da empresa surgiram numa moção que visa apresentar um amicus brief ao tribunal. Este tipo de documento é submetido por entidades que não são parte direta no processo, mas possuem conhecimento relevante ou poderão ser afetadas pelo desfecho do caso.

Conforme recordado pela CNBC, a Microsoft anunciou, em novembro, planos para investir até cinco mil milhões de dólares na Anthropic.

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