Por darem forma a duas potência mundiais, as decisões que os Estados Unidos e a China vão tomando, à medida que a guerra comercial se reforça, impactam os consumidores globalmente. Em mais um capítulo desta história, o país asiático avisou que vai retaliar contra as nações que se juntarem aos americanos para isolá-la.
O Presidente dos Estados Unidos tem em curso um processo global de imposição de taxas, por via do qual planeia pressionar os seus parceiros a limitar os negócios com a China.
Este mês, Donald Trump suspendeu os principais aumentos de taxas sobre outros países por 90 dias, mas reforçou os já elevados direitos sobre os produtos chineses.
Após o anúncio destes planos, o Ministério do Comércio chinês pronunciou-se, de acordo com uma tradução da CNBC, alertando para o risco de o comércio internacional voltar à “lei da selva”:
A China opõe-se firmemente a que qualquer parte chegue a um acordo à custa dos interesses da China. Se tal acontecer, a China não o aceitará e tomará resolutamente contra-medidas recíprocas.
Conforme a imprensa, o Presidente chinês Xi Jinping procurou mostrar, durante uma visita oficial – ao Vietname, Malásia e Camboja -, que o país está disposto a trabalhar com todas as partes e “defender a equidade e a justiça internacionais”, descrevendo as ações dos Estados Unidos como “abusivas” e de “intimidação unilateral”.
Entretanto, apesar de Donald Trump ter dito, na semana passada, que esperava alcançar um acordo com a China dentro de três a quatro semanas, os analistas não esperam que os dois países se entendam tão cedo.