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Paul Allen: Co-fundador da Microsoft construiu o maior avião do mundo

Todos os dias ficamos surpreendidos com aquilo que a tecnologia e a engenharia conseguem fazer. De facto, o sonho do ser humano não tem limites e à custa disso aparecem novos projetos que desafiam o conceito de inovação.

O Stratolaunch, projeto aeronáutico apoiado pelo multi-milionário e co-fundador da Microsoft Paul Allen, é um exemplo perfeito da combinação de engenho e avanço tecnológico. Trata-se de um avião gigante e espera-se que efetue o seu primeiro voo nos últimos meses deste ano.


A ideia por detrás do Statolaunch…

O projeto Stratolaunch começou a ser idealizado em 2011 e o objetivo era criar uma aeronave capaz de transportar mísseis e satélites até elevadas altitudes para, posteriormente, serem colocados em órbita.

O avião Stratolaunch foi desenhado por Burt Rutan, possui duas fuselagens e da ponta de uma asa até ao final da outra vão 117,35 metros. Ao lado dele, o C-5 da força aérea norte-americana parece muito pequeno.

Até 2020, a equipa da Statolaunch diz ser capaz de lançar o foguetão Pegasus, atualmente desenvolvido pela OrbitalATK. Normalmente, o Pegasus é lançado a partir do avião Lockheed que tem menos de metade do tamanho do gigante Stratolaunch.

Segundo se sabe, a equipa financiada por Paul Allen, tem um calendário já feito que começa com pequenos passos até chegar ao lançamento de veículos Espaciais tripulados. No entanto, a competição nesta área é cada vez maior e não se percebe por que é que eventuais clientes haverão de querer lançar os seus satélites a partir deste monstruoso avião.

Neste momento resta esperar e dentro de três meses avaliar aquilo que este avião é capaz de fazer.

As vantagens de utilizar um Startolaunch…

Toda a gente conhece ou então já ouviu falar da SpaceX, a empresa do ramo Espacial liderada pelo famoso Elon Musk. Nos últimos tempos, a SpaceX tem alcançado feitos incríveis e promete não parar. Com o Falcon 9, a empresa provou que os foguetões não precisam de ser do tipo “usa e deita fora”. Deste modo, por serem tão caros de produzir, podem e devem ser reutilizados em várias missões.

Mas, a Stratolaunch pretende ir além disto e provar que a sua maneira de ver as coisas é que está certa. Num comunicado, a empresa afirmou que as longas esperas de lançamento, os elevados preços de lançamento e os atrasos são um fator que limita operações Espaciais; o que é verdade.

Empresas como a Virgin Orbit ou a Rocket Lab utilizam pequenos foguetões lançados na vertical capazes de colocar satélites a órbitar a Terra. E até são capazes de o fazer de uma forma relativamente barata e eficiente.

No entanto, a Statolaunch faz notar que ao lançar os foguetões a partir de um avião é capaz de ultrapassar problemas com que estas empresas lidam no seu dia-a-dia: mau tempo, tráfego aéreo e outras variáveis que costumam atrasar os lançamentos tradicionais a partir do solo.

Mas quando passamos a falar de grandes volumes de carga, a Stratolaunch começa a competir com a SpaceX, que já deu provas daquilo que é capaz e que está a cortar drasticamente nos custos de lançamento.

A Stratolaunch vai trabalhar para quem?

Tal como a SpaceX, a Stratolaunch Systems acredita também que as suas aeronaves serão capazes de democratizar o acesso ao Espaço e tornar mais baratas e rápidas as missões para colocar satélites em órbita. A empresa acredita que este é um passo importante para a segurança nacional norte-americana.

No entanto, a empresa mostra-se completamente desconectada do mercado o que fez surgir uma teoria. A empresa de Paul Allen poderá estar a trabalhar num projeto secreto financiado pelo governo dos EUA. Pensando bem, a nível comercial, a Stratolaunch não tem clientes, mas o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, já visitou a instalações da empresa.

Neste momento a Stratolaunch está focada no seu trabalho no solo e preocupada em ser bem sucedida no primeiro voo da aeronave. Segundo a empresa, há também a possibilidade de vir a ser anunciada uma parceria, mas ainda nada pode ser revelado.


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