A Intel está a passar por momentos complicados e tem visto a concorrência crescer e apresentar novas soluções. Com uma presença cada vez menor, está a perder a sua posição no mercado. Uma ajuda poderá estar a caminho, vinda de um elemento chave. O Governo de Trump pondera adquirir participação na Intel e revitalizar a empresa. Claro que terá outros planos em mente.
A administração Trump estará a ponderar uma medida de grande alcance para a indústria tecnológica norte-americana. Fala-se da aquisição de uma participação na Intel. A notícia, avançada pela Bloomberg que cita fontes familiarizadas com o assunto, surge num momento crítico. Os EUA procuram reforçar a sua capacidade de produção interna de componentes eletrónicos essenciais e reduzir a dependência de fabricantes estrangeiros.
As discussões, ainda em fase preliminar, visam apoiar a expansão das capacidades de fabrico da Intel em solo americano. Esta iniciativa alinha-se com uma estratégia mais ampla de segurança nacional e económica, que considera a produção de semicondutores um setor vital. A crescente tensão geopolítica e as recentes disrupções nas cadeias de abastecimento globais evidenciaram a vulnerabilidade do país nesta área tecnológica.
O potencial investimento governamental seria um impulso significativo para a Intel, que tem enfrentado desafios competitivos e de produção nos últimos anos. A medida poderia permitir à empresa acelerar os seus planos de construção e modernização de fábricas, conhecidas como “fabs”, garantindo que a tecnologia de ponta em microchips seja desenvolvida e produzida nos Estados Unidos.
Um porta-voz da Casa Branca, Kush Desai, em declarações à Investopedia, aconselhou cautela. Afirmou que tais discussões “devem ser consideradas especulação, a menos que anunciadas oficialmente pela Administração”. A Intel, por seu lado, não emitiu comentários imediatos sobre o assunto.
Este eventual passo do governo insere-se no contexto de esforços legislativos anteriores. Como exemplo temos a Lei CHIPS e Ciência, que destinou milhares de milhões de dólares em subsídios e créditos fiscais para incentivar a indústria de semicondutores a investir nos EUA.
A possibilidade de uma participação direta do Estado numa empresa como a Intel representa, no entanto, uma escalada nessa política industrial. Sinaliza uma intervenção mais direta para proteger e promover um setor considerado crucial para a soberania tecnológica e a defesa nacional.