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Intel destrói AMD e Qualcomm com os novos Core Series 2 e Core Ultra Series 3

A Intel aproveitou a sua presença na Embedded World 2026 para revelar a nova linha de processadores Core Series 2 e Core Ultra, focada em computação de alto desempenho. Estas soluções pretendem estabelecer novos recordes de eficiência e latência, e desafiar diretamente a quota de mercado da AMD e da Qualcomm.


A arquitetura Bartlett Lake e o poder dos núcleos P da Intel

Com o objetivo de não ceder terreno aos seus principais concorrentes, a Intel apresentou a família Bartlett Lake, que integra os novos Core Series 2 equipados exclusivamente com núcleos de desempenho (P-cores).

Estes chips foram concebidos especificamente para cenários que exigem um controlo rigoroso em tempo real e a gestão de múltiplas tarefas pesadas em simultâneo. A gama abrange os modelos i5, i7 e i9, apresentando uma flexibilidade térmica que varia entre os 45 W e os 125 W.

O grande protagonista desta linha é o Core i9 273PQE. Este processador ostenta 12 núcleos de desempenho, uma frequência base de 3,4 GHz – que pode atingir os 5,9 GHz em modo Turbo – e 36 MB de cache. Além disso, oferece suporte para memória DDR5 até 5600 MT/s.

Segundo os dados fornecidos pela marca, este componente consegue ser 1,5 vezes mais rápido do que o Ryzen 7 9700X em tarefas multithread, apresentando ainda uma melhoria drástica na latência máxima PCIe, sendo 4,4 vezes superior ao rival da AMD.

Desempenho em inteligência artificial e a linha Panther Lake

A fabricante não se limitou ao hardware convencional e introduziu também o Core Ultra X9 388H, pertencente à família Panther Lake. Este processador foi desenhado para dominar o segmento da inteligência artificial (IA) no edge, onde o processamento ocorre localmente para garantir maior rapidez e privacidade.

Em termos comparativos, o X9 388H demonstra uma superioridade clara face às soluções da Qualcomm, NVIDIA e AMD em cargas de trabalho intensivas.

Ao compararmos com o AMD HX 370, a proposta da Intel revela-se até 2,3 vezes mais eficaz em cálculos de precisão FP16 na CPU e até 9 vezes superior em operações INT8 na GPU. Face ao Qualcomm 84-100, a vantagem mantém-se entre 1,5 e 1,7 vezes em cálculos de CPU, uma distância que se torna ainda mais evidente quando entra em cena a Unidade de Processamento Neural (NPU).

A Intel chegou mesmo a comparar o Core Ultra X9 388H com o Jetson AGX Orin da NVIDIA, afirmando que o seu chip é mais potente em tarefas de classificação de imagens e análise de vídeo, embora a solução da NVIDIA ainda mantenha a liderança no que toca ao valor total de TOPS.

Soluções para o setor da saúde

Para acompanhar este avanço no hardware, a empresa lançou a Edge AI Suite para Saúde e Ciências da Vida. Esta plataforma de software permite a execução local de IA multimodal, facilitando a deteção de patologias em exames médicos, como arritmias cardíacas, ou a realização de rastreio visual 3D de forma anónima.

A grande vantagem reside na capacidade de efetuar diagnósticos avançados em unidades de saúde sem a dependência obrigatória de uma ligação à cloud.

Além destas novidades, a Intel confirmou também a chegada progressiva dos novos processadores Core Ultra Series 3, baseados na arquitetura Panther Lake e no processo de fabrico Intel 18A. Esta geração deverá trazer melhorias significativas em eficiência energética, desempenho gráfico e capacidades de IA, reforçando a aposta da empresa nos chamados AI PCs e em sistemas de computação avançada.

Os novos equipamentos equipados com as gamas Core Ultra Series 3 e Intel Core Series 2 com núcleos P começam a chegar ao mercado de imediato. Importa salientar que, embora os preços não tenham sido detalhados, estes produtos destinam-se exclusivamente ao mercado industrial e profissional.

 

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