As criptomoedas não são consensuais, sendo alvo de muito ceticismo, principalmente devido à sua volatilidade. Ainda assim, o Bitcoin cresce a cada dia, com até bancos a depositarem-lhe confiança.
Segundo Philippe Meyer, chefe de soluções digitais e blockchain do BBVA Suíça, na conferência DigiAssets, em Londres, o banco privado BBVA aconselha os clientes a alocar 3% a 7% da sua carteira em criptomoedas, dependendo da sua propensão ao risco.
Com clientes privados, desde setembro do ano passado, começamos a aconselhar sobre Bitcoin. Para perfis mais arriscados, permitimos até 7% de (carteiras em) criptomoedas.
Partilhou Meyer, dando mais um sinal de que os bancos estão a enveredar por um caminho que antes evitavam, tendo em conta os seus riscos. Segundo ele, “se olhar para um portfólio equilibrado, ao introduzir 3%, já se aumenta o desempenho; com 3%, não se está a correr um risco enorme”.
Mercado confia cada vez mais no Bitcoin
De facto, recentemente informámos sobre a perspetiva de Nicolas Lin, diretor-executivo da empresa de tecnologia financeira Aether Holdings, que considera que o Bitcoin “está a começar a ganhar destaque novamente” não apenas como um ativo de alta volatilidade, mas como algo a que mais utilizadores estão a recorrer para se proteger contra riscos.
Ainda que os bancos privados atendam aos pedidos dos clientes para comprar criptomoedas, é “relativamente incomum que eles os aconselhem a comprá-las ativamente”, segundo a Reuters.
De facto, em declarações à imprensa, Meyer disse que acreditava que o BBVA era um dos primeiros grandes bancos globais a aconselhar os seus clientes mais ricos a comprar criptomoedas. Esta estratégia tem sido adotada desde 2021, segundo o chefe de soluções digitais e blockchain do BBVA Suíça.
Com o conselho de 3% a 7% a aplicar-se atualmente ao Bitcoin e Ether, o BBVA planeia expandi-lo a outras criptomoedas ainda este ano. Segundo Meyer, que descartou as preocupações sobre o risco associado ao ativo, os clientes têm sido recetivos à recomendação.