Um dos sonhos da comunidade de astrónomos é poder, um dia, colonizar Marte. E um cientista tem uma ideia para aumentar as hipóteses deste sonho se concretizar. Mas não é lá muito “católico”!
O espaço é a nova fronteira. Um mundo que o ser humano ainda está longe de dominar, como demonstra a dificuldade em simplesmente regressar ao nosso satélite, a Lua, com uma missão Artemis III que continua a acumular atrasos.
Contudo, estes obstáculos não impedem a humanidade de olhar mais além e de ambicionar um dia estabelecer-se em Marte – como Elon Musk propõe há vários anos. E um cientista polaco apresenta uma solução para tornar esse planeta mais habitável.
Fazer colidir um asteroide com Marte seria uma bênção para a humanidade.
Tornar Marte habitável com práticas “pouco ortodoxas”!
Alguns artigos científicos podem parecer mais histórias de ficção científica do que reflexões práticas. É o caso do trabalho do doutor Leszek Czechowski, da Academia de Ciências da Polónia, que publicou recentemente um artigo intitulado “Os problemas energéticos da terraformação de Marte”.
Recorde-se que “terraformar” significa alterar as condições físicas de um planeta de forma a que este possa acolher vida humana, tal como a Terra.
Neste estudo, o Dr. Czechowski considera que Marte deve ser radicalmente transformado e, para tal, propõe… fazer colidir um asteroide com o planeta vermelho!
Segundo ele, o impacto libertaria tanto água como energia, o que ajudaria a aquecer a atmosfera marciana.
O cinturão de Kuiper ou a nuvem de Oort como fontes principais
Quanto ao asteroide em si, o cientista polaco considera que poderá ser encontrado no cinturão de Kuiper, situado para lá de Neptuno, ou na nuvem de Oort – mil vezes mais distante que o cinturão de Kuiper.
Esta última hipótese parece extremamente improvável, dado que, com a tecnologia atual, a viagem entre Marte e essa região do espaço demoraria cerca de… 15 000 anos!
Em comparação, o cinturão de Kuiper parece muito mais acessível, sendo necessário apenas algumas décadas para lá chegar. O Dr. Czechowski salienta ainda que, para transportar o asteroide até Marte, não se deveria utilizar uma nave com um sistema de propulsão baseado na gravidade.
Em vez disso, sugere um veículo dotado de um motor iónico, alimentado por fusão nuclear.
Não foram avançados mais pormenores sobre este projeto arrojado. Visionário ou apenas excessivamente imaginativo?