A Health Security Agency do Reino Unido (UKHSA) publicou uma lista de “agentes patogénicos prioritários” que representam maior risco para a saúde pública. O objetivo passa por ajudar a preparar os cientistas e investigadores para uma potencial futura pandemia.
De acordo com Isabel Oliver, diretora científica da UKHSA, “uma lição importante da pandemia de COVID-19 é que é realmente importante que consideremos a amplitude das ameaças potenciais à saúde e que continuemos a monitorizar a situação e a responder com flexibilidade a essas ameaças”.
Por isso, no sentido de ajudar os cientistas e investigadores a concentrarem os seus esforços e a reforçarem a preparação para uma potencial futura pandemia, a UKHSA publicou um guia, com uma nova lista de vírus e bactérias, que representarão a maior ameaça para a saúde pública.
A lista de 24 famílias de agentes patogénicos é a primeira a ter em conta as ameaças globais à saúde, bem como as ameaças específicas à população do Reino Unido, e espera-se que venha a acelerar o desenvolvimento de vacinas.
Segundo a britânica Sky News, as famílias de agentes patogénicos virais classificadas como de alto risco, tanto para epidemias como para pandemias, incluem:
- Coronaviridae, que inclui a COVID-19;
- Orthomyxoviridae, que inclui a gripe aviaria;
- Paramyxoviridae, que causa o vírus Nipah.
Segundo Isabel Oliver, “vivemos numa época em que os desafios e os riscos das doenças infeciosas são cada vez maiores, mas, ao mesmo tempo, graças aos avanços científicos, dispomos de melhores ferramentas do que alguma vez tivemos para proteger a saúde contra estas ameaças”.
A diretora científica esclareceu que “há áreas em que ainda precisamos de mais ou melhores diagnósticos, vacinas, medicamentos e terapêuticas”.
Esta ferramenta foi concebida para informar o trabalho dos financiadores de investigação governamentais, mas, também, dos nossos parceiros na indústria e no meio académico, fundamentais para o desenvolvimento destas ferramentas de que tanto precisamos.
Guia procura ajudar os cientistas e investigadores a focarem-se
Para criar o guia, os peritos avaliaram o potencial pandémico e epidémico de cada família viral, analisando os seguintes parâmetros:
- Gravidade da doença;
- Vias de transmissão;
- Pandemias anteriores entre os agentes patogénicos conhecidos da família.
A cada grupo foi, então, atribuída uma classificação de risco elevado, médio ou baixo, com base nas opiniões dos cientistas da UKHSA.
Esta ferramenta inclui ainda informações sobre se o risco é sensível às alterações climáticas, se existem vacinas disponíveis e se é provável a transmissão entre humanos, bem como a sua resistência a medicamentos como os antibióticos.