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Homem paralisado conta que o chip cerebral da Neuralink já melhorou a sua vida

Chama-se Noland Arbaugh e, em janeiro de 2024, tornou-se a primeira pessoa a receber um chip cerebral da Neuralink, uma empresa focada na neurotecnologia. Entretanto, numa entrevista, o homem de 30 anos falou sobre a sua experiência.


Depois de ter ficado paralisado num acidente de natação aos 22 anos, em junho de 2016, Noland Arbaugh passou a depender de outras pessoas para as tarefas diárias e a ter dificuldades em aceder a computadores. Para este fim, precisou de recorrer a dispositivos controlados pela boca, conseguindo uma funcionalidade limitada.

Conforme já vimos, a Neuralink ambiciona, desde a sua fundação, restaurar a independência de pessoas que, como Arbaugh, se veem impedidas de realizar tarefas simples, nomeadamente operar dispositivos.

Assim sendo, o chip da Neuralink procura permitir que o utilizador paralisado controle um computador com a sua mente.

Por via de uma interface cérebro-computador, o hardware deteta os impulsos elétricos dos pensamentos sobre o movimento e converte-os em comandos digitais, como mover um cursor.

 

Primeiro paciente da Neuralink já joga xadrez e videojogos

Durante uma entrevista à BBC, Noland Arbaugh, que foi a primeira pessoa a receber um chip da Neuralink, falou sobre a sua experiência, que descreveu como “ficção científica”.

Noland Arbaugh com a mãe (esquerda), pai e uma prima, no hospital, após a cirurgia. Crédito: BBC

Conforme recordou, após acordar da cirurgia para instalar o chip no seu cérebro, foi capaz de controlar um cursor de computador pensando em mover os dedos.

Com o tempo, a sua capacidade com o chip terá melhorado, permitindo-lhe jogar xadrez e videojogos, chegando mesmo a vencer os seus amigos – algo de que tinha desistido após ter ficado paralisado. Para o futuro, Arbaugh espera que as possibilidades de controlo com a mente sejam imensas.

Na entrevista, Noland Arbaugh partilhou que estava consciente dos riscos associados ao chip da Neuralink. Contudo, submeteu-se ao implante sob a crença de que a sua participação contribuiria para o progresso científico, ajudando a empresa a aprender e a melhorar.

Se tudo corresse bem, eu poderia ajudar sendo um participante da Neuralink. Se algo terrível acontecesse, eu sabia que eles iriam aprender com isso.

Apesar de a associação da Neuralink com Elon Musk, o fundador da empresa, ter atraído muita atenção, Noland Arbaugh disse que o foco deverá estar na ciência.

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