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O iPhone perdeu o fôlego e esta será a nova Apple em 2019

Estamos a já escassas horas do próximo grande anúncio da Apple. A tecnológica de Cupertino deverá apresentar um novo serviço de subscrição para notícias, além de uma nova plataforma de streaming de filmes.  Além disso, podemos ter uma nova plataforma de subscrição de jogos, apenas para dispositivos móveis iOS. Agora, vemos a aparente confirmação destes serviços para 2019 face à perda de fôlego do iPhone.

Graças a uma enorme fuga de informação avançada pelo Wall Street Journal, eis o que esperar!


Até ao momento, o Apple iPhone é a grande prioridade da tecnológica liderada por Tim Cook. Uma opostura que reflete o viés ideológico que assenta sobretudo na venda de produtos. Entretanto, as principais rivais como a Microsoft já se reinventaram como fornecedoras de serviços, e não só, ou sobretudo, de hardware.

Em 2019 teremos uma “nova” Apple

Aliás, tudo aponta nesse sentido. No final de 2018 o Apple iPhone perdeu o fôlego, algo que se traduz numa quebra de 15% nas receitas geradas por esta família de produtos. Esta queda acentuada registou-se no último trimestre de 2018, período em que seria de esperar o resultado oposto uma vez que a mais recente geração de dispositivos havia finalmente chegado ao mercado. Tal não se registou e foi particularmente gritante na China.

Por conseguinte, se nem mesmo a quadra natalícia conseguiu inverter esta tendência, Tim Cook teve que repensar a grande estratégia. Seria uma raposa, cautelosa e precavida, ou um porco-espinho, teimoso e optando sempre pela prática reiterada, tal como nos aponta o professor norte-americano, John Lewis Gaddis.

Ainda que não o admita, Tim Cook já estaria a contar com esta possibilidade. Um cenário que, internamente, não terá causado grandes surpresas, estando a Apple a trabalhar em novos serviços. Aliás, a empresa propôs-se a duplicar o volume de receitas dos serviços de 25 mil milhões de dólares em 2016, para 50 até 2020.

Do Apple iPhone aos serviços Apple

Atualmente, os serviços da empresa já são a sua 2.ª maior fonte de receitas. Aliás, durante o trimestre supracitado, 11 mil milhões de dólares foram provenientes desta mesma área. Agora que já existem mais de 1,4 mil milhões de  iPhones ativos no mundo, de acordo com a Bloomberg, está na hora de os rentabilizar.

São 1,4 mil milhões de potenciais clientes para os serviços Apple Pay, Care+, para a App Store, para o iTunes, bem como o Apple Music. Além disso, para todos os novos serviços de streaming e de jogos que podem ser apresentados dentro de escassas horas. A era do Apple iPhone enquanto principal prioridade vai acabar.

Está escrito em letras garrafais, de acordo com o WSJ, os novos serviços chegarão a mais de 100 mercados à data do seu lançamento. Aqui a ênfase será colocada nos conteúdos próprios como séries e filmes, algo em que a empresa já investiu cerca de mil milhões de dólares. Contudo, trará também conteúdos de outras fontes.

A televisão já é sinónimo de streaming em 2019

Ainda de acordo com o Wall Street Journal, durante a próxima keynote veremos trechos das suas séries e filmes. Novos conteúdos que dificilmente serão de acesso gratuito para os atuais dispositivos móveis da tecnológica de Cupertino. Acompanhando o relato do Journal vemos a referência à aplicação “Netflix killer”.

Uma app para dispositivos iOS que dará ao utilizador a oportunidade de subscrever serviços rivais da Netflix, a preços mais vantajosos. Aqui incluindo a HBO, Starz e Showtime, sendo o valor referido, 9,99 dólares mensais. Em suma, além de conteúdo original, teremos parcerias estratégicas com outros grandes “players“.

Eles (Apple) construíram uma empresa para fazer belíssimos gadgets e competir com a Samsung e outras marcas genéricas. Agora, eles têm que pensar seriamente nos serviços e no software que tem estado tão desnivelado, aqui com o intuito de competir com várias outras empresas. Declarações de Mike Levin, cofundador da CIRP ao WSJ.

A única dúvida, o serviço de subscrição de jogos da Apple

WSJ reitera ainda a sua participação no serviço de subscrição de notícias da Apple, apenas com certos conteúdos. Aliás, de acordo com fontes próximas do tema, a gigante de Cupertino dividirá os lucros irmamente com as publicações (50-50). As estimativas apontam 2 milhões de subscritores iniciais.

Por fim, resta apenas a dúvida se teremos ou não um serviço de subscrição de jogos.

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