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Enquanto a Huawei cresce, a Apple terá um ano difícil na China

No mercado dos smartphones, as marcas não têm sequer tempo de aquecer o lugar no pódio, com a vontade dos utilizadores a destacar outros nomes com certa rapidez. De facto, na China, a concorrência feroz está a contribuir para um ano fraco para a Apple, que vê marcas como a Huawei e a Xiaomi a reunir cada vez mais adeptos.


De acordo com a empresa de pesquisa de mercado IDC, as vendas do iPhone na China devem cair ainda mais este ano, em parte devido à crescente concorrência das marcas nacionais.

De facto, além da desaceleração económica mais ampla, os nomes chineses estão a reforçar a sua aposta no mercado doméstico, conquistando cada vez mais utilizadores. Especificamente, um relatório recente da IDC indica que as vendas da Apple na China deverão cair 1,9% em 2025 devido à concorrência contínua da Huawei Technologies.

Além disso, a IDC aponta que para o declínio da Apple terá contribuído, também, a exclusão da maioria dos modelos de iPhone de um programa de subsídios do Governo chinês destinado a produtos eletrónicos de consumo com preço inferior a 6000 yuans (cerca de 734 euros).

Por outro lado, as vendas totais de smartphones na China deverão crescer 3% este ano, uma vez que os subsídios governamentais impulsionaram a procura por dispositivos Android.

Entretanto, recordando um relatório da IDC divulgado em maio, nos primeiros três meses deste ano, as vendas do iPhone na China caíram 9% em relação ao ano anterior, tornando a Apple na única fornecedora entre as cinco maiores a registar um declínio.

Por sua vez, as vendas de smartphones da Xiaomi aumentaram 39,9% e as da Huawei 10%.

 

Atraso da Apple em termos de IA pode estar a prejudicá-la na China

Segundo o South China Morning Post, esta queda da Apple sublinha as dificuldades crescentes que a empresa tem enfrentado na China nos últimos anos.

Por exemplo, apesar de as rivais chinesas já terem introduzido recursos de Inteligência Artificial nos seus dispositivos, enriquecendo as suas propostas, a Apple ainda aguarda a aprovação dos reguladores chineses para lançar o seu serviço, o Apple Intelligence.

 

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