O mercado dos sistemas operativos móveis continua a registar movimentações intensas entre as principais plataformas. Os dados mais recentes, relativos ao segundo trimestre de 2026, mostram que o sistema da Google reforçou a sua posição de liderança. O Android alcançou uma quota sólida de 75% em todo o planeta, subindo dois pontos percentuais face aos 73% registados nos primeiros três meses do ano.
Este crescimento ocorre num contexto em que as restantes plataformas enfrentam dinâmicas distintas para manter a sua base de utilizadores. O sistema operativo iOS da Apple fixou-se nos 20% globais, registando uma descida ligeira face aos 22% obtidos no trimestre anterior. Na terceira posição surge o HarmonyOS da Huawei, que manteve uma quota de 5% a nível internacional, consolidando a sua presença neste segmento competitivo.
Batalha feroz nos EUA e a surpresa na China
O cenário regional apresenta divergências acentuadas entre os maiores mercados de tecnologia de consumo. Nos Estados Unidos, a Apple mantém uma liderança muito renhida, somando 51% das vendas de smartphones durante este período. Contudo, o Android surge colado com 49% de quota, reduzindo drasticamente a distância face a períodos anteriores, nomeadamente face aos 69% que a fabricante de Cupertino atingiu no final de 2025.
Já em território chinês, a correlação de forças ganha contornos únicos com o crescimento contínuo das soluções locais. O Android lidera o mercado asiático com 58%, descendo dos 63% do trimestre anterior, enquanto o HarmonyOS da Huawei assegura a segunda posição com 24%. Este avanço coloca a Huawei à frente do ecossistema iOS na China, que fecha o pódio local com 18% de quota de mercado.
Supremacia Android na Índia e a quebra nas vendas
No continente indiano, a disparidade entre as plataformas atinge dimensões esmagadoras a favor da proposta da Google. O Android domina praticamente todo o setor móvel com uns impressionantes 91% de quota. Por oposição, a Apple garante apenas 9% do mercado indiano, refletindo as barreiras estruturais dos equipamentos de preço mais elevado na região.
Importa também destacar que o volume global de envios de smartphones sofreu uma quebra homóloga de 11% neste segundo trimestre. Esta contração fez-se sentir com maior intensidade nos equipamentos de gama de entrada e de gama média. O aumento generalizado no custo de componentes essenciais continua a pressionar as margens dos fabricantes e a influenciar o comportamento de compra dos consumidores.
Os próximos trimestres prometem renovar a disputa, sobretudo com a chegada das novas gerações de smartphones e modelos dobráveis ao mercado global. A evolução das quotas dependerá da capacidade de cada ecossistema em responder aos desafios económicos atuais e à procura por inovação.