A Microsoft assegurou às empresas de hardware que a próxima versão do Windows estará pronta no final de 2006, durante os feriados natalinos.
O próprio Bll Gates assumiu a sua vontade de ver finalizado o novo sistema, conhecido atualmente como Longhorn: “Quando vejo essas demonstrações, fico a pensar, ‘Deus, faça com que o Longhorn fique pronto! ‘”, declarou o presidente da Microsoft num discurso durante a WinHEC 2005.
Foram apresentadas mais imagens do Longhorn, estas mostram alguns dos novos recursos visuais. O destaque vai para o DWM (Desktop Window Manager), recurso somente disponível em PCs equipados com placas de vídeo que suportem DirectX 9, que dá efeitos de transparência e reflexos na interface do Longhorn.
… a Microsoft iniciou esta segunda-feira as vendas de seu sistema operativo para desktops e servidores com 64 bits, o Windows XP Professional x64 Edition e o Windows Server 2003 x64.
O preço das versões, que funcionam em máquinas com processadores de 64 bits da Intel e AMD, é o mesmo das versões com 32 bits. Com os novos sistemas, a capacidade da memória virtual sobe de 4 GB para 16 TB, a cache sobe de 1 GB para 1 TB.
Há trinta e um anos, em vésperas do 25 de Abril, Portugal era um país anacrónico. Último império colonial do mundo ocidental, travava uma guerra em três frentes africanas solidamente apoiadas pelo Terceiro Mundo e fazia face a sucessivas condenações nas Nações Unidas e à incomodidade dos seus tradicionais aliados.
Para os jovens de hoje será talvez difícil imaginar o que era viver neste Portugal de há vinte anos, onde era rara a família que não tinha alguém a combater em África, o serviço militar durava quatro anos, a expressão pública de opiniões contra o regime e contra a guerra era severamente reprimida pelos aparelhos censório e policial, os partidos e movimentos políticos se encontravam proibidos, as prisões políticas cheias, os líderes oposicionistas exilados, os sindicatos fortemente controlados, a greve interdita, o despedimento facilitado, a vida cultural apertadamente vigiada.
A anestesia a que o povo português esteve sujeito décadas a fio, mau grado os esforços denodados das elites oposicionistas, a par das injustiças sociais agravadas e do persistente atraso económico e cultural, num contexto que contribuía para a identificação entre o regime ditatorial e o próprio modelo de desenvolvimento capitalista, são em grande parte responsáveis pela euforia revolucionária que se viveu a seguir ao 25 de Abril, durante a qual Portugal tentou viver as décadas da história europeia de que se vira privado pelo regime ditatorial.