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Cientistas dizem que plantar mais árvores salvaria muitas vidas

Desde sempre, aprendemos que as plantas são sinónimo de vida. Efetivamente, um novo estudo concluiu que plantar mais árvores, nas cidades, poderia salvar milhares de vidas.

A investigação associou a falta de árvores à morte prematura por doenças potencializadas pelo calor extremo.


De acordo com o Science Alert, atualmente, em média, menos de 15% dos espaços urbanos, na Europa, são cobertos por algum tipo de vegetação. Uma das consequências desta escassez de plantas está explorada num estudo recente, que projeta o número de mortes prematuras devido às temperaturas elevadas nas cidades.

De acordo com a autora principal e investigadora no Barcelona Institute for Global Health (ISGlobal), Tamara Iungman, essas temperaturas extremas poderiam ser evitadas com uma cobertura adicional de árvores. Aliás, os resultados da investigação referem que das 6.700 mortes prematuras atribuídas a essa causa, em 93 cidades europeias, durante o ano de 2015, um terço poderia ter sido evitado.

Já sabemos que as altas temperaturas em ambientes urbanos estão associadas a resultados de saúde negativos, tais como falha cardiorrespiratória, internamento hospitalar e morte prematura.

O nosso objetivo é informar a política local e os decisores sobre os benefícios da integração estratégica de infraestruturas verdes no planeamento urbano, a fim de promover ambientes urbanos mais sustentáveis, resilientes e saudáveis.

Explicou a investigadora, numa declaração.

Cidades demasiado quentes sem árvores prejudicam largamente a saúde dos habitantes

Teoricamente, as cidades registam temperaturas mais elevadas do que as zonas rurais circundantes ou os subúrbios, devido ao chamado efeito ilha de calor urbano. Este calor resulta de um conjunto de problemas: escassez de vegetação, exaustão provocada pelos sistemas de ar condicionado, asfalto muito escuro e materiais de construção que retêm o calor.

Para já, na Europa, as condições frias ainda causam mais mortes do que o tempo quente. Contudo, os modelos climáticos projetam que, dentro de uma década, o problema vai inverter.

Segundo Iungman, o investimento em vegetação “está a tornar-se cada vez mais urgente”, uma vez que “a Europa experimenta flutuações de temperatura mais extremas devido às alterações climáticas”.

A plantação de árvores urbanas – na escala certa, nos lugares certos, e sob certas condições – leva provavelmente a uma redução modesta, ainda que real, das mortes relacionadas com o calor em muitas áreas urbanas.

Esta é uma investigação importante.

Disse Laurence Wainwright, professor na University of Oxford’s Smith School of Enterprise and the Environment.

 

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