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“Carvão bonito e limpo”: Trump impulsiona indústria do carvão para alimentar a IA

As ordens-executivas de Donald Trump têm levantado muitas questões. Algumas das mais recentes, por exemplo, visam o “carvão bonito e limpo”, nomeadamente para satisfazer a procura crescente de energia para a Inteligência Artificial (IA).


Por ser a maior fonte de emissões de gases com efeito de estufa, as nações têm, desde há largos anos, tentado encontrar alternativas ao carvão, reduzindo a sua necessidade e utilização.

De facto, a indústria americana do carvão está em declínio há mais de uma década, com o combustível fóssil a ter produzido cerca de 16% da eletricidade total do país, em 2023, segundo a Administração de Informação sobre Energia dos Estados Unidos.

Este número representa uma descida acentuada relativamente aos cerca de 45%, em 2010.

O aumento das fontes de energia renováveis, incluindo a energia solar e eólica, terá ajudado a diminuir a dependência do país relativamente ao carvão.

 

Donald Trump contraria objetivos globais em relação ao carvão

Entretanto, na terça-feira, o Presidente dos Estados Unidos Donald Trump assinou ordens-executivas que visam reforçar a indústria do carvão, relaxando as restrições à mineração, leasing e exportações no que a Casa Branca disse ser um esforço para atender às necessidades intensivas de energia dos centros de dados de IA, segundo a NBC.

Referindo-se ao “carvão bonito e limpo”, Trump assinou ordens-executivas que:

Este impulso do carvão colide com os objetivos globais de reduzir a produção de carvão e as emissões de gases com efeito de estufa que alimentam as alterações climáticas.

Além disso, vai contra as prioridades da maioria dos americanos, de acordo com a última pesquisa de opinião pública da Universidade de Yale.

O inquérito nacional terá concluído que dois terços dos americanos apoiam uma transição dos combustíveis fósseis, como o carvão, para uma energia totalmente limpa até 2050.

A investigação terá revelado, também, um apoio ainda mais amplo à regulamentação do dióxido de carbono como poluente, com 74% dos inquiridos a favor.

A par do impacto ambiental, a queima de carvão para gerar eletricidade pode custar aos americanos três a quatro vezes mais do que a energia limpa, de acordo com estimativas da Administração de Informação sobre Energia dos Estados Unidos, citada pela imprensa.

As ordens surgem no momento em que a Agência de Proteção do Ambiente, sob a direção do seu novo administrador, Lee Zeldin, tem vindo a revogar agressivamente vários regulamentos ambientais ao longo do último mês, incluindo os que visam a poluição de centrais de energia e as emissões geradas pelas empresas de petróleo e gás.

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