Musk está a apostar cada vez mais na Europa. O polémico CEO, afirmou no Fórum Económico Mundial em Davos que a empresa está a preparar-se para obter aprovação regulatória na UE para o seu sistema de condução autónoma já no início de 2026. Vêm aí os robotáxis Tesla.
Antes de mais, o que é o sistema Full Self-Driving (FSD)?
Na base desta inovação está o sistema Full Self-Driving (FSD) da Tesla. Estamos a falar de um pacote de assistência avançada à condução que permite ao veículo realizar funções como condução em estrada, navegação entre ruas e resposta automática a sinais e semáforos, embora ainda com necessidade de supervisão do condutor.
Este software tem sido testado há vários anos, mas precisa de luz verde das autoridades europeias para poder ser utilizado de forma mais autónoma e sobretudo para viabilizar serviços de robotáxi.
Por que a aprovação europeia é um marco
A aprovação passa por um primeiro parecer positivo da autoridade neerlandesa de veículos (RDW), com uma decisão prevista para fevereiro de 2026.
Caso seja aceite, essa aprovação pode ser reconhecida em outros países da União Europeia, acelerando a implementação do sistema FSD no mercado europeu. Sim, poderemos ver em Portugal os famosos carros autónomos.
Este processo é mais exigente do que nos Estados Unidos, dado que as normas europeias sobre segurança veicular e condução autónoma são mais rígidas e fragmentadas entre os diversos Estados-membros.
Robotáxis: realidade ou visão futura?
Nos Estados Unidos, a Tesla já começou a operar robotáxis sem condutor de segurança a bordo em Austin, Texas, um avanço considerável apesar de ainda limitado e gerador de debate quanto à segurança.
A chegada do robotáxi à Europa depende da aprovação do FSD e da capacidade de demonstrar que o sistema pode operar de forma segura e fiável em ambiente urbano e interurbano europeu.
A adoção comercial em larga escala ainda enfrenta desafios regulatórios e operacionais, mas a perspectiva mudou de um horizonte distante para um possível arranque já em 2026.
Mais um ataque aos taxistas?
A entrada dos robotáxis na Europa poderá transformar o transporte urbano, com implicações para mobilidade, logística e modelos de negócio nas cidades europeias.
Operadores de táxis, serviços de ride-hailing e fabricantes automóveis estão atentos aos desenvolvimentos, que poderão mudar a forma como nos deslocamos.
Para os consumidores, isto significa acesso potencial a serviços de transporte autónomo competitivo, embora a adoção dependa de segurança comprovada, aceitação social e enquadramento legal claro.