A Renault tem sabido adaptar-se e procurar novas oportunidades na indústria, nem sempre associada aos automóveis. A mais recente novidade da marca vem colocá-la num ramo cada vez mais importante na Europa. A Renault vai entra na defesa e focar-se em produzir drones militares em França.
Fábricas da Renault adaptadas aos drones militares
A Renault decidiu expandir o seu negócio para além das estradas e vai entrar oficialmente no setor da defesa. A marca francesa assinou um acordo estratégico para produzir drones militares, colocando a sua enorme capacidade industrial ao serviço do exército nacional. É um passo inédito que une o mundo automóvel às necessidades militares, com o objetivo de fabricar equipamentos de forma rápida e eficiente.
O centro desta operação vai passar pelas fábricas de Le Mans e Cléon. Estas instalações, que habitualmente produzem motores e componentes mecânicos para os automóveis da marca, serão agora adaptadas para a montagem de drones. A parceria é feita com a Turgis Gaillard, uma empresa especialista em defesa, e prevê um contrato que pode chegar aos mil milhões de euros ao longo dos próximos dez anos.
A logística automóvel ao serviço dos militares
A ideia é transformar estas linhas de montagem civis em pólos de produção de defesa, garantindo um fornecimento constante e seguro. A grande mais-valia deste projeto é a aplicação da lógica de produção em massa ao setor do armamento. Enquanto a indústria de defesa tradicional opera muitas vezes com volumes baixos e processos artesanais, a Renault traz a experiência de fabricar milhares de veículos por dia.
Isto permitirá reduzir drasticamente os custos de cada drone e, acima de tudo, garantir que as encomendas são entregues num prazo muito curto. Para a França, isto significa ter a capacidade de repor stocks de equipamento tático com uma velocidade que antes seria impossível. Para além da montagem, há uma partilha tecnológica direta entre os dois mundos.
Tecnologia partilhada reforça soberania de França
Os componentes usados nos carros elétricos, como baterias de alta capacidade e motores eficientes, são essenciais para o funcionamento destes novos drones militares. Ao utilizar tecnologia que já está desenvolvida e testada nas estradas, o projeto poupa tempo e recursos em investigação.
Esta estratégia reforça a independência de França, que deixa de precisar de comprar estes equipamentos a fornecedores estrangeiros. Com a Renault a assumir este papel, o país assegura que domina toda a cadeia de produção, desde a peça mais pequena até ao produto final, garantindo uma soberania industrial vital nos tempos que correm.