Pplware

Gás Natural: Regresso ao mercado regulado “não é uma medida eficiente”

Por estes dias muito se tem falado sobre o regresso de muitos portugueses ao mercado regulado do gás. Tal como já mostramos aqui, o processo é relativamente simples, mas a quantidade de pessoas que têm pedido a mudança tem dificultado o processo.

O presidente executivo da Galp criticou hoje a medida do Governo de possibilitar o regresso ao mercado regulado de gás.


Mudança para mercado regulado tem gerado enormes filas

Com o preço do gás a aumentar significativamente, são muitos os portugueses que pretendem regressar ao mercado regulado. Desde o início de setembro que é possível realizar esta mudança em lojas físicas dos comercializados e vão ser também possível através da internet.

O presidente executivo da Galp defendeu hoje que o regresso ao mercado regulado de gás, que abrange famílias e pequenos negócios, defendendo que “não é uma medida eficiente para beneficiar quem precisa”.

O responsável disse que a empresa está a discutir com o Governo a medida que faz com que tenha de direcionar mais gás natural para venda no mercado regulado, ou seja, mais barato, apontando que “inverte anos de progresso no sentido da liberalização e do mercado livre”.

Antes de Andy Brown, o ministro do Ambiente e Ação Climática, Duarte Cordeiro, marcou também presença na conferência, onde abordou, entre outros temas, as dificuldades que estão a ser reportadas na passagem para o mercado regulado de eletricidade (no gás natural a mudança só é possível a partir de 01 de outubro).

O governante pediu desculpa aos portugueses que procuram tarifas mais baixas do que as praticadas no mercado livre e que têm sentido dificuldades na transição para o mercado regulado, como grandes filas para atendimento nas lojas físicas dos comercializadores.

Duarte Cordeiro disse que “são muitas as famílias que estão a mudar”, apesar de não ter ainda um número exato de clientes que já transitaram de regime.

“Lamentamos este pequeno transtorno e estamos a procurar evitar que deste transtorno surjam abusos ou aproveitamentos”, sublinhou o ministro do Ambiente.

Exit mobile version