Ontem, parte do troço da A1, em Coimbra, ruiu no sentido Norte‑Sul, junto à zona onde um dique colapsou na quarta‑feira à tarde. A circulação neste troço já tinha sido cortada por precaução. Num comunicado, a Brisa admitiu que não é possível estimar o prazo de conclusão das obras de reparação, sugerindo algumas alternativas.
Num comunicado enviado às redações, a concessionária admitiu que, “não sendo possível, neste momento, estimar o prazo de conclusão das obras de reparação”, está empenhada em “minimizar transtornos”. Além disso, sugeriu que “poderão ser usadas como vias alternativas o corredor A8/A17/A25 ou o IC2“.
A BCR – Brisa Concessão Rodoviária confirmou o abatimento de parte do pavimento da plataforma da A1, no sentido Norte-Sul, na sequência da rutura de um dique do Rio Mondego.
[O abatimento ocorreu] cerca de três horas após o corte total da A1, feito de forma preventiva, no sublanço de Coimbra Norte e Coimbra Sul – entre os KM 198 e KM 189 – e não representou, em nenhum momento, qualquer risco para utilizadores e trabalhadores.
Em declarações aos jornalistas, o presidente do Conselho Executivo da Brisa, António Pires de Lima, pediu “paciência aos utilizadores desta autoestrada”.
Um dique na margem direita do rio Mondego rebentou durante a tarde de ontem, quarta-feira, em Coimbra, junto ao viaduto da A1, obrigando ao encerramento da autoestrada nos dois sentidos entre os quilómetros 189 e 198. Crédito: SIC Notícias
A1 já tinha sido preventivamente encerrada
Conforme foi sendo avançado pelos meios de comunicação, citando a concessionária, a rutura na infraestrutura foi motivada pelo rebentamento do dique e subsequente escavação do aterro junto ao encontro norte do viaduto C do Mondego, devido a um débito excecional de mais de 2100 metros cúbicos de água por segundo.
A Brisa informou ainda que está a monitorizar o desenvolvimento da situação desde o dia 2, “com vistorias permanentes, e tem no terreno, neste momento, mais de 30 operacionais”, estando a trabalhar em coordenação com as várias instituições no âmbito da proteção civil e autoridades nacionais e locais.
A A1 foi preventivamente encerrada pouco depois das 18h de quarta-feira em Portugal continental, nos dois sentidos, no sublanço entre Coimbra Norte e Coimbra Sul, na sequência da rutura do dique que canaliza o Rio Mondego.
📱 Use e abuse das apps de navegação
Em situações inesperadas como esta, aplicações de navegação como o Waze tornam-se particularmente úteis, pois permitem aos condutores adaptar rapidamente os seus percursos perante cortes ou condicionamentos de trânsito.
Além disso, estas plataformas são alimentadas não apenas por dados oficiais, mas por informações partilhadas em tempo real pela própria comunidade de utilizadores.
Assim, mesmo sem uma previsão concreta para a reabertura da via, os condutores podem encontrar alternativas mais eficientes e seguras, reduzindo o tempo perdido e evitando zonas problemáticas.